Aqui em Vila Velha chove (e as vezes chove forte!), praticamente sem parar, há uns 12 dias. Acho que é isso. Passei uns dias no Rio (onde também choveu, só que menos) mas o Celo me disse que choveu bastante aqui em Vila Velha nesse período.
O resultado de tanta chuva numa cidade que originalmente era um pântano e fica um pouco abaixo do nível do mar não poderia ser outro: inundações! Felizmente, onde moramos não aconteceu nada do gênero mas hoje é o segundo dia que o Celo não consegue ir trabalhar por que simplemente não consegue achar um caminho livre até Cariacica, outra cidade, onde fica a empresa dele.
No Gazeta Online, versão digital do “O Globo” de Vila Velha tem diversas notícias só falando das consequências da chuva.
Mas se tanta chuva já causaria muitos problemas, imagine essa chuvarada numa cidade que está toda esburacada, sem calçadas e com várias obras inacabadas por conta de um prefeito prá lá de incompetente. Pois é, o atual prefeito de Vila Velha, Sr. Max Filho é um dos piores prefeitos que já vi na vida. O homem resolver “renovar” Vila Velha no último ano de mandato, começou 537 obras (número sarcástico para exemplificar o absurdo), várias em lugares de grande movimento e, é claro, está tendo muitos problemas para terminar. Então Vila Velha está cheia de buracos e praticamente sem calçadas na praia de Itaparica e Itapoã, na Rodovia Lindenberg (rodovia muito importante aqui) e Champagnat (a principal avenida do “bairro nobre” da cidade).
Na Lindenberg, com essa chuvarada, é simplesmente perigoso demais se dirigir. Isso por que a via inunda (toda vez que chova essa via inunda) e os motoristas não conseguem ver os buracos cobertos de água. A praia também costuma inundar em tempos de chuvarada, então imagino que isso seja verdade para Itaparica e Itapoã também.
Mas o que me deixa ainda mais pasma é que parece que ninguém está dando muita bola para isso. Quero dizer, imagino que tenha muita gente em Vila Velha revoltada com a atuação desse prefeito. Mas nunca vi nem o esboço de alguma movimentação. Eu esperaria que os donos dos quioques na praia, que ficarão extremamente prejudicados no verão, fizessem algo. Pelo menos uma faixa criticando prefeito. Nada. Muito estranho. E lendo a Gazeta Online só vejo matérias sobre a chuva, nada sobre como Vila Velha ficou ainda mais prejudicada pela governança irresponsável de Max Filho.
Talvez eu esteja falando demais… Afinal, não é que eu seja super envolvida nas questões da cidade. Não voto aqui e não conheço muita gente que more aqui. Muito menos conheço muitos capixabas pra conseguir entender o que está havendo. Mas minha impressão é que se fosse no Rio, isso seria “O” assunto da cidade. (tudo bem que o Rio fala muito sem fazer muita coisa, mas isso já é outra história…).
Toda vez que eu passo na Lindenberg ou pelas praias de Itapoã e Itaparica (a Praia da Costa, onde moro não foi afetada, sorte nossa) eu me pego repetindo a mesma coisa pro Celo: “Eu não acredito”. É que eu não consigo acreditar mesmo que um prefeito deixaria a orla da sua cidade, muito visitada por mineiros no verão, praticamente sem calçada. A praia está caotica, feia e sem infra-estrutura. E vai ficar assim durante o verão! Tenho que repetir: “não acredito!”. Isso sem falar que muitas das obras estão sendo meio “burras”: estreitando ruas (estreitar ruas numa cidade em crescimento me parece uma das coisas mais estúpidas que alguém pode fazer), quebrando calçadas de pedra portuguesa mas sem repor as pedras portuguesas direitinho… O caos.
Hoje morreu um amigo - Jorge Sales. O Jorge já estava com câncer há algum tempo, e infelizmente a doença venceu a batalha.
Conheci Jorge Sales aqui em Vila Velha. Ele foi um dos poucos amigos que fiz nesta terra. Nossa amizade começou no Bar Mais uma Dose, que todos frequentávamos. Depois ele me pediu para fazer seu site e daí fomos ficando amigos.
Pois bem, hoje percebo que nunca retifiquei a frase, então lá vai:
“Jorge Sales é um cara de quem é impossível se dizer a idade. Pois, se os cabelos brancos insinuam que ele já entrou nos “enta”, sua jovialidade e alegria nos faz acreditar que ainda anda pela casa dos vinte anos. Mas ficamos ainda mais confusos, quando ouvimos Jorge recitar seus cordéis (muitos feitos na hora), aí parece um menino. Mas quando conversamos com ele, dá conselhos de homem experiente.
