Buenos Aires - Balanço e Dicas finais
Posted: October 29th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | 1 Comment »+ É um ótimo destino na América do Sul. Mas se é para falar de viagens baratas, viajar pela Bolívia e Peru é mais barato (e pode ser tão interessante quanto). Mas ainda é bem mais barato (claro) que America do Norte ou Europa onde todo o dinheiro que você economiza vale metade ou 1/3 do que vale aqui no Brasil.
+ Na conjuntura atual, acho que está valendo mais a pena levar doláres. Nós levamos só Reais e demos o azar de só ver a relação entre dólar e peso caindo.
+ No entanto, se você levar Reais, troque no Banco do Brasil. Tem um pertinho da Calle Florida. Dá pra fazer um programa, ir conhecer o centro e a calle Florida durante a semana e trocar o dinheiro no Banco do Brasil. É a melhor cotação em Buenos Aires. Troque só um pouco no Banco Nacional da Argentina no Aeroporto (procure o Banco, casa de câmbio no aeroporto é furada) e troque o resto no BB.
+ Se você for correntista Itaú e seu cartão for simples (sem ser o multifunção - cartão e banco e cartão de crédito), você poderá sacar dinheiro no Itaú da Argentina. Os caixas automáticos não são tão disponíveis como no Brasil, mas você acha Itaú nos pontos principais da cidade.
+ Eu gostei muito do Hostal Suites Florida na Calle Florida. Bem localizado, os quartos são novos e confortáveis, todos com banheiro com água quente. Mas lembre-se, é um Hostel. Isso significa que muitos dos “luxos” de um Hotel não existem: não tem TV no quarto (mas tem uma TV enorme no lobby, sempre ligada e internet inclusa na diária), o café da manhã é bem mais modesto, mas em compensação você paga mais barato (ARS $ 200 por noite, para não associados) e fica muito bem localizado. No centro da cidade, perto de Puerto Madero, perto de San Telmo, perto do metrô. Gostaria que tivéssemos ficado lá a viagem toda.
+ Deixe para conhecer o Caminito num dia em que você estiver mais preguiçoso. O caminito é pequeno, e a área não é muito recomendada para “caminhadas”. Você tem que ir e voltar de taxi, o que aumenta o custo do passeio. Então tire um dia para ficar relax, vá até lá, conheça o lugar e sente num dos bares/restaurantes para aproveitar um chop e os “mini-shows” de Tango que rolam por lá.
+ Programas imperdíveis: San Telmo no Domingo, por volta das 5 horas. Zoológico. MALBA.
+ Se você estiver procurando uma recomendação de Show de Tango legal e com o preço razoável, eu recomendo o Complejo Tango. por ARS $ 150, tivemos uma aulinha de tango, um bom jantar e um show legal. Não é uma grande produção, mas tem o que interessa: gente dançando Tango bem, bons músicos e cultura argentina. Provavelmente não é o melhor show na cidade, mas eu gostei muito.
+ Quando (ou se) for ao cemitério da Recoleta, compre o mapinha na entrada. Você não vai querer se perder no labirindo de mausoléus neh?
+ As feiras valem a pena (se você estiver na disposição de gastar). Tem muita coisa “mais do mesmo” mas também tem trabalhos legais e diferentes de artistas. Fiz boas compras na feira da Recoleta (artesanato, muitas opções de souvenir), feira de San Telmo (antiguidades, artesanato, moda e arte) e na feira de San Isidro (artesanato e arte).
+ Restaurente El San Juanino na Recoleta é imperdível. Boa comida, bom ambiente. Realmente a melhor empanada da cidade (pelo menos das que eu comi)
+ Se você curte arte, Museu de Artes Decorativas é um bom programa também. Faça a visita com guia - vai ser muito mais rico do que uma visita simples.
+ Ande por Buenos Aires. É uma cidade bonita, com clima agradável e razoavelmente segura. É legal caminhar pela cidade e ir vendo os diversos monumentos e prédios de época.
+ A livraria El Ateneo na Av. Santa Fé perto da Av. Callao, é um ótimo ponto para tomar um café e relaxar. Se você gostar de andar, faça uma rota que passe por lá e aproveite o ambiente muiiiito legal da livraria.
+ Reserve uma verba para comer no Cabana de Las Lilas em Porto Madero. Vai te sair caro (eu e Celo pagamos AR $ 180), mas você vai comer bem.
+ Buenos Aires fica do lado do Uruguay. Você consegue fácil ir até Colônia, uma cidade de influência portuguesa e espanhola com arquitetura de época. Nós não conseguimos ir, mas quem foi disse que é legal. Vai ficar pra próxima. Só me deram a dica de não fazer o tour completo, por que depois de conhecer a cidade, não sobra muita coisa pra fazer.
+ Mesmo que você não saiba espanhol, prefira os guias nesse idioma. Tooodos os guias que pegamos em inglês falavam muiiito mal. Era mais fácil entender o espanhol.
+ El Zanjon del Granados na Calle Defensa, é um programa que quase ninguém conhece, mas que é legal. Aproveite o domingo em San Telmo para passar por lá. No domingo tem tour de tarde até as 18hs. Durante a semana o horário é horrível, entre 11 e 14hs só.
+ É mais barato comprar alfajores da Havana no FreeShop (tá, essa todo mundo devia saber menos eu :-p)
+ Se você, assim como eu, não gosta daquela massa molhada de bebida do alfajor, prove o alfajor da Milka (com mousse). É mais “biscoito que bolinho” e eu achei mais gostoso que alfajor da Havana.
Update
+ Se você quiser comprar rama em Buenos Aires, não compre a “Del Turista” que tem em tudo que é loja 25Open. Achei muito ruim. A minha dica é pra deixar pra comprar no FreeShop a rama “Fenoglio”, fabricada em Bariloche (bom, se você for a Bariloche talvez valha a pena comprar por lá. No Freeshop são $5 por uma caixa de 220g)
Buenos Aires - Dia diez: Adiós Buenos Aires
Posted: October 28th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Levantamos as 9 horas para tomar café, tomar banho e fazer o checkout. O checkout do Hostel era cedo, até as 11 horas só. Por isso decidimos fazer o checkout logo depois do café, guardar as malas no Hostel e ir passear pela última vez em Puerto Madeiro.
