Posted: June 27th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
Minha programação para quinta de manhã era passear pela Lagoa aproveitando o ar livre. Mas em função de um convite para um almoço no centro, resolvi mudar meu itinerário. Vesti minha blusa vermelha estampada com uma girafinha sorridente, minha calça corsário creme e meu tênis vermelhos e às dez horas da manhã peguei o metrô para o Centro sem saber muito bem que monumentos ou museus eu iria visitar desta vez. Saltei na Carioca e fui caminhando em direção à Primeiro de Março com a intenção de visitar o CCBB.
Mas quando cheguei ao final da Sete de Setembro, vi uma enorme faixa no Palácio de Tiradentes anunciando uma exposição fixa por lá. Decidi mudar mais uma vez minha programaçao, já que nunca tinha entrado naquele Palácio. Subi as escadarias que dão acesso à enorme construção, atravessei o enorme portal e, como todas as outras pessoas que estavam por lá, passei pelo detector de metais. Mas diferentemente do que aconteceu com as outras pessoas que estavam por lá, ele começou a apitar. É claro que eu estava carregando minha enorme mochila e, é claro que meu canivete estava comigo. Ele sempre está. Mas desta vez, ao invés de tornar minha vida mais fácil, ele atrapalhou. A segurança do Palácio me fez levar meu canivete até o primeiro andar do palácio, preencher uma fichinha e deixá-lo lá. Pelo visto, um lugar do Rio ainda é totalmente seguro. Se eu não consegui entrar com um canivete, quais as chances de alguém entrar armado?
Voltando à recepção, me registrei e fui finalmente autorizada a passear pelo Palácio. A tal exposição fixa era sobre a história do Rio de Janeiro, mas meu interesse maior era fotografar o Monumento que se revelou uma construção belíssima. Chão de mosaico francês, salão com clarabóia (oba! outra clarabóia!), movéis esculpidos em madeira, lindas cadeiras de veludo… Tudo registrado com minha fiel amiga digital :-). Durante todo o passeio, a girafinha da minha camiseta insistia em sorrir para os ‘embecados’ que estavam por lá a trabalho. Acho que ela não conseguia evitar achar graça do contraste da minha camiseta e tênis vermelhos com os sérios ternos cinzas.
Depois do Palácio, dei um pulo rápido no Paço Imperial. Só para ter um preview do que pretendo visitar na próxima semana, afinal já estava quase na hora do almoço e eu tinha que encontrar meus amigos. Almoçamos num Restaurante árabe perto do Largo da Carioca - muito gostoso por sinal. Mas nem pude aproveitar muito o almoço. Ás 13:30 tive que sair correndo para meu Curso de Velas Artesanais e deixei meus amigos, que ao contrário de mim, estavam adiando ao máximo o final do almoço. O motivo era justo, enquanto eu iria continuar aproveitanto minhas férias, eles tinham que voltar para o trabalho…
O curso é em Ipanema num delicioso estúdio na Rua Barão de Jaguaribe. E depois de 2 horas e meia de aula, saí com minha primeira vela
! Para finalizar meu dia, resolvi aproveitar que estava nas redondezas para conhecer o Museu da H. Stern. Lá fui e minha girafinha sorridente para a chique Rua Garcia D’ávila. Depois de passar por vários carros importados cheguei a recepção da loja que me encaminhou para o terceiro andar onde fica o Museu. O tour é rápido mas bem interessante, mostra a trajetória uma pedra desde o garimpo, passando pelo tratamento e polimento, até sua inclusão numa das maravilhosas jóias. No final do tour encontrei um grupo de mulheres do tipo ‘peruas’ - maquiadas, de cabelo arrumado, unhas feitas, tailler e salto. Mas todo esse glamour não intimidou a girafinha da minha camiseta que continuava sorrindo enquanto eu mastigava meu chiclete. Embarquei no elevador junto com a peruada e fui parar no primeiro andar do prédio da H. Stern. Logo percebi que eu tinha ido parar num evento ‘boca livre’ da H. Stern. Conversando com uma das recepcionistas descobri que era o lançaamento da nova coleção de jóias. Como eu adoro jóias, não me fiz de rogada e fui dar uma olhada nas peças - o que infelizmente, é a única coisa que eu posso fazer por enquanto. Ao contrário do que se poderia imaginar, eu, minha girafinha, meu chiclete e minha mochila gigante (claro que eu estava de mochila nas costas) ficamos muito confortáveis no meio da elite de consumidores da H. Stern e elas não pareciam se incomodar comigo também - ou então estavam muito assustadas com minha presença por lá e preferiram não olhar :-p. Depois de penetrar o evento, dei uma olhada na lojinha de artesanato e tomei um sorvetinho de jabuticaba da Mil Frutas que a H. Stern oferece gratuitamente para os visitantes do Museu. Ótima pedida para terminar meu dia.
