Achei uma doida que é tão doida por gatos quanto eu - ou mais ainda :). Ela fez um site dedicado aos seus gatos e suas histórias e tem fotos lindíssimas de gatinhos no Flickr.
Eu acho que seria muito mais divertido se A era do gelo 2 se chamasse A era do degelo. Casaria bem com o subtítulo original em inglês: meltdown. Mas vai ver eles acharam que a palavra degelo é muito intelectual para o título de um filme de animação :-p.
Tudo bem, esta é novidade velha. Este texto atribuído ao Antonio Prata já deve ter rodado o e-mail de todo mundo umas duas vezes. Mas eu tive que postar aqui por que ele é simplesmente o melhor texto que eu li nos últimos tempos!
Em tempo: Tem destino mais meio intelectual, meio de esquerda que Jericoacoara? Se bem que agora acho que Antônio Prata diria que ela já foi descoberta pelos pobres de rider…
Se bem que eu não vi nenhum restaurante servindo petit gateau de sobremesa.
As muitas reclamações dos fãs de Harry Potter sobre a edição e tradução da Rocco são muito justas. Eu não acreditei quando cheguei na página 327 e li um diálogo onde o Rony chama o Harry Potter de Jerry!!! Como assim?? Por um momento cheguei a pensar que fosse parte da história, que naquela hora o menino estaria tomado por algum feitiço ou coisa assim.. Mas o negócio foi um typo feio mesmo. Algumas páginas finais estão muito mal impressas e muitos textos estão tortos nas páginas. É para reclamar mesmo, já que o livro chegou custando R$ 60,00! E a capa nem é tão bonita quanto a edição inglesa.
Em Jeri finalmente terminei o livro Freakonomics. Eu começei a ler o livro na maior empolgação, mas depois ele foi ficando repetitivo. Todos os capítulos abordam um determinado problema pelo ponto de vista econômico. Tudo bem, disso eu já sabia… mas acontece que em determinado momento você passa a se entediar com tantos dados que para o Brasil não fazem a menor diferença, como o índice de desenvolvimento escolar das crianças negras nos EUA. E no final das contas, na maioria dos capítulos a conclusão é o que o bom senso diria. Continuo achando interessante a luta travada pelo Steven Levitt contra a tal sabedoria convencional, mas o livro, em certo ponto, começa a ficar chato mesmo.
E se eu demorei um pouco para terminar Freakonomics compensei lendo em 4 dias o sexto livro do Harry Potter - Harry Potter e o enigma do príncipe. E a cada livro que eu leio da J.K. Rowling sobre o bruxinho, mais eu acho ridícula a acusação de que o personagem estimularia o consumismo nas crianças ou que traria qualquer outro tipo de prejuízo como foi alegado na Inglaterra alguns anos atrás. Os livros são bons! Divertidos, bem escritos e cheio de lições de moral. Ótima literatura juvenil na minha opinião. Daria a coleção inteira aos meus filhos em o menor problema.
O único problema é que o final do sexto livro deixa você alucinado para ler o sétimo (e provavelmente último) livro da série. Mas para isso eu vou ter que esperar mais de um ano! Yaikes!
Atenção: Spoiler do sexto livro nos comentários… Se você não quer saber quem morreu no final, é melhor não clicar…
Domingo - 26/03/2006
É, as férias vão acabando… Pelo menos as do Celo, pois na segunda ele já volta a trabalhar. Será que a Higicaixas vai estar lá inteira? :-p Eu ainda tenho mais uma semaninha de médio descanso… Médio, pois tenho alguns freelas para resolver esta semana. Well, well, não podia durar pra sempre né?
Sábado - 25/03/2006
O nosso vôo de volta tinha escala em Natal e conexão no Rio. O negócio é que a conexão era com pernoite - o que na linguagem da Varig significa que você desembarca as 20:45 e só vai embarcar de novo as 6:30 da manhã seguinte. Neste meio tempo tem que se virar para arrumar um lugar para dormir no Rio. Felizmente isso não é problema para nós (o que não sei se foi verdade para outros passageiros que poderiam estar na mesma condição). Na verdade, foi ótimo, porque por conta deste vôo com pernoite conseguimos jantar com nossos pais e irmãos no Porcão. Foi uma celebração adiantanda do aniversário de 30 anos do Marcelo (04/04). O jantar foi ótimo, pena que eu não estava com a mínima fome.