Desta vez fomos até a reserva, passando a tal ponte da mulher (ou coisa assim). É uma área agradável, com um grande parque gramado, com árvores recém-plantadas e ao fundo a reserva ecológica. Ficamos por lá, aproveitando o sol e observando os “dog-walkers”, cada um com sua cachorrada. Deviam ter uns 40 cachorros soltos num determinado lugar da praça. Incrível como eles não perdem um cachorro.
Depois voltamos caminhando e fomos à praça de alimentação da Galeria Pacífico para nossa última refeição em Buenos Aires. Comemos uma Parrilada, coisa típica daqui e que não tinhamos comido ainda. É tipo um churrasco, com vários tipos de carne grelhadas. Gostoso, mas eu nem cheguei perto do fígado, miúdos ou chorizo. Muito nojentos. Mas o resto da carne estava bom. Depois do almoço, tomei minha última casquinha de sorvete Fredo - chocolate com chocolate
e fomos para o Hostel esperar a hora do nosso transporte para o aeroporto.
O balanço final da viagem foi ótimo. 10 dias que pareceram bem mais, boas compras, boa comida, diversão, cultura - algum cansaço e um rombo bancário também :). Eu elegi Buenos Aires para estas férias por acaso - por que era conveniente. Nunca teria pensado em visitar esta cidade, mas agora digo que Buenos Aires é um ótimo destino.
Chegando no aeroporto fizemos mais um estrago no cartão de crédito comprando whiky e chocolates no Free shop e depois era só esperar para embarcar no avião que nos traria de volta à realidade… Bom, pelo menos eu ainda tenho mais uns dias de férias, o Celo já voltou a trabalhar hoje mesmo (terça seguinte à nossa chegada). E é por isso mesmo que termino meu relato da viagem de Buenos Aires por aqui. Vou subir a fotos e depois, internet só semana que vem! :-p
Buenos Aires - Dia Nueve: Hasta Luego
Posted: October 28th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Domingo. Nosso último domingo aqui em Buenos Aires, nosso ultimo domingo fora de casa… Estavamos cheios de preguiça pela manhã, levantamos as 8 horas, fomos tomar café no saguão do Hotel e voltamos para o quarto para organizar as coisas. Bom, eu fui organizar as malas. O Celo resolveu tomar um banho de banheira. Mas sendo o Hostel Suites Florida um hotel novo, ainda haviam resíduo de areia das obras nos canos. Ou seja, a água que saía da banheira, descia pelos canos, encontrava areia e portanto encontrava saída pelo lugar mais fácil: o ralo do banheiro. Resumindo: o Celo inundou o banheiro :-p. Pero, no hay problema! Chamamos a chica da limpeza, que deu um jeitinho mais ou menos em tudo… (mais ou menos por que depois eu tomei banho e também inundei o banheiro :p).
Aventuras aquáticas a parte, no início da tarde saímos para ir novamente à Feira de San Telmo. Queríamos voltar lá por dois motivos: primeiro, trocar nossa garrafa de pressão para água com gás que não estava funcionando e reencontrar nossos amigos canadenses que alugaram um apartamento lá por perto.
Fomos andando do nosso hotel até San Telmo, é bem pertinho. No meio do caminho encontramos nossos amigos canadeneses e fomos dar uma volta na feira. Lá o cara que nos vendeu a garrafa, trocou uma borrachinha e pronto! Ela funcionou. Marcelo ficou feliz da vida :). Depois disso resolvemos visitar o “El Zanjon del Granados” na Calle Defensa. “El Zanjon” é um casarão de uns 175 anos de idade. Nos anos 80, uns investidores compraram o casarão (destruído então) com a idéia de reformar e transformá-lo num restaurante. Durante a reforma, descobriram que sob o casarão havia um túnel. Intrigados com aquilo, resolveram chamar uns arqueólogos para verem do que se tratava. Descobriram então que aqueles túneis eram parte da antiga rede de túneis que ligava a antiga Buenos Aires ao Rio de la Plata - rede datada de 1500 e tal! Os donos então, mudaram de idéia e decidiram restaurar o casarão e transformá-lo numa espécie de museu onde em cima você pode ver parte da casa construita em 1800 e alguma coisa, e por baixo, a tal rede de túneis e pedaços e partes antigas desenterradas ali. Bem legal, a 15 pesos o tour de 30min.
Depois disto, fomos almoçar. Sentamos numa birosca numa das ruas perpendiculares à Calle Defensa. Comemos um “Chivito” - “argentinês” para “x-tudo” - no meu tinha carne de cervo, ovo, queijo e pão. Não estava lá grandes coisas não, mas passou. Ao nosso lado estava uma mesa de americanos que teve o azar de ter sua bolsa roubada. Bem ali no restaurante mesmo. Num minuto a bolsa estava lá, ele se distraíram, e a bolsa não estava mais… Coisa de América do Sul.
Andamos mais um pouco pela Calle Defensa, nos despedimos de nossos amigos canadenses e voltamos ao nosso Hostel. De noite iríamos jantar com a Tia Ida. Eu descansei um pouco e o Celo ficou lá embaixo batendo papo até a hora de sairmos. No caminho de ida, passamos pela Floris Genérica, agora quase fechada por que já estava anoitecendo. Muito legal.
Tia Ida nos levou para jantar num ótimo restaurante chamado Azzurra. Tanto eu, como o Marcelo pedimos o Lomo (filet mignon dos argentinos) para nos despedirmos da carne argentina (que realmente é maravilhosa). O meu estava simplemente perfeito - fazia muito tempo que eu não comia um filet mignon tãããão bom. O Celo adorou o dele também. E ainda teve que terminar o meu - os argentinos fazem bifes grossos e gigantescos e eu não aguentei comer tudo.
