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Bem que eu tentei mas não estou conseguindo atualizar a foto da seção aí do lado de jeito nenhum (antiga coluna “em outro lugar” no meu antigo Blog que tinha fotos) … Não sei qual o problema, mas parece que meus ‘queridos leitores’ :-p vão ter que aturar as tartarugas por algum tempo ainda.
As necessidades de um gato siam?s
O siam?s ? um gato muito agitado que precisa de muito exerc?cio e espa?o para brincar. O Spot n?o ? diferente. Infelizmente n?o temos muito espa?o para ele correr, mas damos o jeito que d? com ratinhos mi?dos e bolinhas para ele se divertir.
Al?m de agitado, o siam?s ? um gato muito inteligente e comunicativo. Hoje eu cheguei, cansada da minha caminhada e vim direto pro computador com o intuito de atualizar isto aqui com as hist?rias das minhas f?rias. Todas as luzes da casa estavam apagadas exceto a luz do escrit?rio. O Spot estava na sala e daqui a pouco eu ouvi o pestinha enfiando as unhas no sof?. L? fui eu correndo pra sala. Quando cheguei l? ele estava sob a mesa e ficou me olhando. Sem conseguir pegar o infrator no flagrante, voltei para o escrit?rio. Alguns minutos se passaram e l? vem o barulho de unhada no sof? de novo. Corri novamente para a sala, mas desta vez, ao inv?s de s? me olhar, o Spot pulou nas minhas pernas para deixar bem claro o que ele queria: brincar!
Eu me divirto com a perspic?cia desse gato. Apesar de ser um pestinha, ele aprendeu muito r?pido e muito bem que n?o podia afiar as unhas no sof?. Mas aprendeu tamb?m que para chamar nossa aten??o ? s? transgredir essa regra. Nada que meu sof? n?o aguente.
Andan?a [27.06 - sexta]
Sexta-feira ? o dia que a empregada vem transformar a bagun?a que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresent?vel. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure at? umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extens?o em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir at? a PUC para depois caminhar at? o Jardim Bot?nico.
O Jardim Bot?nico ? um dos lugares mais agrad?veis do Rio. D? para ficar horas caminhando por l?, observando as plantas, vendos os p?ssaros, esquilos e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi tr?s tucanos, fui rodeada de borboletas, vi v?rias galinhas esquisitas (um p?ssaro que tem aos montes no Jardim Bot?nico agora e eu n?o sei o que ?…). Um programa muito relaxante e saud?vel.
Depois de visitar o Orquid?rio, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa sa?de? Andando, ? claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! S? que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. ? muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.
Contrastes [26.06 - quinta]
Minha programa??o para quinta de manh? era passear pela Lagoa aproveitando o ar livre. Mas em fun??o de um convite para um almo?o no centro, resolvi mudar meu itiner?rio. Vesti minha blusa vermelha estampada com uma girafinha sorridente, minha cal?a cor??rio creme e meu t?nis vermelho e ?s dez horas da manh? peguei o metr? para o Centro sem saber muito bem que monumentos ou museus eu iria visitar desta vez. Saltei na Carioca e fui caminhando em dire??o ? Primeiro de Mar?o com a inten??o de visitar o CCBB.
Mas quando cheguei ao final da Sete de Setembro, vi uma enorme faixa no Pal?cio de Tiradentes anunciando uma exposi??o fixa por l?. Decidi mudar mais uma vez minha programa??o, j? que nunca tinha entrado naquele Pal?cio. Subi as escadarias que d?o acesso ? enorme constru??o atravessei o enorme portal e, como todas as outras pessoas que estavam por l?, passei pelo detector de metais. Mas diferente das outras pessoas que estavam por l?, ele come?ou a apitar. ? claro que eu estava carregando minha enorme mochila e, ? claro que meu canivete estava comigo. Ele sempre est?. Mas desta vez, ao inv?s de tornar minha vida mais f?cil, ele atrapalhou. A seguran?a do Pal?cio me fez levar meu canivete at? o primeiro andar do pal?cio, preencher uma fichinha e deix?-lo l?. Pelo visto, um lugar do Rio ainda ? totalmente seguro. Se eu n?o consegui entrar com um canivete, quais as chances de algu?m entrar armado?
Voltando ? recep??o, me registrei e fui finalmente autorizada a passear pelo Pal?cio. A tal exposi??o fixa era sobre a hist?ria do Rio de Janeiro, mas meu interesse maior era fotografar o Monumento que se revelou uma constru??o bel?ssima. Ch?o de mosaico franc?s, sal?o com clarab?ia (oba! outra clarab?ia!), mov?is esculpidos em madeiras, lindas cadeiras de veludo… Tudo registrado com minha fiel amiga digital :-). Durante todo o passeio, a girafinha da minha camiseta insistia em sorrir para os ‘embecados’ que estavam por l? a trabalho. Acho que ela n?o conseguia evitar achar gra?a do contraste da minha camiseta e t?nis vermelhos com os s?rios ternos cinzas.
