Eu sou fã da Madonna desde criançinha. Bom, pelo menos desde os meus 11, 12 anos. Na época do LP, tinha todos - desde o primeiro até “Like a Prayer”. Agora tenho toda a discografia em MP3. Então, ir ao Show da Madonna no Maracanã no dia 14 era a minha programação desde o momento em que anunciaram que a Madonna vinha ao Brasil :).
Eu também fui no primeiro show dela aqui, em 1993. Mas fiquei tãooo frustrada.. Não por que o Show foi ruim, mas por que acabei ficando lááá atrás na arquibancada, no cantinho, no pior lugar que se poderia ficar. Vi só uma Madonna de 0,5 cm e o som chegava atrasado. Fiquei tão frustrada que praticamente apaguei as lembranças daquele show. Nem me lembro direito por que acabei num lugar tão ruim - minha irmã me lembrou. O ônibus que saiu da Ilha pra levar a gente ao Maraca atrasou…
Desta vez, eu não quis correr riscos. Mas mesmo assim, no começo não dei muita sorte. Com aquela confusão que foi a venda dos ingressos no início, minha irmã só conseguiu comprar ingresso de arquibancada. Mas minha sorte virou quando ela conseguiu trocar os ingressos de arquibancada por duas cadeiras especiais com uma amiga! Yeah! Cadeira especial é o que há para assistir show no Maracanã. Não daria pra ver a Madonna de tão perto como na área VIP, mas também eu gastaria 50% a menos.
Este “upgrade” me rendeu mais 2,5 cm de Madonna em relação à 1993. Dava pra ver uma Madonna de 3cm! ‘Tá bom, vocês devem me achar louca de ficar tão feliz com isso. Mas eu já não falei o quanto gosto da Madonna?
Anyway, o Show valeu muito a pena. Dinheiro bem gasto. O show foi muito bom e sem maiores confusões, apesar da falta de informação sobre os portões na entrada. A chuva molhou, mas não esfriou o ânimo de ninguém, nem da Madonna.
Meus comentários sobre o Show:
- A Madonna continua em forma, com aquele corpão nem dá pra acreditar que ela tem 50 anos.. Ou dá, quando você percebe que os telões são os grandes astros do show e que dão à ela mais tempo para trocar de figurino ou até para sair de cena para descansar um pouco. Mas nada que prejudique o Show, na verdade, parece tudo calculado exatamente para que o Show seja vibrante, sem que a Madonna fique exaurida. Afina de contas, 50 anos são 50 anos né gente? O tempo não perdoa ninguém não.
- Madonna dança Vogue. Continua dançando pra caramba!
- Borderline em versão Rock trash ficou muiiiito legal. Foi a música mais antiga que ela cantou. Borderline é do primeiro disco de Madonna (Lucky Star).
- Em “She´s not me”, Madonna dá um escorregão e cai de bunda. Mas sendo uma mulher “show-bizz”, ela sabe que pior que cair é agir como quem caiu. Então mantém a pose, se ajeita e continua o espetáculo. Garanto que muita gente nem percebeu que ela escorregou!
- O telão “cilindro” usado em “Devil” com imagens de água e chuva é lindo!
- Pra mim o único ponto baixo do Show foi “Spanish Lesson”, mais por causa da música do que da performance. Para nós, que falamos português (e entendemos espanhol), não da pra engolir que “siempre means I won´t forget it”. :-p
- Em compensação curti a nova versão de “La Isla Bonita”. Uma versão que mistura cultura cigana, espanhola e judaica. Madonna dançou até hora com os bailarinos no palco
- Madonna mostra por que é quem é. Não, não foi cantando ou dançando. Mas enxugando o palco com as próprias mãos, usando uma tolha branca (dizem que ela so usa toalha branca). Se for para o trabalho sair bom, a mulher vai lá e faz o que for preciso. Inclusive enxugar o palco. Coisa de gente competente.