Mas uma coisa engraçada aconteceu também no Porcão. (Sábado tinha começado meio estraho, então tinha que terminar assim também). Enquanto estavamos lá, sentandos entre picanhas e cupins, conversando e curtindo a noite, começou a chegar um monte de gente muito arrumada. Mas arrumada mesmo, de longo e penteado (no caso nas mulheres) e ternos (no caso dos homens). Logo depois chegou o ponto alto da festa: um casal de noivos. Com direito a vestidão branco com véu e traje completo para o noivo. Era uma festa de casamento na churrascaria! Os noivos entraram juntos, foram filmados, e receberam palmas. Depois todo mundo sentou para comer uma picanha… Estranhíssimo! Não que eu seja tradicionalista. Eu mesma não casei oficialmente e nem usei branco na minha festa (também nada formal). O estranho é usar todos os aparatos do casamento formal num lugar tão informal quanto uma churrascaria! Bom, mas cada um faz seu casamento do jeito que gosta né? Na verdade acho que o maior problema desse casamento era que nem o noivo e nem a noiva estavam com cara de muito felizes.
Dormimos na casa da minha mãe, que (como ouvi certa vez) fica 20min mais perto da Europa - ou neste caso do Espírito Santo. Ficando na Ilha eu poupei para o Marcelo uns 30 min de meu mau humor matutino :).
Sábado - 25/03/2006
As 5:30 da manhã desembarcamos na rodoviária de Fortaleza. Pegamos um táxi até uma Pousada que tinhamos visto na internet no dia anterior. Já tinhamos ligado para verificar o preço e parecia tudo certo… A não ser o detalhe da disponibilidade de quartos. Esquecemos de perguntar se a Pousada tinha quartos vagos e então demos com a cara na porta (mas também quem dá todas as informações para alguém que diz que vai chegar pela manhã no dia seguinte sem avisar que não tem vaga???). O taxista, que era evangélico, disse que conhecia um outro hotel ali perto. Nos levou para um tal de Baden Baden que tinha mais ou menos a mesma diária que a Pousada. Só que era um muquifo. Só que a gente só descobriu isso quando entramos no quarto e aí já era tarde demais. Na recepção o hotel parecia um hotel simples, mas razoável. Bom, mas como só precisavamos do quarto por umas horas para dormir e tomar banho nos conformamos.
Coisas engraçadas aconteceram durante nosso check in no Hotel. Enquanto eu estava preenchendo as fichas de cadastro, o Celo foi fumar lá fora. Lá estava eu escrevendo nossos dados nas fichas quando ouço o recepcionista falar, sem mais nem menos: “Que coisa feia!”. Fiquei surpresa e sem entender nada e tive que perguntar do que ele estava falando. Logo veio a resposta: “O cabra… é mais feio que a tia dele e ainda fica vivendo mentira, querendo fingir que é mulher”. Demorei alguns segundos para processar esse comentário cheio de sotaque (e preconceito) até entender que provavelemnte um travesti acabara de passar na porta do hotel. Eu estava de costa e não vi. De qualquer forma resolvi ficar quieta e continuar preenchendo as fichinhas.
Enquanto isso lá fora o taxista evangélico estava vendo com o Celo se ele queria marcar para que ele viesse nos buscar a tarde para nos levar ao aeroporto. Talvez ele até tivesse conseguido o trabaho se não tivesse mandado um “Jesus te ama” para o Marcelo. Depois do taxista ir embora o Celo disse que veio um pálio que estacionou derepente do outro lado da rua, em frente a um prédio. Dele saiu um cara tão bêbado que não conseguiu ficar parado na ladeira, e desceu cambaleando um quarteirão até perceber que a mulher já tinha entrado no prédio e que ele já estava bem distante…
Bom, depois deste começo o melhor que tinhamos a fazer era dormir, não? Subimos, dormimos até as 10:30. Quando finalmente descemos para dar uma passeada pela praia e procurar um restaurante começou a chuviscar. Logo o chuvisco virou chuva forte e a gente acabou almoçando no Habib´s mesmo, que ficava ao lado do hotel. Para melhorar um colégio tinha resolvido fazer algum tipo de comemoração na lanchonete e o lugar estava cheio de crianças (muito) barulhentas. Comemos e voltamos para o hotel para arrumar tudo e ir para o aeroporto.
Bye bye Fortaleza. Nem deu pra te conhecer, mas sinceramente nem fiquei tão curiosa assim. Quem sabe na próxima?
