Barrados no Baile 2.0
Posted: November 7th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: TV-Geek |Quando adolescente, eu era fã da série “Barrados no Baile” (infame tradução da Globo para 90210). Assisti diversas temporadas, até depois dos personagens sairem da faculdade e de vários já terem deixado a série (tudo bem, então eu já não era tão adolescente). Infelizmente nunca consegui ver o capítulo final da série.
Sendo assim, achei que deveria ver o primeiro capítulo da nova versão da série que estreiou na Sony. Só o primeiro capítulo. Afinal meu gosto por séries evoluiu bastante (House, Lost, Pushing Daisies, Sexy and the city e Gilmore Girls. Ok, Gilmore Girls é super girlie, mas é muito boa! :D). A base da história é a mesma, dois irmãos que se mudam de uma cidade pequena para Bervelly Hills e tem que se adaptar a sua nova vida. Ok, mas as semelhanças param por aí.
É engraçado ver como várias coisas mudaram para “se adaptar” aos tempos modernos. Para começar, os “Sr. e Sra. Walsh” desta versão não tem aquele jeito de adulto careta americano. Bom, na verdade se você for reparar, pai nenhum tem mais essa cara nos seriados. São sempre bonitos, descolados e super joviais. E assim também são os pais dos novos personagens.
No entanto, o mais “chocante”, foi a mudança de perspectiva sobre o assunto “sexo”. Não estou dando uma de puritana, estou só observando a mudança. Nossos amiguinhos de Barrados no Baile versão 1.0, já tinham lá seus problemas com sexo, como bons adolescentes dos anos 90 que eram. As principais questões eram:
- Brenda, tentando saber qual seria a hora certa para dar pro Dylan;
- Kelly, que tinha fama de vagabunda por que alguém (ficamos sabemos depois que foi o Steve) espalhou o boato de que ela dormiu com seiláquem do time de futebol;
- E Donna, que foi educada pelos pais para se casar virgem.
Pois bem, na versão 2.0 temos:
- Nossa protagonista flagrando o namorado da (futura) amiga recebendo um boquete de outra, dentro de seu carro no pátio da escola;
- A tal amiga se vinga do namorado ficando com outro pra escola toda saber;
- Acho que não teremos uma “Donna” nesta versão :-p
O mundo mudou mesmo né? Independente de ser TV ou realidade, séries como essas costumam retratar a visão da geração atual - as vezes exagerando, claro. É como eu disse, não quero dar uma de puritana, pois cada geração tem seu entendimento sobre relacionamentos e sexo de acordo com o tempo em que vive. Difícil dizer o que é certo ou errado (pelo menos sem se situar no contexto e voltar à questão básica do auto-conhecimento). Mas foi interessante ver a mesma série que eu via, agora com os “olhos” dos adolescentes de hoje.
De qualquer forma, não aguento mais esse tipo de série. Então não vou acompanhar… Nem achei tããão ruim, só realmente não é mais o tipo de coisa que me interessa.
Ps.: O capítulo inicial teve duas horas mas mesmo assim parece que eles correram para contar a história… Os protagonistas o tempo todo se metiam em confusão, os pais descobria e eles ficavam de castigo. Sem falar no tal “namorado que levou o boquete”. Ele já conhecia a protagonista de um verão anterior, então a história começa a apontar um relacionamento entre eles. Mas do jeito que editaram a coisa, parece que o cara é onipresente: a menina vai na festa, o cara tá lá. Abandona a festa pra ir pra praia, e o cara tá la pegando onda. Depois, a avó sofre um acidente, a menina chega em casa e quem está lá? Ele de novo. Um outro galã, vai na porta da menina para dar-lhe um beijo de boa noite e quem testemunha a cena? Se você disse “o namorado do boquete” acertou :-p Sei lá, vai ver que depois de 4 temporadas com Hugh Laurie ando mais exigente

eu já tinha percebido essa diferença assistindo a Gossip Girl.
Aliás Gossip Girl é chocante. São personagens de 15, 16 anos com titica na cabeça que nem adolescente mas com vida de adulto.
Lembro de um episódio em que Serena perigava ser expulsa da escola, injustamente, e conversava com a mãe. A mãe “muito” preocupada, concordou com a filha que ela deveria ir lá contar a verdade a diretora. Repito: Serena deve ter uns 15 no máximo 16 anos. E foi lá resolver a vida dela sozinha, acabou que não foi expulsa, e a mãe nem deu as caras. Sinceramente, achei mais surreal do que a pegação generalizada que rola naquela série. Será que são assim as adolescentes americanas ricaças de hoje em dia????
beijocas
dani,
house rules!!
essa séria vc deve utilizar a regra dos quinze anos: não reveja nada que achou engraçado/legal até o seus quinze anos.
tá ótimo o blog. já adicionei.
manda um abs p/ “steve”
bj
t.
heheheh.. é isso ai TUmaz
E a quinta temporada de House começa essa semana no Universal! Aguardo ansionsamente