Depois de um ótimo jantar, voltamos caminhando com a Tia Ida até o apartamento, onde chamamos um táxi para voltar ao hostel. Nós despedimos da Tia Ida entramos no táxi e voltamos, olhando para a cidade, sentindo saudades de casa mas com pena de ir embora.
Buenos Aires- Dia ocho: El Tigre y la ressaca
Posted: October 26th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | 1 Comment »Xigando muito e pensando de quem foi a idéia de beber até tarde e acordar cedo no dia seguinte (não tenho mais idade pra isso!) levantamos as 8 horas para ir ao Tour del Tigre. Tigre é uma área na província de Buenos Aires com casa e clubes a beira do Rio Sarmiento (afluente do Rio de la plata) e de outros 3 rios também (se eu entendi bem). Nos contratamos o tour pelo Hostel, e as 9 horas (não sem algum esforço) estavamos no ponto de encontro aguardando o início do tour. Entramos numa van, depois saímos da van, entramos em outra van, andamos um tanto, trocamos para um ônibus, paramos em mais uns 3 hotéis e finalmente começamos o tour. Fomos de ônibus até a Tigre e a guia, em espanhol e num inglês muito pobre, apresentava os pontos históricos pelo qual passávamos. Passamos a beira do Rio de La Plata e vimos a “beiradinha” do Uruguay lá do outro lado. Quando chegamos à Tigre pegamos um Catamarã para fazer um passeio de 40 minutos pelo Rio. É uma área bem bonita mesmo, e ser sócio de uns dos clubes que ficam a beira do rio deve ser bem legal mesmo.
Depois do Delta do Tigre (como é chamado) pegamos um trem até San Isidro, uma cidadezinha de apenas 300 anos, onde visitamos uma catedral gótica e a feira de artesanatos local. Comprei o presente de aniversário da Deise (que acho que ela vai adorar… a pegadinha é que ela vai ter que ir buscar em Vila Velha por que o negócio é muito grande e delicado para enviar pelo correio) e compramos também uma escultura do Coringa feita em giz - muito legal. Fiquei com pena que não tinhamos grana o suficiente para comprar o conjunto de esculturas dos Beatles, que era muito legal.
Voltamos ao ônibus e a Buenos Aires. O passeio foi legal, mas acho que poderia ter sido melhor se tivessemos feito por conta própria. É possível pegar um trem na estação de Retiro em Buenos Aires e ir até a estação do Delta no Tigre - lá não sei se conseguiriamos um barco, mas acredito que sim. Também teriamos conseguido ir no Parque de Diversões que tem em Tigre - coisa que o Tour não permitia. Mas de qualquer forma, valeu a pena. Pena que o dia estava meio nublado.
Na volta iriamos saltar na Galeria Pacífico que fica perto do nosso hotel, mas passando pela Av. 9 de Julio vimos uma confusão… Era a exibição do David Coulter! Eles fecharam a avenida e fizeram um pequeno circuto para uma demostração do carro de fórmula 1 dirigido pelo David Coulter. Claaaaaro que o Celo quis descer para ver. Para mim foi só um monte de gente, muito barulho, uma beiradinha do carro e o parente argentino do Galvão Bueno falando sem parar. Mas o Celo curtiu muito, com algum esforço conseguiu ver o carro passar correndo (bom, com 2 metros de altura é bem mais fácil para ele) e o circuito. Tirou até 2 fotos (nenhuma boa, mas já dá para provar que vimos :-p).
Depois da confusão na Av. 9 de Julio, viemos caminhando para nosso hotel, paramos na Galeria Pacífico para comer um belo bife de costilla. Depois, voltamos para o hotel, onde nos enfiamos debaixo do edredon até agora quando descemos para a recepção do hostel para acessar a internet.
Amanhã é nosso penúltimo dia aqui. Confesso que já estou com saudades de casa, do meu cachorro, dos meus gatos e de arroz com feijão! A carne argentina é muito boa mas o povo aqui só como isso: carne com papas, carne com papas… Eu quero arroz com feijão com a minha carne ![]()
Buenos Aires: Dia Siete - Tango day!
Posted: October 26th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Chegou sexta-feira e a hora de trocarmos de hotel. O caso é que o Hotel Ibis, onde ficamos até agora, não tinha vaga para o final de semana quando eu fiz a reserva. E depois de pesquisar, acabamos resolvendo ficar com o Ibis mesmo e encontrar outro hotel quando chegassemos aqui para os dias restantes. Aproveitamos a manhã para ficar um pouco de preguiça e descansar, depois tomamos café, fizemos o checkout e viemos para o nosso novo hostel: Hostel Suites Florida, na Calle Florida. É um hostel novo, bem confortável e bem localizado. E que ainda oferecia a promoção de 3 noites pelo preço de duas!
Deixamos nossas malas no novo hotel, reservamos passeios para o final de semana (tango sexta a noite, tigre no sábado e o transfer para o aeroporto na segunda), acessamos a internet e saímos para dar uma volta e comer. O checkin do Hostel é só as 2hs e então decidimos ficar por aqui mesmo, para subir com as malas a tarde.
Depois de nos acomodarmos no Hotel, decidimos ir ao Caminito - no famoso bairro tradicional de La Boca (o das casinhas coloridas). Pegamos um táxi com um motorista muito simpático que foi conversando conosco até lá. Inclusive nos explicou por que as casas do caminito são coloridas. É que na época em que o porto da cidade funcionava lá, as pessoas aproveitavam as tintas dos barcos para pintar as casas, se sobrou verde, pintava-se a casa de verde. Sobrou azul? vai esse mesmo. E assim as casas foram ficando um festival de cores. E daí isso passou a ser tradicional e o caminito foi mantido assim, colorido, até hoje.
Uns 15 minutos depois, chegamos no Caminito. É uma área pequena na verdade, com alguns mercadinhos e uma feira de artesanato. Andamos um pouco por lá… Mas nos disseram tantas vezes que ali era perigoso, que ficamos com medo de andar até a “La Bombonera”, o estádio do time do Boca. Bem que o Pedro disse que era um passeio que era rápido… O Celo detestou aquela parte onde ficam os bares e as pessoas ficam te abordando para que você se sente em algum deles… Na verdade, o Celo detestou o caminito. Ficamos lá uns 15 minutos e viemos embora. No entanto, eu acho que poderia ter sido mais legal se tivessemos nos programado para almoçar lá. Daí termiamos dado uma volta, sentado para comer e aproveitando alguns dos “mini-shows de tango” que alguns dos bares oferecem.