Talvez Jorge não seja como nós, mudando de idade a cada ano. Talvez tenha feito um acordo com o tempo, que o permite ter todas as idades de uma vez. Dos 10 aos 60, eternamente Jorge Sales. Mesmo depois de resolver fazer a última viagem da sua vida.”
Descanse em Paz Jorge. Da minha parte, continuo por aqui, escrevendo - coisa que você sempre me incentivou a fazer. Obrigada.
A Casa do Zezinho está de luto.A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.
O que dizer dessa situação? Por favor se esforcem para educar bem seus filhos para que eles se tornem adultos melhores que nós.
Eu não queria deixar passar em branco neste blog a eleição de Barak Obama - o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e o vetor do que pode ser uma grande mudança. Mas o que eu sei de política, economia global? Muito pouco mesmo. Só sei que como a maioria dos não-americanos, estava torcendo por Obama. Também acho que a eleição dele, pode ajudar a melhorar a questão racial nos EUA (que, todo mundo sabe, são preconceituosos pacas).
Mas o que eu achei muito legal, vendo os noticiários ontem foi o apoio que ambos os candidatos receberam de seus eleitores. Democrata ou Republicano, os dois tinham um grande grupos de seguidores que realmente pareciam acreditar que seus candidatos poderiam fazer coisas boas pelo seu país. Todo mundo parecia engajado e envolvido na política.
Talvez muito disso se deva à situação atual e às muitas boas campanhas de “Vote” realizadas esse ano. Mas o que eu fiquei pensando é que é tão difícil ver esse tipo de envolvimento no Brasil. E, verdade seja dita, quando vemos, logo encaramos com cinismo: “deve estar levando por fora” ou “é um chato de galocha, que só fala de política e fica apoiando tal candidato”.
Vai ver eu ando longe da política brasileira por muito tempo (também ando cínica, e venho justificando meu voto há 4 anos sem nem pensar), afinal a quase-vitória do Gabeira no Rio sugere que houve um pouco mais de envolvimento dos cariocas na política.
Bem, só sei que gostaria de ver o comprometimento que vejo no Barak Obama aqui no Brasil (e nos nossos políticos). Mas melhor esperar pra ver o que vai acontecer, não? (ou quem sabe faz a hora e não espera acontecer?)
Achei legal este texto que está no Globo Online sobre usuários “ricos” de drogas que muitas vezes acabam vendendo também. São ou não são traficantes?
Eu tenho a impressão que a questão da venda e uso de drogas é levada muito levianamente aqui no Brasil. O assunto é sério e as repercussões são bem mais complicadas que a maioria dos usuários costuma pensar. O texto é parte de uma entrevista de um ex-usuário que também vendia drogas e seu ponto de vista sobre as pessoas que continuam nesta vida hoje.
“Era uma vez uma boca que se apaixonou por uma orelha. E assim nasceu o arrepio”
Taí um texto muito bonitinho e criativo que gerou uma cena legal com uma direção de arte bonita. Pena que tudo isso foi desperdiçado num comercial de pasta de dente.
Eu sou fã do pessoal da Super. Sempre fui. É uma das únicas revistas que eu leio de cabo a rabo (além da “Vida Simples”, que é da mesma editoria). E os caras mandaram bem de novo Agora é correr pra banca e pegar a minha edição.
Isso não tem cara de idade média? Me lembra quando a igreja se sobrepunha à ciência e todo mundo acreditava sem questionar que a terra era o centro do universo e que era plana… Essas idéias podem parecer ridículas agora, mas na época eram verdades absolutas. A terra tem 6 mil anos? Dinossauros no jardim do éden (btw, onde está isso na bíblia??)? Será que realmente precisa ser Deus x ciência? Se Deus criou o homem, e o homem a ciência, como estas coisas podem ser antagônicas? Eu sou agnóstica, para mim, isso pouco importa. Mas não entendo a necessidade desses religiosos em desmentir o que é fato científico. A ignorância é uma praga, e não uma dádiva como dizem por aí…
Há cada vez mais clareza de que os profissionais de publicidade, especialmente os de criação, precisam buscar novas inspirações e “beber de outras fontes”.
Cara, e alguém contou isso pra eles ou eles descobriram sozinhos??