Posted: June 27th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
O carioca anda sendo bombardeado pela mídia pelas notícias de violência. Todo este estardalhaço imprimiu no carioca um medo muito grande de curtir a própria cidade e lhe roubou a inocência necessária para admirar as pequenas (e grandes) belezas do antigo estado da Guanabara. Não estou dizendo que o Rio esteja tranquilo, mas até agora - tomando todos os cuidados que sempre se deve tomar numa cidade grande - minhas experiência de turista no Rio tem sido bastante positiva.
O Museu Internacional de Arte Naif fica em Laranjeiras, ao lado do Corcovado, e é um ótimo lugar para voltar a ver o Rio sob outra perspectiva. Para quem nunca ouviu falar em Arte Naíf aí vai uma explicação roubada (sem nenhuma má intenção
do site do Museu:
- O adjetivo naíf é o mais empregado para o gênero de pintura chamado também de ingênuo e às vezes primitiva (no Brasil). Os artistas naífs, em geral, são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência e por isso mesmo podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. São chamados de “poetas anarquistas do pincel”.
O Museu não é muito grande mas guarda um acervo super interessante que inclui o maior quadro de arte naif já pintado que é intutilado: “Rio de Janeiro gosto de você, gosto desta gente feliz”. Lia Mittarakis retratou no enorme painel de 4m x 7m muito do espírito carioca e da beleza do Rio. No centro da tela o Cristo abre os braços para mostrar a beleza dos quatro cantos de nossa cidade. Lia Mittarakis caprichou nos detalhes e dá para ficar pelo menos uns 15 minutos na frente do quadro descobrindo novos lugares na pintura. E nestes 15 minutos dá para lembrar muito bem porque a gente gosta tanto de morar aqui.
Depois de ver o Rio representado em tintas e pinceladas, fui dar uma conferida no modelo original. Nada como subir de trenzinho até o Corcovado num fresco final de tarde para terminar bem o dia. O ar da floresta e os relances da vista do Rio por entre as brechas da mata deram um sabor especial ao passeio. O Corcovado continua lindo (assim como o Rio
e as obras feitas para incluir elevadores e escadas rolantes ficaram ótimas. A vista é de tirar o fôlego, mesmo sem muita nitidez por causa da inversão térmica. Fiquei bastante tempo andando por lá observando o Rio de vários ângulos e fotografando o Cristo (claro).
Desci no trenzinho das 6 horas. Já estava escuro e o motorista (ou será maquinista?) do trenzinho teve a ótima idéia de apagar todas as luzes e parar ao lado de uma clareira de onde pudemos apreciar a vista da Lagoa toda iluminada fechando com chave de ouro o passeio turístico.