Bom, pegamos um táxi de volta e achamos que não iriamos conseguir voltar para o Hotel. Isso por que o taxista achou de ir pela favela que existe no La Boca… Mas depois o cara explicou alguma coisa sobre aquele caminho ser melhor (ele falou em espanhol de argentino e a gente ainda estava assustado…) e depois de um tempinho pela favela, estavamos de volta ao “asfalto”.
Saltamos do taxi à duas esquinas do Hostel por que algumas ruas aqui no centro estavam interditadas. Aproveitamos para passar por dentro de uma galeria e procurar o garfo de churrasco que o Celo tanto queria. É um garfo de dois dentes, para servir churrasco, com um mecanismo para empurra a carne para fora do garfo. Pode soar tecnológico, mas é bastante simples e interessante. Só que toda vez que vimos o tal garfo, ele era vendido em conjunto com uma faca que segundo o Marcelo não serve para nada e o preço era sempre perto de 150, 180 pesos. Para mim, ainda havia o agravante do cabo do tal garfo ser uma coisa horrível… esculpida em metal, com um casal dançando tango… muiiito feio. O único conjunto bonito que vimos custava 250 pesos. Bom, já estavamos à caça do tal garfo à algum tempo, e nesta galeria conseguimos comprar só o garfo ao preço razoável de 55 pesos. Mais uma peça para o conjunto de ferramentas de churrasco do Celo :).
Passamos no hotel só para deixar nossas bolsas e fomos a Porto Madero tomar um sorvete no Fredo. A Deise tinha razão, o sorvete é de-li-ci-o-so. E apesar de um pouco caro (12 pesos a casquinha com 2 sabores) vale muito a pena por que vem muiiito sorvete. Eu tomei um de maracujá e chocolate com amêndoas e o Celo tomou de doce de leite. Muito bom!
Depois do sorvete, voltamos ao hotel para tomar banho e nos preparar para nosso programa noturno: Complejo Tango com aula, jantar e show de tango. O Complejo Tango fica na Av. Belgrano em Palermo. Chegamos um pouquinho atrasados na aula, mas não perdemos muita coisa. Lá estavam um monte de gringos e hermanos, andando em circulos, tentando acompanhar o ritmo do tango :). Depois aprendemos “o abraço do tango” e o passo básico. Ganhamos até certificado, mas a aula foi muito rapidinha e deixou um gostinho de quero mais. Depois fomos ao salão jantar. Nos sentaram com um paulista solitário e um casal de canadenses que estavam em lua de mel. Todos muito simpáticos. Os canadenses estava viajando pela América do Sul e também fizeram a trilha inca. E logo engrenamos num papo com eles sobre trilha inca, gatos, cachorros, Buenos Aires… Tudo em inglês… Confesso que fiquei um pouco confusa com a mistura de línguas: português, espanhol e inglês, mas me virei bem :-p.
O jantar estava uma delícia. Eu comi uma massa recheada com abóbora e mussarela, com molho branco com cogumelos e o celo comeu uma carne (claro!). Tudo regado ao vinho da casa - também gostoso (mas os argentinos tem o hábito de servir vinho na temperatura ambiente, o que aqui, significa quente. Eu prefero o vinho um pouquinho resfriado). A hora da sobremesa também era a hora de começar o show. Confesso que estava com um pouco de medo, depois do relato do Pedro sobre o show louco de Tango que assistiu onde um cavalo entrava no palco no final, empinava e depois saía… Mas o show foi uma agradável surpresa. Provavelmente nem tão bom quanto o show recomendado pela expert em Tango Beatriz Fortes :), mas nem tão ruim quando o presenciado pelo Pedro e pela Ana. O teatro do Complejo Tango é pequeno, o que dá um ar mais “pessoal” ao show. E sem inventar muito, os dançarinos e músicos, contam através da música e da dança a história do tango - que no início era uma dança marginal e dançada somente por homens! Depois, algumas mulheres começaram a dançar - geralmente prostitutas e aos poucos a sociedade foi aceitando o tango até o primeiro baile onde a alta sociedade dançou tango. O show foi divertido e se um dia você vier a Buenos Aires e estiver na dúvida de que show assistir eu recomendo esse. O pacote aula, jantar e show, saiu por 150 pesos (com desconto de alberguista) o que é bem mais razoável do que os shows mais tradicionais que são bem mais caros.
Depois do show, fomos com os canadenses - Shodi e Chris - tomar um chopp em Palermo. O lugar já estava lotado e não conseguimos uma mesa no lado de fora - pegamos uma dentro de um dos restaurantes mesmo. Pedimos diversas jarras de chopp enquanto conversamos sobre diversas coisas - de Bush a Kevin Smith :). Depois ainda passamos num bar-club chamado Sugar, que estava lotado e abafado. Mas ficamos só um pouco. Afinal, já eram 3 da manhã e tinhamos que acordar cedo no sábado para ir a Tigre. Voltamos ao hotel borrachos e cansados, sem saber como é que iriamos acordar as 8 da manhã depois dessa farra toda… ![]()
Buenos Aires - Dia seis: Borrachos! Y cansados!
Posted: October 24th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Depois de tanto andar na quarta-feira, hoje queríamos um programa mais tranquilo… Ou quase.
Aproveitamos o dia mais tranquilo, começando com um bom café da manhã no tradicional Café Tortoni à Av. de Mayo, três mil e alguma coisa (uma ou duas quadras depois da 9 de julio). O café é bem antigo e a comida é gostosa. E um exagero. Não parece quando você lê no cardápio, mas depois o garçom traz um pedaço de torta, um monte de tostados, umas media-lunas, pãezinhos… Caramba, como vamos comer tudo isso? Dava pra ter pedido só um! A torta mousse deles é uma delícia. E também gostei muito de tomar chá com leite pela primeira vez na minha vida.