Sexta - 24/03/2006
Depois que deixei o Albergue, onde estava acessando à internet, voltei para a Pousada. O Celo ainda estava deitado, descansando. Tinha melhorado só um pouco. Decidimos dar um tempinho e depois sair para almoçar.
Primeiro tentamos a creperia Naturalmente, sugerida pelo Sansão e pela Mônica que conhecemos aqui. Fechada. Depois tentamos o Carcará, restaurante tradicional daqui. Este não estava fechado, mas quando chegamos lá não apareceu uma viva alma para nos atender e então desistimos também. Acabamos indo no Mel & Canela, restaurante de comida natural e exótica (é assim que eles se chamam) que nos foi recomendado também pela Mônica. E finalmente conseguimos um lugar para comer. O lugar é uma graça, simples mas bem decorado, muito agradável. Eu e Celo tomamos um suco energizante (goiaba, uva e kiwi) que nos fez bem. Estavamos precisando depois de todo o mal que aquela carne maldita causou.
O Celo comeu uma saladinha e eu comi um peixe com mel & canela. Tudo muito gostoso. Depois passeamos pela cidade, tomamos um sorvetee demos uma passada rápida no Sky. Voltamos para a pousada para arrumar as malas e ainda ter tempo de voltar no começo da noite para o Sky.
Eu ainda não estava em sentindo 100% e então não tive a menor vontade de comer lagosta. É… Acabei não comendo nem uma lagostinha, nem um camarãozinho nesta viagem… O máximo de carne marinha que eu vi foi o peixinho com mel e canela do almoço.
C´est la vie… Mas eu volto e dai vou me encher de frutos do mar, ah vou!
No final da noite era hora de pegar a jardineira. Bye bye jeri. Até mais, até a volta!
Sexta - 24/03/2006
Hoje é o nosso último dia de Jeri. O Celo acordou passando mal e ficou na cama enquanto eu vim aqui acessar à internet. Bom, vamos tentar aproveitar o que der deste restinho de viagem. Pegamos o ônibus para Fortaleza as 22:30 e chegamos lá por volta das 5:30 da manhã. Devemos pegar um hotel baratinho só para poder tomar banho e descansar um pouco. Se o tempo permitir vamos dar uma volta pela cidade antes de pegarmos nosso vôo para o Rio as 16:40.
A viagem foi curta, mas valeu. Mesmo com chuva Jeri é linda e é uma cidade com um charme único.Eu e Celo já dissemos que um dia voltamos aqui durante a temporada de sol :).
Quinta - 23/06/2006
Hoje pela manhã pegamos um bugre (é bugre ou buggy? - por aqui é buggy, mas no Rio sempre ouvi bugre) e fomos passear pelas Lagoas Azul e do Paraíso. A chuva deu uma trégua e saímos com sol semi-encoberto.
O casal que foi conosco era muito estranho (o bugre tem lotação de 4 pessoas). Era um gringo e uma menina que parecia ser de Fortaleza ou algum outro lugar do Nordeste. Eles não se falavam muito (pelo menos não na nossa frente) e o cara foi no banco da frente sem se importar se a menina estava bem atrás ou não (atrás a gente vai sentado em cima da traseira do bugre segurando na carroceria do carro). Eu e Celo ficamos nós perguntando se ela era garota de programa ou não. Vai ver são só um casal muito estranho mesmo, ou estavam meio brigados, vai saber. Mas que eles eram estranhos, eram…
O passeio começa pelas dunas de onde dá para ver a bela vista das Lagoas. Eu me recusei a descer a primeira duna. Era muito alta e a antecipação - nós paramos antes da descida para tirar fotos - só aumentou o meu medo. Desci a pé mesmo. Os italianos que estavam em outro bugre e tinham descido na nossa frente ficaram me sacaneando. Mas eu tinha a perfeita desculpa que iria tirar uma foto do bugre descendo a duna :).
Depois desta descida tiveram mais duas que eu tive que encarar. Até porque não teve aviso antes destas. Não foi tão ruim mas o meu estômago sobe até o céu da boca nestas ocasiões.
De qualquer forma chegamos ilesos a Lagoa Azul, nossa primeira parada. O lugar é realmente lindo. A lagoa ainda não estava totalmente cheia. Estava uns 5 a 7 metros abaixo do seu nível, creio eu. Mas mesmo assim dava para mergulhar e aproveitar as águas transparentes. Vi uns 3 peixinhos e o guia disse que a Lagoa dá uns peixes grandes. Um chama-se tucunaré, se me lembro bem. Esqueci o nome do outro, mas acho que começava com A.