Posted: June 27th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
Nesta segunda feira eu me senti como se tivesse emprestado o Delorean do Spielberg para passear no centro. A primeira parada foi há cerca de 15 anos atrás na Laranjada Americana na Rua do Ouvidor. Meu pai trabalhava no Itaú da Pio XV e as quando minha mãe queria ir ao centro, nós iamos junto com ele de barca pela manhã. A parada na Laranjada Americana para tomar um refresco no copinho de metal com refil de papel em forma de cone era obrigatória. E eu adorava. A laranjada de lá é a mais doce do Rio de Janeiro. E sai direto de uma torneira no balcão, um barato. É impressionante como nada mudou. O mesmo copinho de metal, os mesmos refis de papel, a mesma laranjada tudo igual. Só o balcão agora que já não parece tão alto…
A segunda parada foi um pouco mais ‘distante’. Mais de um século atrás. O Real Gabinete Português de Leitura é um Oasis de silêncio e tranquilidade ao lado da bagunçaada Praça Tiradentes. O espaço da Biblioteca não é muito grande - acho que dá uns 90m2 (num chute totalmente feminino). Mas é lindo. O tamanho não faz nenhuma diferença quando você começa a observar todo o cuidado nos detalhes da construção. Todas as colunas são esculpidas, e todos os 23m de altura das paredes são cobertas de livros velhos (mas bem conservados). Um mezanino com o chão todo trabalhado circunda toda a sala. E no topo, para deslumbrar ainda mais os visitantes, uma linda clarabóia que empresta a luz do sol para iluminar este templo de leitura. Fiquei muito tempo por lá e tirei algumas boas fotos. E para vocês não acharem que eu estou exagerando na descrição do lugar, um grupo de fotógrafos também estava por lá registrando a beleza arquitetônica do gabinete. A única coisa que entregava que eu ainda estava em 2003 eram os computadores usados por alguns usuários para fazer buscas pelos exemplares disponóveis para pesquisa.
A esta altura eu já estava com fome e voltei um pouco para o futuro - mas não muito - uns 6 anos mais ou menos, e fui parar na Confeitaria Colombo. O lugar mantém o mesmo charme de quando servia de ponto de encontro para as Madames que faziam compras na Rua do Ouvidor. O café que fica no primeiro andar fica num salão lindo decorado com espelhos de moldura esculpida em Jacarandá. A luz da clarabóia passa pelo vão do mezanino onde fica o Restaurante (eu já mencionei que adoro claraboias?). E o melhor, a comida é ótima e muito bem servida. Comi uma “Nossa Ceasar” que é a famosa ceasar salad com alguns toques diferentes como o frango desfiado e o molho que mistura alcaparras, laranja e vinagre. Uma delícia!
Depois do almoço voltei para o futuro e fui passear pelas ruas do Saara. O que também foi bem divertido. Mas a ‘vida de antigamente’ deixou um gostinho de quero mais….
Posted: June 26th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »
Minha programação para quinta de manhã era passear pela Lagoa aproveitando o ar livre. Mas em função de um convite para um almoço no centro, resolvi mudar meu itinerário. Vesti minha blusa vermelha estampada com uma girafinha sorridente, minha calça corçário creme e meu tênis vermelho e às dez horas da manhã peguei o metrô para o Centro sem saber muito bem que monumentos ou museus eu iria visitar desta vez. Saltei na Carioca e fui caminhando em direção à Primeiro de Março com a intenção de visitar o CCBB. Mas quando cheguei ao final da Sete de Setembro, vi uma enorme faixa no Palácio de Tiradentes anunciando uma exposição fixa por lá. Decidi mudar mais uma vez minha programação, já que nunca tinha entrado naquele Palácio.
Subi as escadarias que dão acesso à enorme construção atravessei o enorme portal e, como todas as outras pessoas que estavam por lá, passei pelo detector de metais. Mas diferente das outras pessoas que estavam por lá, ele começou a apitar. É claro que eu estava carregando minha enorme mochila e, é claro que meu canivete estava comigo. Ele sempre está. Mas desta vez, ao invés de tornar minha vida mais fácil, ele atrapalhou. A segurança do Palácio me fez levar meu canivete até o primeiro andar do palácio, preencher uma fichinha e deixá-lo lá. Pelo visto, um lugar do Rio ainda é totalmente seguro. Se eu não consegui entrar com um canivete, quais as chances de alguém entrar armado? Voltando à recepção, me registrei e fui finalmente autorizada a passear pelo Palácio. A tal exposição fixa era sobre a história do Rio de Janeiro, mas meu interesse maior era fotografar o Monumento que se revelou uma construção belíssima. Chão de mosaico francês, salão com clarabóia (oba! outra clarabóia!), movéis esculpidos em madeiras, lindas cadeiras de veludo… Tudo registrado com minha fiel amiga digital :-). Durante todo o passeio, a girafinha da minha camiseta insistia em sorrir para os ‘embecados’ que estavam por lá a trabalho. Acho que ela não conseguia evitar achar graça do contraste da minha camiseta e tênis vermelhos com os sérios ternos cinzas.