Depois do café reforçados, pegamos um táxi para o Cemitério Recoleta. No caminho vimos o tal “Gomero”, uma árvore simplemente gigante em frente ao Café Biela, perto do cemitério. Fiz uma “foto panorâmica”, vamos ver como fica.
O cemitério é um daqueles passeios que você faz por que está na cidade e não tem muito o mais o que fazer… Afinal de contas, alguns mausoléus são realmente impressionantes e vários são históricos. É um passeio rapidinho (uma hora no máximo) e que vai te custar só os 6 pesos do mapa (você não vai querer se perder no labirindo de mausoléus neh?). Depois do cemitério, aproveitamos que o Hard Rock Café era do lado e fomos tomar uma cerveja para relaxar. Uma cerveja acabou virando 8 canecas de chop para o Marcelo e um chop e um cosmopolitan para mim. Mas foi bom descansar um pouco, finalmente parar de andar tanto e simplesmente sentar e conversar. Com o tanto de café da manhã que tomamos, a fome para almoçar era nula. Então ficamos só bebendo e beliscamos umas onion rings. Depois de algumas horas decidimos continuar nosso passeio indo ao Shopping Palo Alto. Não gostei muito. Achei meio “claustrofóbico” e “bagunçado”. Mas demos uma volta, comprei uns enfeites de natal… E depois nos sentamos do lado de fora do Shopping para decidir o que fazer em seguida. Pois bem. Não queríamos andar muito hoje… Já estavamos cansados… Bom, terminamos andando de Palermo até nosso hotel! Subindo a Av. Santa Fé e depois a Av. Callao durante uma hora ou duas horas. Mas a caminhada teve suas recompensas…
Vários amigos no Brasil nos recomendaram uma tal Livraria El Ateneo, que era enorme, muito legal, etc, etc. Mas ninguém sabia exatamente onde o diabo da livraria ficava. Pois bem, ela fica na Av. Santa Fé, perto da Av. Callao! E assim, por sorte, conseguimos visitar a livraria que realmente merece ser mencionada. Quando estiver em Buenos Aires, passe lá nem que seja para tomar algo no café que fica no “palco” do antigo teatro. Sim, eu não mencionei isso? A Livraria El ATeneo era um grande teatro que foi transformado em livraria. Sendo que as características arquitetônicas do teatro foram mantidas. O resultado é muito legal.
Depois de um café, um submarino e algunas media-lunas saladas, andamos mais um pouco até o hotel. Onde estamos até agora nos recuperando de tanta andança! Mas nem tudo é descanso, pois tenho que arrumar nossas malas pois amanhã deixamos o Hotel Ibis e vamos para o Hostel Florida, na Calle Florida. Hasta luego!
Buenos Aires - Dia cinco: Andale, andale!
Posted: October 24th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Depois de um dia chuvoso na terça-feira, acordamos para um lindo dia azul hoje. O que foi ótimo já que tinhamos programado o Zoológico e Bosques de Palermo para a parte da manhã. Tomamos café no hotel mesmo, pegamos um táxi e fomos para o Zoológico.
Entrando no zoológico já vimos algo completamente novo para nós: um urso polar!
O zoológico de Buenos Aires, é grande, bonito e tem diversos bichos “diferentes”. Vimos cangurus, pinguins, “el panda rojo” (originário da china, sei lá como se chama em português), dromedários, wallabees (parente do canguru, também não sei o nome em português). Também visitamos as estrelas de “Madagascar” - os lêmures, mas eles não cantaram “I like to move it!” :p. E também um coadjuvante de “Rei Leão” - um suricato. E falando em Rei Leão, o zoológico tem diversos grande felinos. Um casal de leões, um tigre branco e outro normal, uma onça, duas panteras… Não precisa nem dizer que eu adorei. Grandes felinos são os meus favoritos.
E depois de andar, andar e andar pelo zoologico praticamente toda a manhã, nos sentamos rapidamente para comer um lanche no fast food do zoologico para andar mais, até o Jardim Japonês.
A esta altura já estavamos um pouco cansados de andar, creio que já tinhamos andado uns 4 ou 5 kilômetros dentro do zoológico. Mas parar não era uma opção! Descansamos no Brasil! E então fomos nós andando, mais uns 2 kilômetros até o Jardim Japonês.
O Jardim Japonês é muito bonito, fazia jus ao início de tarde ensolarado. Aproveitamos para descansar um pouco, sentando nos bancos espalhados pelo lugar e admirando a vista.
Depois do Jardim Japonês, andamos até o planetário. A construção é interessante e fica num lugar amplo e aberto. Pena que não pudemos entrar por que naquele dia havia um evendo de design de interiores. No final conheçemos só o exterior do prédio. Também não demos sorte com o Rosedal, andamos até lá só para descobrir que ele está fechado para reformas. Mas não faz mal, esta parte de Palermo é muito bonita e aproveitamos nossa caminhada.
Eu tinha programado ir ao Museu da Evita, mas à 3 horas da tarde, já tinhamos andando tanto que desisti. Então fomos direto ao MALBA, andando também é claro. Chegando lá demos uma pausa no café do museu para descansar um pouco. Tomei um submarino. Aqui a barrinha de chocolate do submarino é no formato de um… submarino! Que criativo! :-p Bom, depois de descansar um pouco as pernas fomos conhecer o Museu.
O MALBA tem uma das melhores (senão a melhor) coleção de arte latino-americana do mundo. Tem quadros de Tarsila do Amaral (o Ibirapuru está lá), Candido Portinari, Frida Kalo (o famoso auto-retrato), Di Cavalcanti, Helio Oiticica… Realmente é uma visita imperdível se você estiver em Buenos Aires. Se você conseguir pegar uma visita guiada, melhor ainda. Nós pegamos só o finalzinho, mas já foi bem legal.