- “You must love” para mim, foi um dos momentos mais legais do show. Em boa parte, por que eu sempre gostei muito dessa música. Mas também por que, Madonna conseguiu criar um momento “quase íntimo” em seu mega-show (algo praticamente impensável pra um show para 70.000 pessoas!). A música apresentada com voz e violão (banquinho e muitos guarda-chuvas sobre a cantora :)), mostrava cenas de um funeral no telão. Para mim pareceu Madonna, mostrando seu lado mais humano e confessando para seu público seu medo da mortalidade, do que pode acontecer agora que ela já está mais velha, conseguirá ela continuar se reinventando? “Why are you at my side? How can I be any use to you now…”, “Deep in my heart I´m feeling, things that I´m longing to say, scared to confess what I´m feeling…”. Cantar “You must love me” poderia soar pedante para muitos artistas, mas Madonna transformou a apresentação da música num sincero diálogo. No final ganhou corinho de “We love you” da galera da área VIP.
- “Like a prayer” ENLOUQUECEU o público no Maracanã. Juro que não me lembro de já ter visto algo como aquilo. Foram as 70.000 pessoas pulando e cantando em coro com a Madonna do começo ao fim. Nenhuma outra música levantou tanto a galera como essa. Foi o momento pop-gospel-madonna-é-foda da noite
(o videozinho tá ruim pacas mas dá pra ter uma idéia da loucura que foi)
- “Fuck this rain, it has to go!” canta Madonna no improviso. Pede desculpas ao público e diz que sente muito que todos estejam molhados. Pergunta se a gente se importa :). Todo mundo grita que “nooooo” é claro.
- Na hora do pedido da música, um fã mané pede “Everybody”, fala sério! Mas isso todo mundo já leu no Globo Online. O que todo mundo ainda não sabe é que se fosse eu, teria pedido “Cherish” :p. E era bem capaz de ter levado um fora da Madonna tb :p.
- Anyway, “Express your self” realmente é uma das melhores músicas dela pra se cantar a capela. E todo mundo cantou junto. Muito legal.
- Madonna termina o show com “Give it 2 me”. Duas bandeiras do Brasil foram jogadas no palco. Nessa hora, gostaria que ela tivesse sido mais espontânea e tivesse voltado para pegar a bandeira, seria um final FODA pra um show FODA.
- “Game over”. Todo mundo sabe que Madonna não dá bis, então ninguém pede. Mas toca “Holiday” e muita gente contina no lugar, batendo palmas e cantando a música :).
- E se você ficou babando agora… bem feito! Showzão, e quem não foi perdeu. Tente ir hoje ou nos de São Paulo. Se você ficou com vontade, garanto que não vai se arrepender
E para terminar, em homenagem à Deise, uma compilação de momentos do show de 1993 onde o violonista-cabeludo-sem-camisa aparece
Hyei! Neste final de semana estou indo pro Rio e depois pra São Paulo e depois pro Rio de novo e só depois volto pra Vila Velha.
Falem o que quiserem. Reclamem da violência e absurdo dos grandes centros. Digam que não dá mais para morar nestas cidades, que a qualidade de vida é muito baixa. Mas só na hora que vocês conseguirem o tal “sossego” que tanto sonham, é que vão se dar conta de como vááárias coisas da cidade grande fazem falta… Mas tudo na vida é assim né? A gente tem que relevar algumas coisas para conseguir outras.
Se eu fico muito tempo sem ir ao Rio ou São Paulo eu fico doida. Tudo aqui é mais devagar, é menos interessante, menos dinâmico, menos novidade. As pessoas aqui tem muito pouca cultura. É ir passar uma temporada nas grandes cidades ou sentir o cérebro ir atrofiando.
Mas é claro que eu ainda tenho esperança que Vila Velha fique cada vez menos roça… Afinal, tem muita gente de fora vindo pra cá. Muita gente que sente exatamente o que eu sinto e que começa a cobrar isso da cidade. Afinal de contas, isso aqui é sudeste gente! E ´tá muito atrás de Rio, SP e até Minas. O Espírito Santo ´tá precisando crescer e aparecer…
Só não adianta que o meu amor incondicional eu continua dedicando ao Rio :-), minha cidade natal. Decadente, difícil, problemática… não me interessa. Eu continuo louca pelo Rio :).