Depois do Palácio, dei um pulo rápido no Paço Imperial. Só para ter um preview do que pretendo visitar na próxima semana, afinal já estava quase na hora do almoço e eu tinha que encontrar meus amigos. Almoçamos num Restaurante árabe perto do Largo da Carioca - muito gostoso por sinal. Mas nem pude aproveitar muito o almoço. Às 13:30 tive que sair correndo para meu Curso de Velas Artesanais e deixei meus amigos, que ao contrário de mim, estavam adiando ao máximo o final do almoço. O motivo era justo, enquanto eu iria continuar aproveitanto minhas férias, eles tinham que voltar para o trabalho… O curso é em Ipanema num delicioso estúdio na Rua Barão de Jaguaribe. E depois de 2 horas e meia de aula, saí com minha primeira vela
!
Para finalizar meu dia, resolvi aproveitar que estava nas redondezas para conhecer o Museu da H. Stern. Lá fui e minha girafinha sorridente para a chique Rua Garcia D’ávila. Depois de passar por vários carros importados cheguei a recepção da loja que me encaminhou para o terceiro andar onde fica o Museu. O tour é rápido mas bem interessante, mostra a trajetória uma pedra desde o garimpo, passando pelo tratamento e polimento, até sua inclusão numa das maravilhosas jóias. No final do tour encontrei um grupo de mulheres do tipo ‘peruas’ - maquiadas, de cabelo arrumado, unhas feitas, tailler e salto. Mas todo esse glamour não intimidou a girafinha da minha camiseta que continuava sorrindo enquanto eu mastigava meu chiclete. Embarquei no elevador junto com a peruada e fui parar no primeiro andar do prédio da H. Stern. Logo percebi que eu tinha ido parar num evento ‘boca livre’ da H. Stern. Conversando com uma das recepcionistas descobri que era o lançamento da nova coleção de jóias. Como eu adoro jóias, não me fiz de rogada e fui dar uma olhada nas peças - o que infelizmente, é a única coisa que eu posso fazer por enquanto. Ao contrário do que se poderia imaginar, eu, minha girafinha, meu chiclete e minha mochila gigante (claro que eu estava de mochila nas costas) ficamos muito confortáveis no meio da elite de consumidores da H. Stern e elas não pareciam se incomodar comigo também - ou então estavam muito assustadas com minha presença por lá e preferiram não olhar :-p. Depois de penetrar o evento, dei uma olhada na lojinha de artesanato e tomei um sorvetinho de jabuticaba da Mil Frutas que a H. Stern oferece gratuitamente para os visitantes do Museu. Ótima pedida para terminar meu dia.
Posted: June 25th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »
O carioca anda sendo bombardeado pela mídia pelas notícias de violência. Todo este estardalhaço imprimiu no carioca um medo muito grande de curtir a própria cidade e lhe roubou a inocência necessária para admirar as pequenas (e grandes) belezas do antigo estado da Guanabara. Não estou dizendo que o Rio esteja tranquilo, mas até agora - tomando todos os cuidados que sempre se deve tomar numa cidade grande - minhas experiência de turista no Rio tem sido bastante positiva.
O Museu Internacional de Arte Naif fica em Laranjeiras, ao lado do Corcovado, e é um ótimo lugar para voltar a ver o Rio sob outra perspectiva. Para quem nunca ouviu falar em Arte Naif aí vai uma explicação roubada (sem nenhuma má intenção
do site do Museu:
- O adjetivo naif é o mais empregado para o gênero de pintura chamado também de ingênuo e ás vezes primitiva (no Brasil). Os artistas naifs, em geral, são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência e por isso mesmo podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. São chamados de “poetas anarquistas do pincel”.
O Museu não é muito grande mas guarda um acervo super interessante que inclui o maior quadro de arte naif já pintado que é intutilado: “Rio de Janeiro gosto de você, gosto desta gente feliz”. Lia Mittarakis retratou no enorme painel de 4m x 7m muito do espírito carioca e da beleza do Rio. No centro da tela o Cristo abre os braços para mostrar a beleza dos quatro cantos de nossa cidade. Lia Mittarakis caprichou nos detalhes e dá para ficar pelo menos uns 15 minutos na frente do quadro descobrindo novos lugares na pintura. E nestes 15 minutos dá para lembrar muito bem porque a gente gosta tanto de morar aqui.
