Exposição “Seu Sami” de Hilal Sami Hilal
Posted: February 11th, 2008 | Author: Dani Lima | Filed under: É cultura!, ô espírito santo... |
O Espírito Santo é carente de espaços culturais. Mas dos poucos que conheço por aqui, o meu favorito é o Museu da Vale do Rio Doce. Fica lá na outra ponta de Vila Velha, quase Cariacica. É uma estação ferroviária antiga, à beira mar que foi transformada em Museu e que sempre tem ótimas exposições.
A última é a exposição “Seu Sami” do artista Hilal Sami Hilal. Foi uma das que mais gostei de prestigiar por lá até hoje. A exposição é dividida em 3 partes. O que já é diferente pois normalmente as exposições usam o grande espaço do galpão e só. Hilal dividiu o galpão em 2 espaços separados. A terceira parte fica no prédio principal da estação. O segundo espaço é o mais interessante, onde ele usou a dimensão do Galpão e a entrada para reforçar sua mensagem. Entrar no Galpão é uma experiência. E fiquei com pena que só pude vivê-la uma vez. E eu estava tão distraída…
Mas não tem jeito, depois da primeira vez, você pode sair e entrar quantas vezes quiser que a experiência não será mais a mesma.
Para acessar a segunda parte da mostra, você tem que entrar na maior parte do galpão passando por umas cortinas pretas para um salão escuro. É isso mesmo, no começo todo mundo fica na dúvida, “É por aqui mesmo?”, “Não estou vendo nada”. Mas quando você finalmente consegue entrar, fica parado ali no escuro até perceber as duas pontas iluminadas do galpão (é um galpão bem comprido), com estruturas de papel e fibra de algodão penduradas e espelhos em cada ponta do Galpão. As estruturas leves, a luz e os espelhos finalmente te permitem “sair da escuridão”. Um lado Hilal chamou de “a dor” e o outro de “o amor”. Parado na escuridão, no meio do nada, você percebe que seja qual o lado que você escolher (amor ou dor), ele é melhor que ficar sozinho no escuro.
A exposição tem toda uma referência ao pai de Hilal, que morreu quando ele tinha 12 anos. Toda a exposição trabalha com a idéia de memórias, tempo, sensações. Eu gostei muito e recomendaria a exposição se eu conhecesse alguém que se interessasse por isso por aqui :-p.

Maravilhoso trabalho do Hilal!Recomendei a todos essa exposição, que foi uma das mais belas e ricas em sentimento que já vi. Fiquei tão emocionada que o espaço escuro do galpão serviu para chorar sem que os funcionários da Vale notassem!