Mas por mais interessante que seja o acervo do museu, o que eu mais gostei foi a exposição temporária: “Algún Lugar / Ningúm Lugar - de Félix González-Torres”. Isso por que conseguimos pegar a visita guiada desta exposição desde o começo. E Felix Gonzáles (assim aprendi) é um dos artistas modernos mais influentes da sua geração. Mas na minha opinião, o que o torna mais interessante, é que ele realmente conseguiu trabalhar com o conceito da arte moderna de fazer as pessoas se questionarem sem chocar ou ofender. Suas obras, apesar de serem todas dos anos 80 e 90 (ele morreu jovem, de AIDS em 1996), continuam impactantes até hoje. Quase todas que estavam na exposição permitiam interação do expectador (tipo pegar um caramelo de uma pilha, ou um pirulito, ou uma impressão) ou/e usavam um espaço diferente do Museu (coisa que eu adorei) e este tipo de coisa simplesmente faz com que o comportamento do observador reflita os valores da sociedade atual. Como as diversas pessoas que passavam e levavam diversos caremelos, só por levar. Nem davam muita atenção á obra. Mas a sua obra mais tocante é provavelmente sua obra mais simples também. São dois relógios redondos de cozinha, desses que você compraria em qualquer lugar, um colocado ao lado do outro, tangentes e sincronizados. O nome da obra explica: “perfect lovers”. Mas como todas as obras do artista, esta também é modificada por agentes externos - neste caso as pilhas dos relógios que, conforme vão terminando, vão deixando os relógios mais lentos e portanto não-sincronizados. Quando a pilha de um dos relógios acaba, é só trocar. Mas esta não é a metáfora mais simples e poética que você já viu para um relacionamento?
Bom, depois deste banho de cultura, demos uma passadinha num Shopping que tinha perto do Museu, demos uma volta, catamos um Itaú para sacar algum dinheiro e fomos jantar na casa da Tia Ida.
E depois de andar tanto, o dia inteiro, estavamos absolutamente cansados! E um jantar caseiro, de carne e vinho argentino foi um final perfeito para o dia. Chegamos ao hotel quase meia-noite, praticamente dormindo já, caímos na cama e desmaiamos! Bom, pelo menos eu desmaiei.. ![]()
Buenos Aires - Dia Cuatro: Deja llover!
Posted: October 24th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Hoje acordamos para uma cidade cinza e chuvosa. As 9 da manhã, já parecia que eram 6 da tarde num dia de inverno. Mas turistas como nós não se deixam abater por nada! Colocamos nossas roupas, casacos impermeáveis, pegamos e guarda-chuva e lá fomos nós! Tivemos a sorte de pegar um taxista muito simpático e tagarela que foi nos dando várias dicas e falando montes sobre a cidade, sobre sua vida… :). Aparentemente ele gostou muito de Porto Seguro quando visitou, nasceu em Mar del Plata e sente falta do Mar. Estas foram uma das coisas que consegui entender do espanhol dele :).
No entanto tivemos que fazer uma adaptação na nossa programação, já que a idéia era ir ao cemitério e parques da Recoleta pela manhã. Pegamos um táxi e fomos ao Shopping Abasto, um Shopping bem bonito perto de aqui. Passeamos, compramos uma cortina de banheiro (é, souvenir estranho né?) e depois tentamos ir até o Museu de Carlos Gardel. Mas depois de rodar um pouco até achar o Museu, descobrimos que ele não abre às terças-feiras… Fazer o quê? Mas a volta não foi em vão por que no meio do caminho o Marcelo se apaixonou por um garfo de churrasco. Não compramos por que estava muito caro, mas agora já sabemos que tipo de garfo de churrasco procurar.
Voltamos ao Shopping para almoçar e comemos uma boa carne com papas e huevo no “Hay un aguero - Parrilla”. Na verdade se parecia muito com um bife à cavalo à moda argentina :). Depois de comer, pegamos outro táxi e fomos à Recoleta para visitar os Museus. Os Museus aqui só abrem depois de meio-dia (vai entender…) então não dava para ter adiantado o programa.
Chegamos primeiro ao Museu de Belas Artes que tem uma bela coleção de arte com peças de Rembrant, Manet, Monet, Goya e até um Van Gogh - “early ears”. Passamos umas boas 2 horas e meia por lá vendo diversas obras de diversas épocas.
Depois do Museu de Belas Artes fomos andando pela Av. del Libertador e Av. Figueroa Alcorta para ir até o Museu de Arte Decorativa. No caminho passamos pela Floris Genérica, uma rosa gigante mecânica de aço que abre ou fecha suas pétalas de acordo com a hora do dia. Fica no meio de um parque, ao lado das avenidas e é bem interessante. Numa tarde chuvosa, com o céu nublado só eu, celo e uns outros turistas estávamos por lá tirando fotos. Passamos também pelo bonito prédio da Biblioteca Nacional da Argentina. Mas algumas fotos e fomos nós de novo.
Continuamos até o Museu de Arte Decorativa onde o Marcelo teve uma súbita vontade de jogar fliperama… Isso por conta de uma coleção de fliperamoas que estava à mostra no porão do Museu junto com outras coleções de objetos decorativos. Uma exposição temporária. A parte de cima do Museu era bem diferente.
O Museu de Arte Decorativa era uma casa que pertenceu à Família Alvear, a mesma que dá nome à Avenida e ao imponente Hotel na Recoleta. A família aparentemente tinha uma grande paixão pela arte e construiu uma casa de estética impecável, com estilos renacentista, rococó e barroco francês pincelada por diversas obras de arte (inclusive esculturas de Rodin). Tivemos a sorte de chegar no meio de um tour e visitar enquanto a guia explicava tudo foi bem enriquecedor. Se um dia for visitar este Museu, recomendo a visita guiada.
Quando saímos do Museu, o céu já estava se abrindo e o sol se mostrava um pouquinho. Aproveitamos para tentar visitar o Cemitério da Recoleta. Mas depois de andar, andar, dar a volta no muro do cemitério descobrimos que ele já havia fechado. Demos uma volta no Village Recoleta, shopping de entretenimento que segundo o site que pesquisei é o “ponto de encontro da juventude de Buenos Aires”. Bom, certamente vimos um encontro de nerds/geeks/whatever com seus notebooks com conexão wireless na praça de alimentação :).