Passamos uma hora por lá mais ou menos. E neste tempo uma enorme nuvem preta foi se chegando como quem não quer nada.. Resultado: fizemos o caminho para a Lagoa do Paraíso debaixo de chuva. Mas isso nem foi ruim. Na verdade, eu achei até muito gostoso tomar banho de chuva. Que diferença faz? Eu já estava molhada mesmo!
A Lagoa do Paraíso é bem maior e tem mais estrutura. Paramos numa pousada que oferece barracas, cadeiras, redes.. Uma delícia. Claro que deve ser bem melhor com sol, mas já que nós estavamos aqui o negócio era aproveitar. A chuva deu um tempinho mas logo depois voltou a cair. Nós resolvemos almoçar no restaurante da Pousada. Grande erro. Erro maior ainda foi pedir o filé a caçador que veio bem mais ou menos. Mais uma vez eu fiquei na vontade de comer camarão. Ai, ai…O amor exige sacrifíos não? :-/
Na volta vimos duas águias lindas. Passamos pelos campos de edelweiss cearenses - flor que nasce na areia (este foi o apelido que eu e Celo demos ao vastos campos de florzinhas brancas que nascem por aqui). É muito bonito ver campos tão verdes aos pés das dunas. É uma paisagem que você não espera ver no meio de tanta areia.
Chegamos na pousada quebrados com o pula-pula do bugre. E para melhorar o diabo do filé caiu muito mal para mim e para o Marcelo. Eu passei mal ontem a tarde e ele está de cama hoje de manhã. De qualquer forma não perdemos muito porque ontem no final da tarde a chuva resolveu cair de verdade e mesmo se quisessemos não ia dar para sair.
O lado ruim é que eu estou morrendo de vontade de conhecer alguns restaurantes ainda, e se não melhorarmos, nem vale a pena gastar dinheiro com comida :(.
1. Que o céu daqui é muiiiito estrelado. Dá para identificar vááárias constelações, ou pelos menos as que eu me lembro do curso de identificação do céu que fiz no Planetário em 2004.
2. Já disse que a cidade é cheia de gatos. O que eu esqueci de dizer é que (obviamente) já fiz amizade com dois. A pousada tem uma fêmea branquinha e peluda que sempre aparece no café da manhã pedindo comida. E a noite aparece uma malhada, que inclusive está com uma cria de quatro gatinhos ao lado da churrasqueira. Ontem apareceu um terceiro gato, esse ainda muito filhote, 1 mês e meio mais ou menos. Mas o bichinho é muiiiito bravo e não deixa ninguém chegar perto dele. Está muito assustado o pobrezinho. Hoje pela manhã fiquei tentando dar leite a ele, à distância usando uma folhinha porque senão o bichinho é capaz de retalhar o meu pé inteiro!
3. Libélula aqui se chama cabra-cego. E o provável motivo de terem tantas é que elas comem moscas. Com tanta comida disponível é de se esperar que elas procriem fácil.
4. O banheiro do nosso quarto tem teto solar. É isso aí. Acima do chuveiro o teto é aberto. Eu achei isso o maior barato. Ontem tomei banho vendo 2 estrelas. O Celo acha doideira, inclusive porque quando chove dá para tomar banho sem ligar o chuveiro :).
Quarta 22/06/2006 - Noite
Para aguentar ficarmos acordados até tarde voltamos para a Pousada depois de duas cervejinhas no Sky. Tomamos um banho e deitamos para descansar de dormir. Quarta é dia de forró. A gente não saiu na terça pois não aguentou ficar acordado. E depois da recomendação do Sansão a gente tinha que ir no tal forró :).
Saímos a meia-noite da Pousada e rumamos para o Sky. Infelizmente o Forró não é ao vivo, o que seria muito mais legal, mas deu pra dançar. O engraçado é ver a gringada se arriscando no arrasta-pé. Como diz o Celo é um molejo de coqueiro ao vento.
