Se ter saudade é ter algum defeito, eu pelo menos mereço o direito de ter alguém com quem eu possa me confessar.

Buenos Aires - Dia Nueve: Hasta Luego

Posted: October 28th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: BuenosAires, Férias |

Domingo. Nosso último domingo aqui em Buenos Aires, nosso ultimo domingo fora de casa… Estavamos cheios de preguiça pela manhã, levantamos as 8 horas, fomos tomar café no saguão do Hotel e voltamos para o quarto para organizar as coisas. Bom, eu fui organizar as malas. O Celo resolveu tomar um banho de banheira. Mas sendo o Hostel Suites Florida um hotel novo, ainda haviam resíduo de areia das obras nos canos. Ou seja, a água que saía da banheira, descia pelos canos, encontrava areia e portanto encontrava saída pelo lugar mais fácil: o ralo do banheiro. Resumindo: o Celo inundou o banheiro :-p. Pero, no hay problema! Chamamos a chica da limpeza, que deu um jeitinho mais ou menos em tudo… (mais ou menos por que depois eu tomei banho e também inundei o banheiro :p).

Aventuras aquáticas a parte, no início da tarde saímos para ir novamente à Feira de San Telmo. Queríamos voltar lá por dois motivos: primeiro,  trocar nossa garrafa de  pressão para água com gás que não estava funcionando e reencontrar nossos amigos canadenses que alugaram um apartamento lá por perto.

Fomos andando do nosso hotel até San Telmo, é bem pertinho. No meio do caminho encontramos nossos amigos canadeneses e fomos dar uma volta na feira. Lá o cara que nos vendeu a garrafa, trocou uma borrachinha e pronto! Ela funcionou. Marcelo ficou feliz da vida :). Depois disso resolvemos visitar o “El Zanjon del Granados” na Calle Defensa. “El Zanjon” é um casarão de uns 175 anos de idade. Nos anos 80, uns investidores compraram o casarão (destruído então) com  a idéia de reformar e transformá-lo num restaurante. Durante a reforma, descobriram que sob o casarão havia um túnel. Intrigados com aquilo, resolveram chamar uns arqueólogos para verem do que se tratava. Descobriram então que aqueles túneis eram parte da antiga rede de túneis que ligava a antiga Buenos Aires ao Rio de la Plata - rede datada de 1500 e tal! Os donos então, mudaram de idéia e decidiram restaurar o casarão e transformá-lo numa espécie de museu onde em cima você pode ver parte da casa construita em 1800 e alguma coisa, e por baixo, a tal rede de túneis e pedaços e partes antigas desenterradas ali. Bem legal, a 15 pesos o tour de 30min.

Depois disto, fomos almoçar. Sentamos numa birosca numa das ruas perpendiculares à Calle Defensa. Comemos um “Chivito” - “argentinês” para “x-tudo” - no meu tinha carne de cervo, ovo, queijo e pão. Não estava lá grandes coisas não, mas passou. Ao nosso lado estava uma mesa de americanos que teve o azar de ter sua bolsa roubada. Bem ali no restaurante mesmo. Num minuto a bolsa estava lá, ele se distraíram, e a bolsa não estava mais… Coisa de América do Sul.

Andamos mais um pouco pela Calle Defensa, nos despedimos de nossos amigos canadenses e voltamos ao nosso Hostel. De noite iríamos jantar com a Tia Ida. Eu descansei um pouco e o Celo ficou lá embaixo batendo papo até a hora de sairmos. No caminho de ida, passamos pela Floris Genérica, agora quase fechada por que já estava anoitecendo. Muito legal.

Tia Ida nos levou para jantar num ótimo restaurante chamado Azzurra. Tanto eu, como o Marcelo pedimos o Lomo (filet mignon dos argentinos) para nos despedirmos da carne argentina (que realmente é maravilhosa). O meu estava simplemente perfeito - fazia muito tempo que eu não comia um filet mignon tãããão bom. O Celo adorou o dele também. E ainda teve que terminar o meu - os argentinos fazem bifes grossos e gigantescos e eu não aguentei comer tudo.

Depois de um ótimo jantar, voltamos caminhando com a Tia Ida até o apartamento, onde chamamos um táxi para voltar ao hostel. Nós despedimos da Tia Ida entramos no táxi e voltamos, olhando para a cidade, sentindo saudades de casa mas com pena de ir embora.



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