Sexta-feira é o dia que a empregada vem transformar a bagunça que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresentável. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure até umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extensão em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir até a PUC para depois caminhar até o Jardim Botânico.
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis do Rio. Dá para ficar horas caminhando por lá, observando as plantas, vendos os pássaros e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi três tucanos, fui rodeada de borboletas, vi várias galinhas esquisitas (uma ave que tem aos montes no Jardim Botânico agora e eu não sei o que é…). Um programa muito relaxante e saudável.
Depois de visitar o Orquidário, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa saúde? Andando, é claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! Só que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. É muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.
Minha programação para quinta de manhã era passear pela Lagoa aproveitando o ar livre. Mas em função de um convite para um almoço no centro, resolvi mudar meu itinerário. Vesti minha blusa vermelha estampada com uma girafinha sorridente, minha calça corçário creme e meu tênis vermelho e às dez horas da manhã peguei o metrô para o Centro sem saber muito bem que monumentos ou museus eu iria visitar desta vez. Saltei na Carioca e fui caminhando em direção à Primeiro de Março com a intenção de visitar o CCBB. Mas quando cheguei ao final da Sete de Setembro, vi uma enorme faixa no Palácio de Tiradentes anunciando uma exposição fixa por lá. Decidi mudar mais uma vez minha programação, já que nunca tinha entrado naquele Palácio.
Subi as escadarias que dão acesso à enorme construção atravessei o enorme portal e, como todas as outras pessoas que estavam por lá, passei pelo detector de metais. Mas diferente das outras pessoas que estavam por lá, ele começou a apitar. É claro que eu estava carregando minha enorme mochila e, é claro que meu canivete estava comigo. Ele sempre está. Mas desta vez, ao invés de tornar minha vida mais fácil, ele atrapalhou. A segurança do Palácio me fez levar meu canivete até o primeiro andar do palácio, preencher uma fichinha e deixá-lo lá. Pelo visto, um lugar do Rio ainda é totalmente seguro. Se eu não consegui entrar com um canivete, quais as chances de alguém entrar armado? Voltando à recepção, me registrei e fui finalmente autorizada a passear pelo Palácio. A tal exposição fixa era sobre a história do Rio de Janeiro, mas meu interesse maior era fotografar o Monumento que se revelou uma construção belíssima. Chão de mosaico francês, salão com clarabóia (oba! outra clarabóia!), movéis esculpidos em madeiras, lindas cadeiras de veludo… Tudo registrado com minha fiel amiga digital :-). Durante todo o passeio, a girafinha da minha camiseta insistia em sorrir para os ‘embecados’ que estavam por lá a trabalho. Acho que ela não conseguia evitar achar graça do contraste da minha camiseta e tênis vermelhos com os sérios ternos cinzas.
Depois do Palácio, dei um pulo rápido no Paço Imperial. Só para ter um preview do que pretendo visitar na próxima semana, afinal já estava quase na hora do almoço e eu tinha que encontrar meus amigos. Almoçamos num Restaurante árabe perto do Largo da Carioca - muito gostoso por sinal. Mas nem pude aproveitar muito o almoço. Às 13:30 tive que sair correndo para meu Curso de Velas Artesanais e deixei meus amigos, que ao contrário de mim, estavam adiando ao máximo o final do almoço. O motivo era justo, enquanto eu iria continuar aproveitanto minhas férias, eles tinham que voltar para o trabalho… O curso é em Ipanema num delicioso estúdio na Rua Barão de Jaguaribe. E depois de 2 horas e meia de aula, saí com minha primeira vela !