Depois de ver o Rio representado em tintas e pinceladas, fui dar uma conferida no modelo original. Nada como subir de trenzinho até o Corcovado num fresco final de tarde para terminar bem o dia. O ar da floresta e os relances da vista do Rio por entre as brechas da mata deram um sabor especial ao passeio. O Corcovado continua lindo (assim como o Rio
e as obras feitas para incluir elevadores e escadas rolantes ficaram ótimas. A vista é de tirar o fôlego, mesmo sem muita nitidez por causa da inversão térmica. Fiquei bastante tempo andando por lá observando o Rio de vários ângulos e fotografando o Cristo (claro). Desci no trenzinho das 6 horas. Já estava escuro e o motorista (ou será maquinista?) do trenzinho teve a ótima idéia de apagar todas as luzes e parar ao lado de uma clareira de onde pudemos apreciar a vista da Lagoa toda iluminada fechando com chave de ouro o passeio turístico.
Posted: June 23rd, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »
Nesta segunda feira eu me senti como se tivesse emprestado o Delorean do Spielberg para passear no centro. A primeira parada foi há cerca de 15 anos atrás na Laranjada Americana na Rua do Ouvidor. Meu pai trabalhava no Itaú da Pio XV e as quando minha mãe queria ir ao centro, nós iamos junto com ele de barca pela manhã. A parada na Laranjada Americana para tomar um refresco no copinho de metal com refil de papel em forma de cone era obrigatória. E eu adorava. A laranjada de lá é a mais doce do Rio de Janeiro. E sai direto de uma torneira no balcão, um barato. É impressionante como nada mudou. O mesmo copinho de metal, os mesmos refis de papel, a mesma laranjada tudo igual. Só o balcão agora que já não parece tão alto…
A segunda parada foi um pouco mais ‘distante’. Mais de um século. O Real Gabinete Português de Leitura é um Oásis de silêncio e tranquilidade ao lado da bagunçada Praça Tiradentes. O espaço da Biblioteca não é muito grande - acho que dá uns 90m2 (num chute totalmente feminino). Mas é lindo. O tamanho não faz nenhuma diferença quando você começa a observar todo o cuidado nos detalhes da construção. Todas as colunas são esculpidas, e todos os 23m de altura das paredes são cobertas de livros velhos (mas bem conservados). Um mezanino com o chão todo trabalhado circunda toda a sala. E no topo, para deslumbrar ainda mais os visitantes, uma linda clarabóia que empresta a luz do sol para iluminar este templo de leitura. Fiquei muito tempo por lá e tirei algumas boas fotos. E para vocês não acharem que eu estou exagerando na descrição do lugar, um grupo de fotógrafos também estava por lá registrando a beleza arquitetônica do gabinete. A única coisa que entregava que eu ainda estava em 2003 eram os computadores usados por alguns usuários para fazer buscas pelos exemplares disponíveis para pesquisa.
Depois da sessão de fotos, eu já estava com fome e voltei um pouco para o futuro - mas não muito - uns 6 anos mais ou menos, e fui parar na Confeitaria Colombo. O lugar mantém o mesmo charme de quando servia de ponto de encontro para as Madames que faziam compras na Rua do Ouvidor. O café que fica no primeiro andar fica num salão lindo decorado com espelhos de moldura esculpida em Jacarandá. A luz da clarabóia passa pelo vão do mezanino onde fica o Restaurante (eu já mencionei que adoro claraboias?). E o melhor, a comida é ótima e muito bem servida. Comi uma “Nossa Ceasar” que é a famosa ceasar salad com alguns toques diferentes como o frango desfiado e o molho que mistura alcaparras, laranja e vinagre. Uma delícia! Depois do almoço voltei para o futuro e fui passear pelas ruas do Saara. O que também foi bem divertido. Mas a ‘vida de antigamente’ deixou um gostinho de quero mais….
Posted: June 21st, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »
Hoje fiz a trilha do Morro da Urca. 27 anos vivendo nesta cidade e eu nunca tinha feito esta trilha - um erro que deveria ser corrigido imediatamente. Então, lá fui eu, na compania de uma amigo de faculdade, chegar ao topo do Morro da Urca da maneira mais difícil. A trilha é bem tranquila, apesar de ingrime. O caminho estava meio elameado e a mochila de 5 kilos nas minhas costas contendo duas máquinas fotográficas (uma convencional e uma digital), duas calças, uma bermuda, um casaco, o guia amoroso do rio e mais algumas cositas - não ajudou a aliviar meu cansaço (sem mencionar o 1kg de cada bota de tracking nos meus pés…).