Está rolando em SP o Maxi Midia 2006, evento que anualmente se propõe a discutir os caminhos da publicidade, propaganda, marketing e comunicação. No evento deste ano rolou um “Creative roundtable: o desafio de ser criativo em um país imediatista”. No final os participantes concluíram que a mesmice da publicidade brasileira vem principalmente da falta de exposição a outras fontes de inspiração - inclusive na TV aberta - a mesmice que se vê na propaganda brasileira.
Minha única experiência em agências de publicidade não foi muito positiva neste sentido. E a mesmice, sob o meu ponto de vista, nunca foi culpa do cliente, mas da própria agência que tinha uma resistência enorme a liberar qualquer coisa de diferente. A agência não estava disposta a assumir o risco de tentar inovar.
É claro que eu só posso falar de publicidade com base na minha experiência na área, que não passou de dois anos. Mas minha impressão desde sempre é que os publicitários estão meio perdidos há algum tempo. Perdidos com toda a mudança nos meios de comunicação que já vem acontecendo há quase uma década. Talvez essa impressão se deva ao meu forte background de web, então a tais novas mídias não são tanta novidade para mim. E sempre que eu vejo um discurso de algum publicitário sobre novas mídias, noto que só se fala na mudança dos meios e na inclusão de novos canais de comunicação. Poucas vezes ouço se falar no mais importante, em como o consumidor mudou por causa das novas possibilidades de comunicação.
Claro que isso não é uma regra, já encontrei muitos artigos interessantes (principalmente nos sites internacionais) falando exatamente disso. E tem muita gente aqui que já se deu conta disso também. Mas minha impressão é que o mercado brasileiro está preocupado em aprender a fazer banner / programar em flash ao invés de entender a profunda mudança nos hábitos de consumo em função da chegada da internet.
Claro que no final das contas, fico me achando muito presunçosa de achar tudo isso… Por que, como eu sempre disse brincando ao pessoal da agência que trabalhei, sou designer e não entendo nada de publicidade. E também por que não tenho solução para o problema. Só um caminho que eu acredito ser mais interessante. Mas ao que parece o mercado anda discordando de mim :-p.
Hyei! Neste final de semana estou indo pro Rio e depois pra São Paulo e depois pro Rio de novo e só depois volto pra Vila Velha.
Falem o que quiserem. Reclamem da violência e absurdo dos grandes centros. Digam que não dá mais para morar nestas cidades, que a qualidade de vida é muito baixa. Mas só na hora que vocês conseguirem o tal “sossego” que tanto sonham, é que vão se dar conta de como vááárias coisas da cidade grande fazem falta… Mas tudo na vida é assim né? A gente tem que relevar algumas coisas para conseguir outras.
Se eu fico muito tempo sem ir ao Rio ou São Paulo eu fico doida. Tudo aqui é mais devagar, é menos interessante, menos dinâmico, menos novidade. As pessoas aqui tem muito pouca cultura. É ir passar uma temporada nas grandes cidades ou sentir o cérebro ir atrofiando.
Mas é claro que eu ainda tenho esperança que Vila Velha fique cada vez menos roça… Afinal, tem muita gente de fora vindo pra cá. Muita gente que sente exatamente o que eu sinto e que começa a cobrar isso da cidade. Afinal de contas, isso aqui é sudeste gente! E ´tá muito atrás de Rio, SP e até Minas. O Espírito Santo ´tá precisando crescer e aparecer…
Só não adianta que o meu amor incondicional eu continua dedicando ao Rio :-), minha cidade natal. Decadente, difícil, problemática… não me interessa. Eu continuo louca pelo Rio :).
Eu bem que tentei atualizar este blog durante a semana. Mas em duas vezes meu blog estava sendo migrado para o novo modelo pelo pessoal do blogger.com e aí ficou difícil. Principalmente por que sentar ao computador é uma das coisas que eu não tenho feito muito frequentemente nas minhas férias.
A atualização desse blog anda meio esparsa… e a tendência é de piorar. Mas é por um bom motivo. A partir desta segunda - 17/03 - eu começo (finalmente) um projeto e vou estar alocada no cliente, onde so vou ter acesso a internet discado. E como por enquanto não tenho acesso a internet na minha nova casinha, esse blog só vai receber ‘espasmos de atualização’ por algum tempo. Vou ser obrigada a decepcionar meus milhares de leitores (ha! :-p) com este mesmo paragrafo durante uns três meses e a batida foto das tartarugas ao do lado… Sorry. Um dia melhora ;-).
Olha quem está falando!