Para finalizar meu dia, resolvi aproveitar que estava nas redondezas para conhecer o Museu da H. Stern. Lá fui e minha girafinha sorridente para a chique Rua Garcia D’ávila. Depois de passar por vários carros importados cheguei a recepção da loja que me encaminhou para o terceiro andar onde fica o Museu. O tour é rápido mas bem interessante, mostra a trajetória uma pedra desde o garimpo, passando pelo tratamento e polimento, até sua inclusão numa das maravilhosas jóias. No final do tour encontrei um grupo de mulheres do tipo ‘peruas’ - maquiadas, de cabelo arrumado, unhas feitas, tailler e salto. Mas todo esse glamour não intimidou a girafinha da minha camiseta que continuava sorrindo enquanto eu mastigava meu chiclete. Embarquei no elevador junto com a peruada e fui parar no primeiro andar do prédio da H. Stern. Logo percebi que eu tinha ido parar num evento ‘boca livre’ da H. Stern. Conversando com uma das recepcionistas descobri que era o lançamento da nova coleção de jóias. Como eu adoro jóias, não me fiz de rogada e fui dar uma olhada nas peças - o que infelizmente, é a única coisa que eu posso fazer por enquanto. Ao contrário do que se poderia imaginar, eu, minha girafinha, meu chiclete e minha mochila gigante (claro que eu estava de mochila nas costas) ficamos muito confortáveis no meio da elite de consumidores da H. Stern e elas não pareciam se incomodar comigo também - ou então estavam muito assustadas com minha presença por lá e preferiram não olhar :-p. Depois de penetrar o evento, dei uma olhada na lojinha de artesanato e tomei um sorvetinho de jabuticaba da Mil Frutas que a H. Stern oferece gratuitamente para os visitantes do Museu. Ótima pedida para terminar meu dia.
O carioca anda sendo bombardeado pela mídia pelas notícias de violência. Todo este estardalhaço imprimiu no carioca um medo muito grande de curtir a própria cidade e lhe roubou a inocência necessária para admirar as pequenas (e grandes) belezas do antigo estado da Guanabara. Não estou dizendo que o Rio esteja tranquilo, mas até agora - tomando todos os cuidados que sempre se deve tomar numa cidade grande - minhas experiência de turista no Rio tem sido bastante positiva.
O Museu Internacional de Arte Naif fica em Laranjeiras, ao lado do Corcovado, e é um ótimo lugar para voltar a ver o Rio sob outra perspectiva. Para quem nunca ouviu falar em Arte Naif aí vai uma explicação roubada (sem nenhuma má intenção do site do Museu: - O adjetivo naif é o mais empregado para o gênero de pintura chamado também de ingênuo e ás vezes primitiva (no Brasil). Os artistas naifs, em geral, são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência e por isso mesmo podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. São chamados de “poetas anarquistas do pincel”.
O Museu não é muito grande mas guarda um acervo super interessante que inclui o maior quadro de arte naif já pintado que é intutilado: “Rio de Janeiro gosto de você, gosto desta gente feliz”. Lia Mittarakis retratou no enorme painel de 4m x 7m muito do espírito carioca e da beleza do Rio. No centro da tela o Cristo abre os braços para mostrar a beleza dos quatro cantos de nossa cidade. Lia Mittarakis caprichou nos detalhes e dá para ficar pelo menos uns 15 minutos na frente do quadro descobrindo novos lugares na pintura. E nestes 15 minutos dá para lembrar muito bem porque a gente gosta tanto de morar aqui.
Depois de ver o Rio representado em tintas e pinceladas, fui dar uma conferida no modelo original. Nada como subir de trenzinho até o Corcovado num fresco final de tarde para terminar bem o dia. O ar da floresta e os relances da vista do Rio por entre as brechas da mata deram um sabor especial ao passeio. O Corcovado continua lindo (assim como o Rio e as obras feitas para incluir elevadores e escadas rolantes ficaram ótimas. A vista é de tirar o fôlego, mesmo sem muita nitidez por causa da inversão térmica. Fiquei bastante tempo andando por lá observando o Rio de vários ângulos e fotografando o Cristo (claro). Desci no trenzinho das 6 horas. Já estava escuro e o motorista (ou será maquinista?) do trenzinho teve a ótima idéia de apagar todas as luzes e parar ao lado de uma clareira de onde pudemos apreciar a vista da Lagoa toda iluminada fechando com chave de ouro o passeio turístico.