Mas apesar destes obstáculos ‘auto-impostos’, chegamos ao topo do Morro uns 20 minutos depois. A vista é sempre linda, mas infelizmente hoje o dia não estava dos melhores. Pegamos um tempo muito nublado e não muito favorável às diversas fotos que eu esperava tirar (afinal eu tinha carregado duas câmeras nas costas!). Depois de apreciar a vista meio cinza por causa do tempo, decidimos subir até o Pão de Açúar. Ao comprar os tickets para o passeio, descobrimos que a promoção carioquinha só era válida se os ingressos fossem comprados na estação da Praia Vermelha (lááá embaixo…). Acho que isso é só para sacanear os malandros que se acham muito espertos e não pagam o bondinho para subir… A subida de bondinho é sempre tensa. Pelo menos para mim… Eu não gosto de elevadores, e ao meu ver o bondinho não passa de um elevador maior, com paredes de vidro e que sobe muiiiito mais alto. Mas passado os 5 minutos de ‘desconforto’ (eufemismo usado pelo meu companheiro de aventuras para não assumir que estava com medo que nem eu mesmo…) chegamos ao Pão de Açúcar. A esta altura o tempo já tinha melhorado um pouco e eu tirei mais algumas fotos. O casaco que estava na mochila se provou muito útil, pois lá em cima estava ventando muito, e sem meu fiel casaquinho eu teria congelado.
Depois da descida de bondinho - muito mais tranquila que a subida… (deve ser psicológico :-), fomos almoçar no Círculo Militar. É bom almoçar com tranquilidade, sem hora para voltar… E ainda poder alimentar os gatos do local sem ninguém reclamar :-). Depois do almo´ço fomos fazer nossa digestão caminhando pela Urca e, quem sabe, visitar o Forte São João. Claro que a esta altura, a gente nem se deu conta que o Forte é militar e por isso mesmo é necessário preencher 5 vias de cores diferentes, entregar cada uma em um canto do Rio, para que os milicos avaliem se você deve ter o direito de visitar o forte ou não… Mas a caminhada não foi toda em vão. Voltando do forte vimos uma coisa inusitada. Uma coruja pousada nas cordas do mastro de um barco… Estava distante, e nós usamos o super-zoom 200 emprestado da minha irmã (que neste momento está me xingando em Ouro Preto porque eu esqueci de devolve-lo) para identificar aquela coisa meio cinza que ficava se mechendo perto do mastro do barco. Eu não fiquei 100% convencida, mas se aquilo não era uma coruja eu não sei dizer o que era. Andamos mais um pouco e decidimos (para matar o tempo) dar uma volta no Campus da Praia Vermelha. Chegando perto da entrada do campus, aquela sensação de comunhão com a natureza e tranquilidade começou a diminuir quando chegamos a frente da UFRJ. Passamos pelo ponto de ônibus lotado, milhares de ônibus soltando fumaça na rua… Nem parecia a mesma cidade. Na UFRJ vimos gatos e mais gatos, e mais gatos. Era tudo o que havia na UFRJ entre um feriado e um sábado. Depois disso, me despedi do meu amigo de faculdade e fui resolver algumas coisas. Um dos pontos positivos de se bancar a turista na sua própria cidade é que você pode passear e resolver a sua vida ao mesmo tempo :-).
Voltei para casa com os pés doendo e as pernas pesadas, morrendo de preguiça de fazer qualquer coisa para o desespero do Marcelo que esperava sair hoje a noite… Mas a culpa nem é 100% minha. Quando eu finalmente levantei do sofá para tomar banho e me arrumar, ele caiu no sono. Resultado: ficamos em casa, vendo TV e brincando de internet…
ps.: para quem está se perguntando o porque das duas calças e uma bermuda na minha mochila… era para levar para o conserto no shopping depois do passeio. Hoje era dia de faxineira e eu não queria voltar em casa para não atrapalhá-la.