Depois de tanto andar, voltamos ao Hotel cansados nos jogamos na cama e ficamos vendo TV. Mas agora está batendo uma fominha e devemos descer.
ps.: Duas vezes, durante este meu dia agitadíssimo liguei para a minha irmã que aniversaria hoje mas no dia do aniversário dela, acho que ela resolveu não atender ao celular :-p
Buenos Aires - Dia 3: No hay problema!
Posted: October 24th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Muito bem, segunda-feira. Não tinha nada programado para hoje já que a maioria dos museus não abrem, já tinhamos ido à Puerto Madero e ao Centro. No entando, tinhamos algumas coisas a resolver: trocar mais reais, reservar um hostel para sexta que vem e decidir o que iríamos fazer com o resto do dia.
Não tendo nada programado, ficamos de preguiça a maior parte da manhã. Quando finalmente levantamos para nos arrumar, decidimos ver algumas coisas na internet. Grande erro, internet quer dizer conexão com o mundo real o que quer dizer problemas, stress… Buenos, internet desligada, deixemos isso para lá. Pois na verdade a confusão desde dia está apenas por começar.
O Banco do Brasil era perto do Hostel que queríamos reservar - na Calle Florida. Então fomos andando até lá. Chegando ao Hostel, descobrimos que ele não aceita cartão de crédito, o que significaria pagar a reserva com dinheiro. E não tinhamos dinheiro o sufiente naquele momento. No hay problema! Estamos mesmo indo ao Banco do Brasil para comprar mais pesos.
Chegamos ao Banco do Brasil, que realmente tem a melhor cotação (1,40 pesos por Real contra 1,30 do Banco de La Nacion e 1,35 do Itaú), pegamos nossa senha e esperamos 10 minutos. Quando finalmente chegou a nossa vez, problemas. É claro que é necessário passaporte para trocar dinheiro! E é claro que esquecemos isso! No hay problema! O hotel é perto e taxi é barato. Vamos de taxi até lá, voltamos de taxi, trocamos o dinheiro e vamos reservar o hostel.
Pegamos um taxi, com um motorista muiiiito mal-humorado e barbeiro, que segundo o Celo deu uma volta maior que o necessário. Pegamos o passaporte no hotel, pegamos outro taxi de volta, pegamos outra senha e 5 minutos depois, finalmente conseguimos trocar nosso dinheiro. Voltamos ao Hostal Florida, onde finalmente conseguimos nossa reserva! Pelo menos tudo estava resolvido agora.
Tomamos um cafézinho (chocolate para mim) num Café Havana e finalmente fomos fazer algo turístico. Ou pelo menos tentar. Achei na internet uma dica sobre um tour arqueológico/cultural numa Mansão antiga em San Telmo: El Zanjón de Granados. Era um programa que ninguém tinha me falado ainda e achei interessante. Mas o El Zanjón mal tem página na internet e por isso, sem saber dos horários de visita, demos com a cara na porta! Durante a semana os tours só vão até as 2 horas… Mas bom, pelo menos estavamos em San Telmo e aproveitamos para olhar as lojinhas legais, que hoje não estavam tão lotadas como no domingo. Conseguimos até comprar um regalito para nuestra casa :). Depois de um helado de frambuesa en Fredo, resolvemos voltar ao Hotel, onde estamos de preguiça até agora! ![]()
Buenos Airea - Dia Dos: Las Ferias
Posted: October 20th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | 1 Comment »Domingo, nosso segundo dia em Buenos Aires. Acordamos de manhã, descemos para tomar café no hotel e… voltamos ao quarto por que o Marcelo descobriu que estava passando a reprise da corrida de F1. Bom, fazer o quê? O Homem gosta de ver a corrida.
2 horas depois, finalmente saímos para ir passear nas feira de Buenos Aires. Decidimos ir primeiro à feira da Recoleta. Descemos a pé toda a Av. Callao, que é perto do hotel até chegar à Av. Alvear e seguimos para a Recoleta. No caminho descobrimos uma nova tribo: os argentinEmos :-p. É a moda do look dark e depressivo, mas meio fofo também chegou aqui.
A feira da Recoleta é uma feira de artesanato grande, com várias barraquinhas e várias opções de presentinhos e souvenirs (inclusive achamos um presente de aniversário ótimo para a Ana - mãe do Marcelo, que disse pra eu escrever isso aqui só para matar a mãe de curiosidade!). Andamos um bom tempo pela feira e passamos também pelo Shopping Design Buenos Aires que é ao lado. Pagamos 14 pesos por um cappucino batido com sorvete que não bebi (não sei o que eu estava pensando, eu não gosto de café!). E fomos almoçar.
Aceitamos a ótima dica da Beatriz de almoçar no SanJuanino, restaurante tradicional de empanadas de BUA. Ótima pedida. O ambiente é agradável, a comida é gostosa, o preço é justo e o garçon era uma figura!
Pena que não conseguimos provar a carne de Cerdo, que já tinha acabado. Mas assino embaixo desta dica, se você vier a Recoleta, almoçe no SanJuanino, fica na rua de trás do Hotel Avelar um pouco mais para frente (seguindo o sentido dos carros). De qualquer forma,se você perguntar pela região creio que a maioria das pessoas vai saber indicar o caminho.