Nesta segunda feira eu me senti como se tivesse emprestado o Delorean do Spielberg para passear no centro. A primeira parada foi há cerca de 15 anos atrás na Laranjada Americana na Rua do Ouvidor. Meu pai trabalhava no Itaú da Pio XV e as quando minha mãe queria ir ao centro, nós iamos junto com ele de barca pela manhã. A parada na Laranjada Americana para tomar um refresco no copinho de metal com refil de papel em forma de cone era obrigatória. E eu adorava. A laranjada de lá é a mais doce do Rio de Janeiro. E sai direto de uma torneira no balcão, um barato. É impressionante como nada mudou. O mesmo copinho de metal, os mesmos refis de papel, a mesma laranjada tudo igual. Só o balcão agora que já não parece tão alto…
A segunda parada foi um pouco mais ‘distante’. Mais de um século. O Real Gabinete Português de Leitura é um Oásis de silêncio e tranquilidade ao lado da bagunçada Praça Tiradentes. O espaço da Biblioteca não é muito grande - acho que dá uns 90m2 (num chute totalmente feminino). Mas é lindo. O tamanho não faz nenhuma diferença quando você começa a observar todo o cuidado nos detalhes da construção. Todas as colunas são esculpidas, e todos os 23m de altura das paredes são cobertas de livros velhos (mas bem conservados). Um mezanino com o chão todo trabalhado circunda toda a sala. E no topo, para deslumbrar ainda mais os visitantes, uma linda clarabóia que empresta a luz do sol para iluminar este templo de leitura. Fiquei muito tempo por lá e tirei algumas boas fotos. E para vocês não acharem que eu estou exagerando na descrição do lugar, um grupo de fotógrafos também estava por lá registrando a beleza arquitetônica do gabinete. A única coisa que entregava que eu ainda estava em 2003 eram os computadores usados por alguns usuários para fazer buscas pelos exemplares disponíveis para pesquisa.
Depois da sessão de fotos, eu já estava com fome e voltei um pouco para o futuro - mas não muito - uns 6 anos mais ou menos, e fui parar na Confeitaria Colombo. O lugar mantém o mesmo charme de quando servia de ponto de encontro para as Madames que faziam compras na Rua do Ouvidor. O café que fica no primeiro andar fica num salão lindo decorado com espelhos de moldura esculpida em Jacarandá. A luz da clarabóia passa pelo vão do mezanino onde fica o Restaurante (eu já mencionei que adoro claraboias?). E o melhor, a comida é ótima e muito bem servida. Comi uma “Nossa Ceasar” que é a famosa ceasar salad com alguns toques diferentes como o frango desfiado e o molho que mistura alcaparras, laranja e vinagre. Uma delícia! Depois do almoço voltei para o futuro e fui passear pelas ruas do Saara. O que também foi bem divertido. Mas a ‘vida de antigamente’ deixou um gostinho de quero mais….
Hoje fiz a trilha do Morro da Urca. 27 anos vivendo nesta cidade e eu nunca tinha feito esta trilha - um erro que deveria ser corrigido imediatamente. Então, lá fui eu, na compania de uma amigo de faculdade, chegar ao topo do Morro da Urca da maneira mais difícil. A trilha é bem tranquila, apesar de ingrime. O caminho estava meio elameado e a mochila de 5 kilos nas minhas costas contendo duas máquinas fotográficas (uma convencional e uma digital), duas calças, uma bermuda, um casaco, o guia amoroso do rio e mais algumas cositas - não ajudou a aliviar meu cansaço (sem mencionar o 1kg de cada bota de tracking nos meus pés…).