Posted: June 21st, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »
O tal projeto acabou e uma semana depois eu estou de férias! Eba! Maravilhosos 28 dias para relaxar e deixar o stress pra lá. Normalmente eu só tiro férias para viajar, mas como desta vez o Marcelo não vai poder tirar férias comigo, vou ter que improvisar e bancar a turista na nossa Cidade Maravilhosa mesmo… Afinal, a gente mora aqui e acaba aproveitando essa cidade muito pouco, não é? Já fiz minha programação dia-a-dia em uma planilha excel (mesmo sob os gritos de protestos de ‘ deixa de ser nerd!’ da Carol e Deise) e com a ajuda do ‘Guia Amoroso do Rio’ - presentão do meu amigo Malan - vou passar 3 semanas passeando pelos recantos da minha cidade.
Posted: June 21st, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
Hoje fiz a trilha do Morro da Urca. 27 anos vivendo nesta cidade e eu nunca tinha feito esta trilha - um erro que deveria ser corrigido imediatamente. Então, lá fui eu, na compania de uma amigo de faculdade, chegar ao topo do Morro da Urca da maneira mais difícil.
A trilha é bem tranquila, apesar de íngrime. O caminho estava meio elameado e a mochila de 5 kilos nas minhas costas contendo duas máquinas fotográficas (uma convencional e uma digital), duas calças, uma bermuda, um casaco, o guia amoroso do rio e mais algumas cositas - não ajudou a aliviar meu cansaço (sem mencionar o 1kg de cada bota de tracking nos meus pés…). Mas apesar destes obstáculos ‘auto-impostos’, chegamos ao topo do Morro uns 20 minutos depois.
A vista é sempre linda, mas infelizmente hoje o dia não estava dos melhores. Pegamos um tempo muito nublado e não muito favorável às diversas fotos que eu esperava tirar (afinal eu tinha carregado duas câmeras nas costas!). Depois de apreciar a vista meio acizentada por causa do tempo, decidimos subir até o Pão de Açúcar. Ao comprar os tickets para o passeio, descobrimos que a promoção carioquinha só era válida se os ingressos fossem comprados na estação da Praia Vermelha (lááá embaixo…). Acho que isso é só para sacanear os malandros que se acham muito espertos e não pagam o bondinho para subir…
A subida de bondinho é sempre tensa. Pelo menos para mim… Eu não gosto de elevadores, e ao meu ver o bondinho não passa de um elevador maior, com paredes de vidro e que sobe muiiiito mais alto. Mas passado os 5 minutos de ‘desconforto’ (eufemismo usado pelo meu companheiro de aventuras para não assumir que estava com medo que nem eu mesmo…) chegamos ao Pão de Açúcar. A esta altura o tempo já tinha melhorado um pouco e eu tirei mais algumas fotos. O casaco que estava na mochila se provou muito útil, pois lá em cima estava ventando muito, e sem meu fiel casaquinho eu teria congelado.
Depois da descida de bondinho - muito mais tranquila que a subida… (deve ser psicológico :-), fomos almoçar no Círculo Militar. É bom almoçar com tranquilidade, sem hora para voltar… E ainda poder alimentar os gatos do local sem ninguém reclamar :-).
Depois do almoço fomos fazer nossa digestão caminhando pela Urca e, quem sabe, visitar o Forte São João. Claro que a esta altura, a gente nem se deu conta que o Forte é militar e por isso mesmo é necessário preencher 5 vias de cores diferentes, entregar cada uma em um canto do Rio, para que os milicos avaliem se você deve ter o direito de visitar o forte ou não…
Mas a caminhada não foi toda em vão, voltando do forte vimos uma coisa inusitada. Uma coruja pousada nas cordas do mastro de um barco… Estava distante, e nós usamos o super-zoom 200 emprestado da minha irmã (que neste momento está me xingando em Ouro Preto porque eu esqueci de devolvê-lo) para identificar aquela coisa meio cinza que ficava se mechendo perto do mastro do barco. Eu não fiquei 100% convencida, mas se aquilo não era uma coruja eu não sei dizer o que era.