Depois de almoçar, vivenciamos um milagre do mundo tecnológico e globalizado sacando dinheiro no Itaú :-p
Pegamos um taxi e fomos à San Telmo para a segundo Feira do dia. A feira de San Telmo é uma feira de antiguidades, bem diferente da feira da Recoleta. Marcelo queria dar uma de Dr. House e andar de bengala, mas quase morreu do coração quando um vendedor disse o preço sem titubear: 1.200 dolares! Ok, o Dr. House deve ganhar muito bem! :-p
Passeamos pela feira, vimos um monte de quinquilharias e algumas antiguidades interessante. Compramos uma garrafa pressurizada para água com gás (que até agora não funciona) e vimos uns gramofones muito legais. Mas o mais interessante da feira de San Telmo é o seu entorno. Depois de passear pela feira, descemos la Calle Defensa onde ficam diversos artistas e artesões exibindo seu trabalho. São artistas de rua, músicos, bailarinos de Tango, pintores… Vê-se muito artesanato comum, mas também coisas criativas e diferentes. Sem falar nas lojinhas de decoração super cult que tem na rua. Não deixe de visitar a L´ago se passar por aqui. A rua é muito movimentada e animada. Um programa muito pitoresto para um domingo à tarde. Nos divertimos muito e pensamos que deveriamos ter vindo à San Telmo mais cedo, para aproveitar mais.
Bom, depois de gastar uma pequena fortuna nas feiras
voltamos ao Hotel para tomar banho e ir jantar com a Tia Ida, parte da família do Celo aqui na Argentina. Como domingo era dia das mães aqui na Argentina, acabamos por jantar com ela, os dois netos e a outra parte da família. Fomos num restaurante chamado Alé Alé que tinha um ambiente agradável e uma boa carne, apesar de faltar um pouco de sal nela. Mas não sei por que, não tenho tido muito vontade de comer por aqui.. E 100g de Bife de chorizo já foram mais que suficiente para me deixar cheia. Mas não se preocupem, o Marcelo comeu todas as 400g restantes :-p (e ainda comeu mais um pedaço de “tira de assado” dos primos!). Mas no jantar aconteceu algo muito bom: em determinada hora eu não sabia direito se era sábado ou domingo e isto só pode significar uma coisa: estou entrando no ritmo de férias!
Buenos, ahora nos vamos por que ya eres lunes por la mañana e tenemo mucho que hacer. Hasta luego!
Buenos Aires - Dia uno.
Posted: October 19th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias | No Comments »Bueno, llegamos a Buenos aires :).
A viagem de vinda foi bem tranquila e até conseguimos um bom negócio em 4 garrafas de Jack Daniel no Freeshop argentino :).
Depois de seguir a dica deste blog, e trocar nossos reales por pesos no Banco Nacional de la Nation do aeroporto, tomamos un remis al hotel :).
Mas não se engane com essa minha empolgação, escrevendo meio em português, meio em espanhol. A palavra que mais falei hoje foi: “hã?”
Esses argentinos falam muito depressa e muito enrrolado! Difícil de entender. E pior é que você diz só “Buenas Tardes”, eles acham que você fala espanhol e desandam a falar. E eu, “hã”? Ainda bem que o Celo se vira melhor do que eu :).
Depois de no acomodoramos no Hotel Ibis, que aliás tem uma bela vista para a praça do congresso, fomos andando até Porto Madero. Andando sem compromisso mesmo, olhando tudo… Passamos pela Calle Florida, mas para ser sincera não vi muita coisa que valesse a pena. Tinham uns casasos de couro lindos, mas meio caros na minha opinião. “Falta negociar”, segundo o Marcelo.
Porto Madero é muito legal mesmo. Muito simpático. Aceitamos a dica do Pedro Malan, Deise e cia. e almolçamos na Cabaña de Las Lilas. Ambiente agradável, apesar da dificuldade que foi eu entender que devia ir até os fundos do restaurente para “me anunciar” e esperar por uma mesa. Depois de resolvida a confusão, sentamos numa ótima mesa na varanda mirando los deques. A carne estava deliciosa. O Marcelo se deliciou. Mas sinceramente não seria minha primeira escolha como restaurante. Não me levem a mal, é muito bom, mas carne já não e mais minha primeira escolha. Mas valeu a pena, comemos bem.
Depois voltamos andando. Passamos por La Casa Rosada cantando “Don´t cry for me Argentina”, passamos pelo Obelisco, 9 de julio - la calle mas ancha del mondo, entramos na Catedral Metropolitana. Muito bonita! Andamos mais, compramos água no Carrefour só para descobrir só no hotel que a água era com gás… Isso depois de molhar boa parte do quarto :D.
Descansamos, pq acordar as cuatro e media de la matina não é mole não! Banhinho para recuperar as energias… e agora, dá licença que tá dando uma fominha… ![]()
Amanheceu, peguei meu Ipod, botei na sacola e fui viajar!
Posted: October 17th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias | 2 Comments »Amanhã as 5:40 de la matina, parto para Buenos Aires.
Desde minha viagem à San Francisco em 2002 eu criei o hábito de fazer do meu blog um diário de viagem. Acho divertido e útil para referências futuras.
Vou ver se mantenho a tradição nesta viagem. E daí este blog dá uma sacuidada na poeira :).
Andança [27.06 - sexta]
Posted: June 27th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Ah! O Rio..., Férias | No Comments »Sexta-feira é o dia que a empregada vem transformar a bagunça que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresentável. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure até umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extensão em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir até a PUC para depois caminhar até o Jardim Botânico.
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis do Rio. Dá para ficar horas caminhando por lá, observando as plantas, vendos os pássaros e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi três tucanos, fui rodeada de borboletas, vi várias galinhas esquisitas (uma ave que tem aos montes no Jardim Botânico agora e eu não sei o que é…). Um programa muito relaxante e saudável.
Depois de visitar o Orquidário, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa saúde? Andando, é claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! Só que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. É muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.
Andança [27.06 - sexta]
Posted: June 27th, 2003 | Author: Dani Lima | Filed under: Férias, Humores Antigos | No Comments »Sexta-feira é o dia que a empregada vem transformar a bagunça que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresentável. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure até umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extensão em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir até a PUC para depois caminhar até o Jardim Botânico.
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis do Rio. Dá para ficar horas caminhando por lá, observando as plantas, vendos os pássaros e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi três tucanos, fui rodeada de borboletas, vi várias galinhas esquisitas (uma ave que tem aos montes no Jardim Botânico agora e eu não sei o que é…). Um programa muito relaxante e saudável.
Depois de visitar o Orquidário, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa saúde? Andando, é claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! Só que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. É muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.

Olha quem está falando!