Mas apesar destes obstáculos ‘auto-impostos’, chegamos ao topo do Morro uns 20 minutos depois. A vista é sempre linda, mas infelizmente hoje o dia não estava dos melhores. Pegamos um tempo muito nublado e não muito favorável às diversas fotos que eu esperava tirar (afinal eu tinha carregado duas câmeras nas costas!). Depois de apreciar a vista meio cinza por causa do tempo, decidimos subir até o Pão de Açúar. Ao comprar os tickets para o passeio, descobrimos que a promoção carioquinha só era válida se os ingressos fossem comprados na estação da Praia Vermelha (lááá embaixo…). Acho que isso é só para sacanear os malandros que se acham muito espertos e não pagam o bondinho para subir… A subida de bondinho é sempre tensa. Pelo menos para mim… Eu não gosto de elevadores, e ao meu ver o bondinho não passa de um elevador maior, com paredes de vidro e que sobe muiiiito mais alto. Mas passado os 5 minutos de ‘desconforto’ (eufemismo usado pelo meu companheiro de aventuras para não assumir que estava com medo que nem eu mesmo…) chegamos ao Pão de Açúcar. A esta altura o tempo já tinha melhorado um pouco e eu tirei mais algumas fotos. O casaco que estava na mochila se provou muito útil, pois lá em cima estava ventando muito, e sem meu fiel casaquinho eu teria congelado.
Depois da descida de bondinho - muito mais tranquila que a subida… (deve ser psicológico :-), fomos almoçar no Círculo Militar. É bom almoçar com tranquilidade, sem hora para voltar… E ainda poder alimentar os gatos do local sem ninguém reclamar :-). Depois do almo´ço fomos fazer nossa digestão caminhando pela Urca e, quem sabe, visitar o Forte São João. Claro que a esta altura, a gente nem se deu conta que o Forte é militar e por isso mesmo é necessário preencher 5 vias de cores diferentes, entregar cada uma em um canto do Rio, para que os milicos avaliem se você deve ter o direito de visitar o forte ou não… Mas a caminhada não foi toda em vão. Voltando do forte vimos uma coisa inusitada. Uma coruja pousada nas cordas do mastro de um barco… Estava distante, e nós usamos o super-zoom 200 emprestado da minha irmã (que neste momento está me xingando em Ouro Preto porque eu esqueci de devolve-lo) para identificar aquela coisa meio cinza que ficava se mechendo perto do mastro do barco. Eu não fiquei 100% convencida, mas se aquilo não era uma coruja eu não sei dizer o que era. Andamos mais um pouco e decidimos (para matar o tempo) dar uma volta no Campus da Praia Vermelha. Chegando perto da entrada do campus, aquela sensação de comunhão com a natureza e tranquilidade começou a diminuir quando chegamos a frente da UFRJ. Passamos pelo ponto de ônibus lotado, milhares de ônibus soltando fumaça na rua… Nem parecia a mesma cidade. Na UFRJ vimos gatos e mais gatos, e mais gatos. Era tudo o que havia na UFRJ entre um feriado e um sábado. Depois disso, me despedi do meu amigo de faculdade e fui resolver algumas coisas. Um dos pontos positivos de se bancar a turista na sua própria cidade é que você pode passear e resolver a sua vida ao mesmo tempo :-).
Voltei para casa com os pés doendo e as pernas pesadas, morrendo de preguiça de fazer qualquer coisa para o desespero do Marcelo que esperava sair hoje a noite… Mas a culpa nem é 100% minha. Quando eu finalmente levantei do sofá para tomar banho e me arrumar, ele caiu no sono. Resultado: ficamos em casa, vendo TV e brincando de internet…
ps.: para quem está se perguntando o porque das duas calças e uma bermuda na minha mochila… era para levar para o conserto no shopping depois do passeio. Hoje era dia de faxineira e eu não queria voltar em casa para não atrapalhá-la.
