Feb 28

http://br.noticias.yahoo.com/s/10122007/36/saude-qualidade-vida-habito.html

Bom, então é bom começar logo né? :)

Feb 28

“Era uma vez uma boca que se apaixonou por uma orelha. E assim nasceu o arrepio”

Taí um texto muito bonitinho e criativo que gerou uma cena legal com uma direção de arte bonita. Pena que tudo isso foi desperdiçado num comercial de pasta de dente.

Feb 26

E o dia do Figo ontem foi agitado mesmo. Carrapato de manhã, galinha de tarde e de noite, um sapo! Choveu aqui em Vila Velha, e quando chove os sapos ficam animados. Um veio parar aqui na varanda. O Figo queria pegar o bicho mas o sapo era mais esperto que a galinha. Se fingiu de morto o que me deu tempo para segurar o Figo enquanto o Celo pegava o bicho. Quando o Celo chegou perto do sapo ele saiu pulando pra fora de casa.

Recapitulando então: entre mortos e feridos, salvaram o cachorro e o sapo. O carrapato e, infelizmente, a galinha não.

E a vizinha voltou hoje pra casa. Por que só hoje? Me enganei, não era a vizinha, só a empregada que veio dar uma geral na casa.

Update: Desta vez é verdade, a vizinha voltou. Me deu bom dia e tudo :-p.

Feb 25

E o dia do Figo hoje está agitado mesmo. Hoje de manhã, durante o passeio, ele pegou um carrapato enorme e gordo. O bicho era tão grande que dava medo. E deixou uma bela ferida nas costas do Figo. Deu até pena do cachorro na hora de arrancar o parasita, a ferida sangrou bem. Mas, entre mortos e feridos salvaram-se cachorro e galinha. O carrapato não.

Feb 25

Faz algum tempo eu quero escrever aqui minhas histórias com meus animais de estimação: 1 dálmata, 3 gatos sendo 1 siamês macho e duas fêmeas SRD (que é a definição bonitinha para vira-lata). Tenho várias histórias do Spot, da Sol, do Figo e até algumas da Xabi, que é a mais tímida de todos os quatro. Mas eu sempre acabava adiando escrever sobre isso, por falta de tempo ou inspiração ou os dois. Mas depois dos acontecimentos de hoje na hora do almoço, resolvi finalmente começar. Então para a primeira história da série “Das aventuras de ter animais de estimação” eu apresento:

Figo no Portão

Figo - o exímio caçador de galinhas

Eu decididamente não gosto de galinha. Não estou falando da carne, mas do bicho mesmo. São esquisitas, barulhentas, sujas e meio burras. Ou totalmente burras. Posso até estar errada, mas uma galinha em especial eu posso provar que é burra: a galinha que resolveu chocar do lado do meu portão.

O Figo, meu dálmata, é um caçador. Como provavelmente a maioria dos cachorros. Mas ele tem uma fascinação especial por galinhas. Sempre que tem uma oportunidade, lá está ele correndo atrás das galinhas do vizinho (e propriétário da nossa casa). E eu correndo atrás. Sim, só por que eu não gosto de galinhas mas não vou deixar o meu cachorro - que tem comida de sobra em casa - torturar as bichinhas até a morte.

E é por isso que eu digo que posso provar que esta galinha em especial é muito burra. Ela ficava chocando aqui do lado e o Figo babando no portão. Era só uma questão de tempo para que um dia, quando alguém abrisse o portão, ele desse um jeito de fugir e ir atrás da galinha burra.

E foi isso que aconteceu hoje. Normalmente o Figo obedece quando digo pra ele ficar e não sair correndo enquanto estou entrando em casa. Mas hoje, com a tentação da galinha ali do lado, foi demais para ele. Os instintos caçadores falaram mais alto. E lá foi o cachorro, correndo pelo portão rua afora. E quando o cachorro sai correndo pelo portão, é quase impossível de pegá-lo. O bicho é rápido e parece feito de sabão. E ele já sabia exatamente onde estava a galinha burra e foi direto pra lá. Pronto, começou a bagunça.

O Figo corria, a galinha voava, eu gritava “Figo!”, “Figo!” e nada. O Figo é adestrado e até obediente. Mas eu não consegui adestrá-lo tão bem a ponto dele conseguir ignorar seus instintos básicos, parar de perseguir a galinha e voltar bonitinho com ares de “sim, mamãe”. E no meio dessa bagunça, a galinha saiu voando pelo valão e para dentro do quintal da vizinha da frente. E o Figo foi atrás é claro. E então que começou meu problema de verdade.