Depois de dançar e rodar um pouco paramos no Planeta Jerii (com dois is mesmo) para tomar uma bebida. O dono do lugar se chama Itamar e é um negão de Fortaleza muito figura. Nesta noite ele tinha como ajudante um inglês mais figura ainda que tinha acabado de chegar e já estava metido dentro do bar ajudando Itamar a preparar os drinks. Se é que se pode chamar o que ele estava fazendo de ajuda. No tempo que estavamos lá ele quebrou um copo, quase cortou um dedo enquanto abria uns limões para uma caipirinha e estava pra lá de Bagdá. O Edward (o inglês) nos contou que ele já trabalhou como barman na Inglaterra e queria aprender mais do ofício aqui no Brasil. E que os drinks brasileiros eram muito mais intessantes que os gin and tonics que ele preparava nos pubs onde trabalhou. Já o Itamar nos contou uma história diferente e disse que estava interessado numa amiga do inglês, então deixou o doido no bar pois assim ele sabia que a amiga voltaria. Eles tinham combinado que ele seria instrutor de forró dela. Então as 3hs ele fechou o bar e foi tomar um banho para voltar cheiroso e dar aulas de forró para a griga :).
A essa hora decidimos voltar para a Pousada. No dia seguinte tinhamos marcado um passeio até as lagoas Azul e Paraíso e precisavamos acordar antes das 8hs. Demos bye bye ao Edward (que a essa hora já estava muiiiito mais pra lá de Bagdá) e seguimos nosso caminho.
Quarta 22/06/2006
Depois de deixar o cybercafé fomos almoçar em um restaurante que nós foi recomendado por aqui: Sabor da terra. Dizem que é muito bem servido e muito gostoso também. O frustante foi ter que deixar passar o prato de lagosta a R$ 35,00 (para duas pessoas!) por não ter com quem dividir. O Marcelo quis comer a picanha argentina que veio muito gostasa e bem servida. De qualquer forma já resolvi que não saio daqui sem comer lagosta! Nem que tenha que comer um prato para dois só eu!
Depois do almoço o tempo já tinha melhorado e fomos fazer o passeio a cavalo para a Pedra Furada. A Pedra Furada é sítio turistico mais perto daqui. Dá até para ir à pé, mas achamos que ir de cavalo seria mais divertido.
Pegamos 3 cavalos brancos. Um para mim, o menorzinho que se chamava Poney. Um para o Celo, bem maior para aguentar aquele homem todo
e que se chamava Asa Branca. E o do Guia, Paulo. Paulo era o Guia, o cavalo não tinha nome.
O passeio começa pela praia e depois pegamos um morro, que nesta época está verdinho coberto de grama. A vista é linda. Andar a cavalo não é difícil, mas é preciso um certo costume. Sendo da cidade, confesso que senti falta de um cinto de segurança :). Mas o Poney era muito bonzinho e aos poucos fomos nos entendendo. O Marcelo é que teve mais dificuldade para se entender com o Asa Branca.
A certa altura no passeio chegamos a um gramado plano e deu até para arriscar uma corrida. Corrida breve, porque era só o cavalo começar a se empolgar que eu ficava com medo e puxava o arreio. É difícil se equilibrar com o cavalo correndo! No caminho vimos jumentos, vacas e até bodes. O povo aqui cria esses bichos soltos, é muito doido.
Com uns 20 minutos de cavalgada paramos e amarramos os cavalos. O resto do caminho teríamos que fazer à pé. Descemos o morro e chegamos à Pedra Furada. O lugar é muito legal. A Pedra Furada é uma enorme formação de pedra com um buraco no meio (e precisava explicar?). O lugar todo é cercado de pedras. Muito gostoso para ficar e relaxar. Não que eu tenha feito muito isso, já que fiquei andando e tirando várias fotos. Depois seguimos mais a frente para ver o tal aquário, que é um buraco de 1.30 de profundidade que costuma abrigar vários peixes durante a maré baixa. Mas como chegamos lá a tarde, na maré cheia os peixes já tinham ido embora. O Celo aproveitou para dar uma mergulho. Eu preferi ficar seca para não morrer de frio :). E a essa altura eu percebi que tinha esquecido a mochila com dinheiro, documentos e chaves na Pedra Furada! Voltei correndo e no caminho encontrei o vendedor de bebidas vindo com a minha mochila. Se ele estava trazendo ou levando a mochila, nunca vou saber. Mas pelo não fiquei no prejuízo.
Na volta subimos todo o caminho de volta e pegamos os cavalos novamente. Passamos por um bezerrinho, cuja mãe ficou prestanto atenção na gente o tempo todo enquanto passavamos. Os chifres dela estavam preparados caso nos desse vontade de comer vitela… Continuamos nosso passeio e na volta fizemos um caminho diferente, descendo parte do morro e passando pelas dunas.
Depois de descer dos cavalos com as costas e pernas doendo (você acha que andar a cavalo é mole?!) passamos no Sky, o barzinho a beira-mar super charmoso daqui para tomar uma cervejinha e descansar.