Excelente guia para quem está a fins de ver o Rio com outros olhos. Ganhei de presente e a-do-rei. O livro ainda inclui uma breve história da cidade que ajuda a entender o desenvolvimento e estado atual do Rio de Janeiro. Eu acho que vale a pena. Para quem quiser conferir: http://somlivre.globo.com/ProdutoLivro.asp?productid=070276
O tal projeto acabou e uma semana depois eu estou de férias! Eba! Maravilhosos 28 dias para relaxar e deixar o stress pra lá. Normalmente eu só tiro férias para viajar, mas como desta vez o Marcelo não vai poder tirar férias comigo, vou ter que improvisar e bancar a turista na nossa Cidade Maravilhosa mesmo… Afinal, a gente mora aqui e acaba aproveitando essa cidade muito pouco, não é? Já fiz minha programação dia-a-dia em uma planilha excel (mesmo sob os gritos de protestos de ‘ deixa de ser nerd!’ da Carol e Deise) e com a ajuda do ‘Guia Amoroso do Rio’ - presentão do meu amigo Malan - vou passar 3 semanas passeando pelos recantos da minha cidade.
Isso aconteceu no final do ano passado e eu esqueci de postar aqui. Mas se trata de um fato tão inusitado que eu acho que ainda merece ser citado.
Eu e Marcelo fomos ao Saara para algumas comprinhas para a nossa festa. Ao atravessarmos a Uruguaiana vimos um tumulto na Porta do Mc Donald’s da esquina. Quando chegamos mais perto ouvimos um funcionário do Mc Donald’s gritando, atrás de uma banquinha improvisada na porta da lanchonete:
“- Olha o Pavê de Bombom! É um Real! Fresquinho, Geladinho! Um Real! Pavê de Bombom do Mc Donald’s”
Aparentemente, o Mc Donald’s cansou de tomar preju por causa das *milhares* de opções de lanche mais baratas no Saara e partiu para a agressão! E sabe o que é mais interessante? No trajeto de volta o pavê de bombom tinha acabado :-).
No feriado de sexta, eu e Marcelo resolvemos ir passear na Quinta da Boa Vista.
[aqui tiha uma foto da Quinta da Boa vista] Galera jogando bola no gramado em volta de uma ‘canga’ estampada com a bandeira do Brasil
Aproveitamos o passeio para ir ao Museu Nacional e ao Zoológico. O Museu dá pena. O acervo é maravilhoso mas está totalmente abandonado. Vários fosséis e animais brasileiros empalhados ao pedaços, vitrines de diversos assuntos (etimologia, cultura local etc…) largadas… O próprio prédio do Museu, que também é bonito, está abandonado. Dá dor no coração ver um patrimônio tão legal abanonado.
Já o Zoológico está bem conservado e o passeio foi bem divertido…. Eu parecia uma criança correndo de uma jaula para a outra. Normalmente eu fico com pena dos animais no zoológico, mas dessa vez eu até me diverti. Os animais pareciam bem cuidados. Tinha um elefante muito divertido que ficava “dançando para a platéia” e os macacos - claro - eram o mais animados. Adorei os grandes felinos (o que conseguimos ver… jÉ que chegamos nas jaulas perto da hora dos bichanos entrarem). Só os pássaros que eram irritantes e não paravam de gritar um minuto! Bichos chatos!
Pena que muitas fotos não ficaram boas…. A grade entre eu e os animais estragou! Mas a melhor foto foi a do elefante, já que o bicho não precisa ficar numa jaula com grades….
Olha o passo do elefantinho… Olha como ele ? bonitilho
Depois de apoiar a Campanha “Rosinha NÃO!”, apoio agora a campanha “Viva o Dirigível!”.
Um governo que vai permitir uso de celulares nos presídios, não vai ficar importunando traficante com camêra indiscreta né? No entanto, eu não concordo com a desativação do dirigóvel. O uso do dirigível não é um desperdício de dinheiro, mas uma ação inteligente e organizada para combater a ” Coorporação Bandidos S.A.” do Rio de Janeiro.
O dirigível pode até ser desativado, mas não sem o meu protesto: Viva o Dirigível!
Eleita pelo povo é o c*!#@**! Eu não votei nela e não quero essa mulher governando o meu estado! Não quero! Não quero! Não quero! Populista oportunista demagoga filha da p%*!@!
Olha quem está falando!