A vizinha da frente sumiu, mudou, eu sei lá. Desde que a amante do marido dela apareceu por aqui fazendo escândalo, não vejo mais ela (sim, eu moro na versão tupiniquim-capixaba de Melrose Place). E o marido deve ter ido morar com a amante por que a casa está vazia e tudo está trancado.

Neste momento, acho interessante resumir minha situação: são 13hs de uma segunda-feira, eu não dormi bem, estou voltando o meu almoço e meu cachorro foge para perseguir uma galinha que pertence ao proprietário da casa que eu alugo. Na perseguição a galinha e o cachorro vão parar no quintal da vizinha traída, que foi embora e deixou toda a casa trancada. Eu não tenho como entrar.

O Figo já estava lá todo feliz e concentrado roendo as pernas da pobre galinha que, coitada, continuava viva. Eu estou parecendo um leão enjaulado andando de um lado pro outro no portão da vizinha sem saber o que fazer. E a Sol e o Spot estão assistindo do meu portão querendo entender por que eu não deixo aquele cachorro chato na vizinha de uma vez.

O acesso para o quintal da vizinha era pelo valão. Ou pulando o muro. Eu até coloquei minhas botas de tracking impermeáveis para tentar ir pelo valão, mas foi quando eu descobri que amor por bicho tem limite. E o limite é me enfiar num valão nojento cheirando a esgoto. A opção foi pular o muro então. Até aí fácil. Difícil foi dar um jeito de tirar o Figo de lá.

Obviamente os únicos acessos de saída também eram o valão e pulando o muro. O valão já estava descartado. E pular o muro segurando um Figo revoltado querendo comer uma galinha não parecia muito sensato. Num momento de insanidade pensei em jogar ele por cima do muro e depois levá-lo ao veterinário para engessar as quatro patas. Sorte do Figo que logo depois me ocorreu uma idéia muito melhor…

Pular o muro com o Figo era impossível, mas com a galinha, nem tanto. E se eu levasse a galinha pra fora, ele viria atrás. Então lá fui eu, com um pano (você não acha que eu ia pegar essa galinha nojenta e agora moribunda com minhas mãozinhas macias né?), embrulhei a galinha e voltei para pular o muro. O Figo ficou doido. Procurava a galinha em tudo que é canto. Até que finalmente ele viu a galinha do lado de fora comigo e saiu do quintal da vizinha (que se um dia voltar pra casa não vai entender aquelas penas espalhadas na grama dela).

Com mais alguns truques, consegui salvar a galinha e colocar o Figo para dentro de casa. E agora era hora de devolver a galinha, toda machucada, para o dono, o Seu Antônio. Com muito tato, eu expliquei que a galinha dele tem ficado do lado do meu portão e que meu cachorro, apesar de todos os meus cuidados, conseguiu escapar e abocanhar a bicha. Bom, pelo menos ele concordou comigo que aquela era uma galinha muito burra de ficar chocando ali do lado do meu portão. Seu Antônio levou a bicha para dentro e parece que a galinha burra vai sobreviver para contar (ou cacarejar) sua experiência de quase-morte.

Feb 23

Me parece que as pessoas estão perdendo a sensibilidade. Ou talvez eu esteja ficando mais exigente com as pessoas, não sei. Mas não consigo entender como alguém entra no cinema para ver um filme como “Juno” e fica batendo papo. Não estão se envolvendo com a história? Não estão ouvindo os personagens? Já nem falo mais da falta de educação - que parece que é algo cada vez mais comum - mas da falta de sensibilidade de sentir o clima do cinema e se deixar envolver pelo universo do filme. Parece que as pessoas nem sabem o que estão indo assistir. Escolhem um filme qualquer e esperam sempre encontrar um blockbuster, um filme qualquer que vai servir só para ocupar a sexta à noite. Quando encontram alguma coisa diferente nem se preocupam em entender o que está acontecendo. Só tratam de preencher o tempo de outro jeito (falando…).

O mesmo aconteceu com Sweeney Todd. O mesmo aconteceu com Cloverfield. Acho que muitas pessoas que estavam ali no cinema com a gente nem sabiam o que estavam assistindo. Cinema pra mim é experiência. É escolher o filme que você quer ver, comprar a pipoca, sentar no escurinho e entrar no clima. E esperar pra ver que surpresas a tela grande vai trazer. Às vezes são boas surpresas, às vezes ruins. Mas a experiência do cinema é sempre boa. Ou costumava ser antes desses dias em que as pessoas entram no cinema só para ocupar o tempo. E olha que o ingresso anda caro hein? Por que as pessoas gastam tanto dinheiro pra nem dar atenção ao filme é algo que eu nunca vou entender.

Ou vai ver sou eu que sou chata. Mas pelo menos eu fique envolvida e sensibilizada com “Juno” (pelo menos o quanto pude no meio do zumzumzum do bate-papo). E ponto.