Andamos mais um pouco e decidimos (para matar o tempo) dar uma volta no Campus da Praia Vermelha. Chegando perto da entrada do campus, aquela sensação de comunhão com a natureza e tranquilidade começou a diminuir quando chegamos a frente da UFRJ. Passamos pelo ponto de ônibus lotado, milhares de ônibus soltando fumaça na rua… Nem parecia a mesma cidade.
Na UFRJ vimos gatos e mais gatos, e mais gatos. Era tudo o que havia na UFRJ entre um feriado e um sábado.
Depois disso, me despedi do meu amigo de faculdade e fui resolver algumas coisas. Um dos pontos positivos de se bancar a turista na sua própria cidade é que você pode passear e resolver a sua vida ao mesmo tempo :-). Voltei para casa com os pés doendo e as pernas pesadas, morrendo de preguiça de fazer qualquer coisa para o desespero do Marcelo que esperava sair hoje a noite… Mas a culpa nem é 100% minha. Quando eu finalmente levantei do sofá para tomar banho e me arrumar, ele caiu no sono. Resultado: ficamos em casa, vendo TV e brincando de internet…
ps.: para quem está se perguntando o porquê das duas calças e uma bermuda na minha mochila… era para levar para o conserto no shopping depois do passeio. Hoje era dia de faxineira e eu não queria voltar em casa para não atrapalhá-la.
Posted: June 21st, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
O tal projeto acabou e uma semana depois eu estou de férias! Eba! Maravilhosos 28 dias para relaxar e deixar o stress pra lá.
Normalmente eu só tiro férias para viajar, mas como desta vez o Marcelo não vai poder tirar férias comigo, vou ter que improvisar e bancar a turista na nossa Cidade Maravilhosa mesmo… Afinal, a gente mora aqui e acaba aproveitando essa cidade muito pouco, não é?
Já fiz minha programação dia-a-dia em uma planilha excel (mesmo sob os gritos de protestos de ‘ deixa de ser nerd!’ da Carol e Deise) e com a ajuda do ‘Guia Amoroso do Rio’ - presentão do meu amigo Malan - vou passar 3 semanas passeando pelos recantos da minha cidade.
Posted: October 22nd, 2002 | Author: Dani Lima | Filed under: Celo e Eu, Férias, Humores Antigos | No Comments »
Hoje também, faz um ano que eu e Marcelo conhecemos Machu Picchu. As 7 da matina deste dia, no ano de 2001 chegavamos a Cidade Inca. A esta hora (13:50) estavamos dando as últimas voltas pela cidade para depois descer de ônibus até Aquas Calientes e de lá pegar o trem de volta a Cuzco.
Ai que saudade…
Posted: October 21st, 2002 | Author: Dani Lima | Filed under: Celo e Eu, Férias, Humores Antigos | No Comments »
Ontem eu me lembrei que há exatamente um ano eu e Celo estavamos na Trilha Inca. Para ser mais precisa no dia 20 estavamos no segundo dia da trilha - o dia mais difícil, e hoje (21) estavamos no terceiro dia quando atravessamos a ‘high jungle’ do Peru.
Foram quatro dias de perrengue, mas que também foram muito divertidos… Todo o esforço de subir e descer montanhas, acampar, não poder tomar banho eram compensados com vistas belíssimas e um grupo de ‘treckers’ muito legal e não se compara a uma semana de stress no trabalho. É muito mais fácil encarar a Trilha Inca!
Posted: September 24th, 2002 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
É galera, depois de alguns dias sem escrever, ela voltou. E escreveu um monte desde de seu último dia em Paris até o dia de ir para Londres. Confiram no blog Deise, Deisinha e Deisoca!
Posted: September 12th, 2002 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »
(Pardon mon franceise! 
Deise e Wilson chegaram e Paris e arrumaram um albergue com acesso a internet! Então para compensar os dois últimos dias sem bloggar, ela mandou um monte de posts com um monte de novidades do Velho Continente!
Posted: September 11th, 2002 | Author: Dani Lima | Filed under: Falta do que fazer, Férias, Humores Antigos | No Comments »
Se eu estou sem assunto, a Deise anda cheia de estória pra contar. Escreveu até bastante sobre suas aventuras pela Europa no seu novo blog… Mas como a minha irmã é a blogueira negra da família, hoje e ontem já não escreveu nada. Isso só porque a hora de internet custa 3.60 Euros ;).
Olha quem está falando!