Aos talentos desta arena Eu me curvo humildimente. E com a alma, agora serena, aqui me faço presente.

Qui mi dá

Posted: August 5th, 2011 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

Ai, qui as vezes qui mi dá
uma saudade di ocê
mi dá, mi dá,
E eu nem sei o qui falá

É qui as vezes qui mi dá
essa saudade di ocê
é um aperto qui mi dá
eu mal cunsigo respirá

Nessas vezes qui mi dá
saudades dimais di ocê
mi segurá num dá
preciso ir ond´ocê istá


Meu vício de você

Posted: August 5th, 2011 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

Quando você vai
morro de saudades
nos meus poros, se esvai
desejo, desejo, por você

Quando você vai
fecho os olhos
mexo nos cabelos, suspiro ais..
fissura, fissura por você

Quando você vai
respiro com dificuldade
mãos tremem, pressão cai
meu vício, meu vício de você

Volte logo.

Preciso abrir os olhos,
te ver.
Preciso respirar,
cheirar você.
Preciso saciar,
saciar, saciar,
meu corpo com você.


Ah, como eu queria…

Posted: November 23rd, 2010 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

Ah, como eu queria
ser a Renata Maria
Ah, eu queria ser ela
no meio da tela
no meio da tela

Naquela manhã
quando os pés do compositor
se perdiam nas areias do Leblon
Eu queria ser ela,
Queria ser ela

Apagando surfistas
Levando embora as ondas
Borrando os ipês
as acácias, as florestas
Parando a brisa…

Saindo do Mar
Eu queria ser ela
Ah, como eu queria
ser Renata Maria

Saindo do mar
a cristalizar tudo ao meu redor
Queria encontrar
os passos do compositor

Ele parado a me olhar
e se ele assim quisesse
eu emprestaria minha visão
para preencher sua canção


Haiku da tristeza

Posted: November 12th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Haiku | No Comments »

Uma tristeza sonda,
ronda… e eu me
afogo nesta onda


O homem, o gato e a sementinha

Posted: October 31st, 2010 | Author: danilima | Filed under: Poema | 1 Comment »

Era uma vez um homem que queria ser pai.
Era uma vez um gato que procurava um amigo.
E era uma vez uma sementinha.

Homem e gato se encontraram, se tornaram amigos
e passaram a caminhar juntos.

O homem amava o gato. O gato amava o homem.

Mas o homem ainda queria ser pai.
O gato queria que o homem fosse feliz.
E a sementinha queria ganhar uma alma e conhecer o mundo.

O gato, que amava o homem, fechou seus olhos azuis
e decidiu entregar sua alma para a sementinha.

A sementinha se transformou num menino e nasceu,
abrindo seus olhos azuis para conhecer o mundo.

O homem tornou-se pai,
O gato tornou-se filho.
E a sementinha, pequeninha, deu vida a uma família feliz.

Minha última homenagem ao Spot e primeira homenagem ao Oliver, meu filho


Não sei mais como amar

Posted: October 25th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

Não sei mais como amar
me perdi no momento
me afoguei no sentimento
saí do meu lugar

Não sei mais como amar
apesar do amor ser tanto
que vaza por todo canto
mas ele só tem um par

Não sei mais como amar
e meu coração vai sofrer
para tentar reaprender
E você, vai esperar?


O sofá de três lugares III

Posted: January 8th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

O sofá tem três lugares
mas cadê o gato?
Não dá mais os seus ares?

Tem três lugares no sofá
mas cadê o gato?
Partiu e já não mais está?

Lugares no sofá, tem três
e o gato observa do alto
com saudades de vocês
(ou as saudades de vocês)


Haiku do Spot II

Posted: January 8th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Haiku | No Comments »

Três lugares no sofá,
falta o gato.
Partiu e já não mais está.


Haiku do Spot

Posted: January 8th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Haiku | No Comments »

Sofá de três lugares
Cadê o gato?
Não dá mais os seus ares?


Poema da dor maior

Posted: January 8th, 2010 | Author: danilima | Filed under: Poema | No Comments »

Permitam-me ficar triste
Ignorarei seus protestos
os punhos em riste
tenho motivos concretos

Permitam-me ficar triste
algo me foi roubado
já não mais existe
não está mais ao meu lado

Permitam-me ficar triste
em sua homenagem
que de algum lugar assiste
o resto de minha longa viagem

Permitam-me ficar triste
um sentimento profundo
assim sua presença resiste
por mais algum tempo no mundo