Feb 21

Fases do Eclipse total da Lua

Ontem foi dia de eclipse total da lua e eu, como “fã” de eventos astronômicos, não podia perder. O último eclipse lunar que assisti, foi no Rio, no Arpoador. Carioca é animado pra essas coisas e o eclipse até ganhou uma salva de palmas. E nem era um eclipse total! Para não deixar por menos, o Celo resolveu organizar um Lual do Eclipse aqui.

Lual do Eclipse!!

O Lual foi ótimo, pq apareceu uma galera com violão, com que o Celo ficou conversando e curtindo, o que me deixou livre para fazer o que eu gosto nesses eventos: apreciar e tirar fotos! Com muito esfoço e paciência e pouco equipamento, consegui essas imagens das fases do eclipse aí em cima. Dá pro gasto :). Outra fotos - do eclipse, do lual e das minhas brincadeiras com tripé, iso e velocidade da máquina, aqui.

Multi-mulher

O engraçado foi, chegar em casa e descobrir que do nosso quintal dava pra ver melhor o eclipse que na praia! :-p Isso pq aqui é mais escuro e a praia tava bem iluminada o que prejudica um pouco a observação. Mas de qq forma, valeu!

A lua saindo do eclipse, vista aqui de casa

Ps.: Comentários nas minhas fotos por favor! Gosto de comentários! :-p

Feb 18

E de repente Vila Velha começa a se engraçar e ganhar ares de cidade de verdade… Sábado, voltando do supermercado estava rolando “mô” movimento na Praia. Isso por que tinha “Cinema Vivo na Praia” e Show na praia - “Luau da Contagem da Kibon”. Impressionante! Dois eventos na praia no mesmo dia! Normalmente lá pelas 9hs já não tem quase ninguém na praia… O povo aqui é paradão. Mas sábado foi uma noite muito legal!

Eu, Celo e um amigo fomos ao tal “Luau da Contagem” da Kibon. “Da contagem” pq era a contagem para acabar o horário de verão e aproveitar a noite mais longa do ano. O motivo achei besta… Mas o que importa, não? Importante é que teve Show com o Bloco Bleque - banda aspirante a “Funk como le gusta” e “Orquestra Imperial” daqui. Qualidade do som não foi 100% mas valeu. Algumas versões de músicas pop com samba ficaram ótimas, como “Flores” dos Titãs.

O Show contou com as participações do Claudio Zoli e Gabriel o Pensador. O Claudio Zoli foi meio xoxo.. Divertido, mas não levantou a galera. Mas já quando o Pensador entrou no palco… Ele cativou todo mundo, fez rima de improviso, brincou com a platéia. Ganhou a noite.

No final das contas, finalmente fiquei feliz que aconteceu alguma coisa de diferente e animada nessa cidade. Só o público que precisa se animar mais mesmo… Eu fico doida com o povo daqui que não dança, não pula nos Shows. Esse foi até mais animado, mas só algumas partes… No geral foi um monte de gente parada e eu e mais uns doidos sambando, pulando e gritando. Bom, mas já é um começo :).

Feb 18

Figo Feliz
Figo e sua cara de feliz!

Novas fotos dos membros quadrúpedes da Família Lima Sved nas minhas fotos no flickr :) Comentários sobre como são lindos e bem tratados os nossos bichinhos são bem vindos :-p

Feb 11

Fruttare de manga

Comendo meu Fruttare de manga hoje, me dei conta da frase que vem impressa no verso da embalagem:

“Você sabia que Kibon Fruttare tem frutas 100% naturais?”

Ufa! Que alívio! Seria péssimo comer um picolé com frutas 70% naturais e 30% de plástico. Obrigada Kibon :-p

(Ah esses publicitários….)

Feb 11

Sweeney Tod

Eu gosto do Tim Burton. Ao contrário de muita gente, acho que a versão dele de “A Fábrica de Chocolate” é melhor que a primeira. Gosto de “O estranho mundo de Jack”, “A noiva cadáver” e “Edward mãos-de-tesoura”. Já tó até ouvindo alguém dizer “Ai, esse cara é muito EMO”. Mas começo a achar que mais chatos que os EMOs é esse pessoal que deu pra rotular tudo de EMO. Bom, mas estou me desviando do assunto. Na sexta-feira fui assistir Sweeney Tod - O barbeiro demoníaco de Fleet Street. A idéia toda é meio estranha e só podia vir do Tim Burton mesmo: uma história de um serial killer em formato de musical. Mas hein?! Pois é, esquisito, muito doido e muito bom! Tim Burton e Jonnhy Deep, com auxílio de um ótimo elenco coadjuvante, fazem essa formula doida funcionar muito bem. E pode ser que haja quem diga que há sangue demais no filme. Pois eu acho que até nisso Tim Burton é genial, o sangue dele parece tinta mesmo. Assim como todo o cenário do filme parece um cenário dos filmes de stop motion que ele costuma fazer. E até os atores meio que se parecem com personagem stop motion. Tudo isso cria um ambiente marca registrada de Tim Burton.

E Jonnhy Deep está genial pra variar. A única coisa que deixou uma certa estranheza (para mim e para o Celo pelo menos) é que os personagens desse filme são maus mesmo. Maus feito pica-paus. Pode ser pura falta de costume nossa (minha e do Celo) mas já estavamos acostumados ao personagens esquisitões mas adoráveis do Tim Burton. O personagens de Sweeney Tod são esquisitões, humanos e perversos. O Celo ficou mais impressionado com isso. Eu achei que fazia parte da forma de contar a história. Sweeney Tod é uma história macabra, negra - mas com uma mensagem simples no final: “nenhuma maldade sai impune”. No final, o ódio e o amor cegos dos personagens são seu pior castigo.

Resumindo, eu gostei e recomendo. Mas vá ao cinema de cabeça aberta. Na nossa seção, só eu e Celo rimos das excelentes piadas macabras que surgem no meio do filme. Como a cena em que os personagens percebem que podem usar suas vítimas para rechear suas tortas. Só eu e o Celo rindo no cinema. Acho que o povo que nos acompanhou não sabia o que foi assisitir. E não gostou. Pior pra eles, só sairam perdendo :-p.

Feb 11

Hilal Sami Hilal

O Espírito Santo é carente de espaços culturais. Mas dos poucos que conheço por aqui, o meu favorito é o Museu da Vale do Rio Doce. Fica lá na outra ponta de Vila Velha, quase Cariacica. É uma estação ferroviária antiga, à beira mar que foi transformada em Museu e que sempre tem ótimas exposições.

A última é a exposição “Seu Sami” do artista Hilal Sami Hilal. Foi uma das que mais gostei de prestigiar por lá até hoje. A exposição é dividida em 3 partes. O que já é diferente pois normalmente as exposições usam o grande espaço do galpão e só. Hilal dividiu o galpão em 2 espaços separados. A terceira parte fica no prédio principal da estação. O segundo espaço é o mais interessante, onde ele usou a dimensão do Galpão e a entrada para reforçar sua mensagem. Entrar no Galpão é uma experiência. E fiquei com pena que só pude vivê-la uma vez. E eu estava tão distraída… :) Mas não tem jeito, depois da primeira vez, você pode sair e entrar quantas vezes quiser que a experiência não será mais a mesma.

Para acessar a segunda parte da mostra, você tem que entrar na maior parte do galpão passando por umas cortinas pretas para um salão escuro. É isso mesmo, no começo todo mundo fica na dúvida, “É por aqui mesmo?”, “Não estou vendo nada”. Mas quando você finalmente consegue entrar, fica parado ali no escuro até perceber as duas pontas iluminadas do galpão (é um galpão bem comprido), com estruturas de papel e fibra de algodão penduradas e espelhos em cada ponta do Galpão. As estruturas leves, a luz e os espelhos finalmente te permitem “sair da escuridão”. Um lado Hilal chamou de “a dor” e o outro de “o amor”. Parado na escuridão, no meio do nada, você percebe que seja qual o lado que você escolher (amor ou dor), ele é melhor que ficar sozinho no escuro.

A exposição tem toda uma referência ao pai de Hilal, que morreu quando ele tinha 12 anos. Toda a exposição trabalha com a idéia de memórias, tempo, sensações. Eu gostei muito e recomendaria a exposição se eu conhecesse alguém que se interessasse por isso por aqui :-p.

Feb 11

Para a minha felicidade e alívio as operadoras de celular e seus eventos culturais estão se lembrando que o Espírito Santo - esse buraco esquecido entre Rio e Minas - existe. Depois da segunda edição do Tim Festival ano passado, este ano a Vivo trouxe o “Eu vivo Cinema” para a Praia da Costa.

Não é a mesma coisa que a edição carioca que costumava passar filmes diferentes e ter um grande espaço no Jôquei no JB. Mas já é um começo. A programação tá aqui . Eu só dei uma passada lá no primeiro dia, mas nesta semana e no finde, vou ver se assisto “Eu sou a lenda” (que vai passar na quarta e não está na programação) e quem sabe “Rocky Balboa” no sábado para ir me preparando para o novo filme do Rambo que o Celo já disse que vai querer ver no cinema (eu não, mas fazer o quê?).