Depois do Pal?cio, dei um pulo r?pido no Pa?o Imperial. S? para ter um preview do que pretendo visitar na pr?xima semana, afinal j? estava quase na hora do almo?o e eu tinha que encontrar meus amigos. Almo?amos num Restaurante ?rabe perto do Largo da Carioca - muito gostoso por sinal. Mas nem pude aproveitar muito o almo?o. ?s 13:30 tive que sair correndo para meu Curso de Velas Artesanais e deixei meus amigos, que ao contr?rio de mim, estavam adiando ao m?ximo o final do almo?o. O motivo era justo, enquanto eu iria continuar aproveitanto minhas f?rias, eles tinham que voltar para o trabalho…
O curso ? em Ipanema num delicioso est?dio na Rua Bar?o de Jaguaribe. E depois de 2 horas e meia de aula, sa? com minha primeira vela
! Para finalizar meu dia, resolvi aproveitar que estava nas redondezas para conhecer o Museu da H. Stern. L? fui e minha girafinha sorridente para a chique Rua Garcia D’?vila. Depois de passar por v?rios carros importados cheguei a recep??o da loja que me encaminhou para o terceiro andar onde fica o Museu. O tour ? r?pido mas bem interessante, mostra a trajet?ria uma pedra desde o garimpo, passando pelo tratamento e polimento, at? sua inclus?o numa das maravilhosas j?ias. No final do tour encontrei um grupo de mulheres do tipo ‘peruas’ - maquiadas, de cabelo arrumado, unhas feitas, tailler e salto. Mas todo esse glamour n?o intimidou a girafinha da minha camiseta que continuava sorrindo enquanto eu mastigava meu chiclete. Embarquei no elevador junto com a peruada e fui parar no primeiro andar do pr?dio da H. Stern. Logo percebi que eu tinha ido parar num evento ‘boca livre’ da H. Stern. Conversando com uma das recepcionistas descobri que era o lan?amento da nova cole??o de j?ias. Como eu adoro j?ias, n?o me fiz de rogada e fui dar uma olhada nas pe?as - o que infelizmente, ? a ?nica coisa que eu posso fazer por enquanto. Ao contr?rio do que se poderia imaginar, eu, minha girafinha, meu chiclete e minha mochila gigante (claro que eu estava de mochila nas costas) ficamos muito confort?veis no meio da elite de consumidores da H. Stern e elas n?o pareciam se incomodar comigo tamb?m - ou ent?o estavam muito assustadas com minha presen?a por l? e preferiram n?o olhar :-p. Depois de penetrar o evento, dei uma olhada na lojinha de artesanato e tomei um sorvetinho de jabuticaba da Mil Frutas que a H. Stern oferece gratuitamente para os visitantes do Museu. ?tima pedida para terminar meu dia.
Resgate da Inoc?ncia [25.06 - quarta]
O carioca anda sendo bombardeado pela m?dia pelas not?cias de viol?ncia. Todo este estardalha?o imprimiu no carioca um medo muito grande de curtir a pr?pria cidade e lhe roubou a inoc?ncia necess?ria para admirar as pequenas (e grandes) belezas do antigo estado da Guanabara. N?o estou dizendo que o Rio esteja tranquilo, mas at? agora - tomando todos os cuidados que sempre se deve tomar numa cidade grande - minhas experi?ncia de turista no Rio tem sido bastante positiva.
O Museu Internacional de Arte Naif fica em Laranjeiras, ao lado do Corcovado, e ? um ?timo lugar para voltar a ver o Rio sob outra perspectiva. Para quem nunca ouviu falar em Arte Naif a? vai uma explica??o roubada (sem nenhuma m? inten??o
do site do Museu:
- O adjetivo na?f ? o mais empregado para o g?nero de pintura chamado tamb?m de ing?nuo e ?s vezes primitiva (no Brasil). Os artistas na?fs, em geral, s?o autodidatas e sua pintura n?o ? ligada a nenhuma escola ou tend?ncia e por isso mesmo podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. S?o chamados de “poetas anarquistas do pincel”.
O Museu n?o ? muito grande mas guarda um acervo super interessante que inclui o maior quadro de arte naif j? p?ntado que ? intutilado: “Rio de Janeiro gosto de voc?, gosto desta gente feliz”. Lia Mittarakis retratou no enorme painel de 4m x 7m muito do esp?rito carioca e da beleza do Rio. No centro da tela o Cristo abre os bra?os para mostrar a beleza dos quatro cantos de nossa cidade. Lia Mittarakis caprichou nos detalhes e d? para ficar pelo menos uns 15 minutos na frente do quadro descobrindo novos lugares na pintura. E nestes 15 minutos d? para lembrar muito bem porque a gente gosta tanto de morar aqui.
Depois de ver o Rio representado em tintas e pinceladas, fui dar uma conferida no modelo original. Nada como subir de trenzinho at? o Corcovado num fresco final de tarde para terminar bem o dia. O ar da floresta e os relances da vista do Rio por entre as brechas da mata deram um sabor especial ao passeio. O Corcovado continua lindo (assim como o Rio
e as obras feitas para incluir elevadores e escadas rolantes ficaram ?timas. A vista ? de tirar o f?lego, mesmo sem muita nitidez por causa da invers?o t?rmica. Fiquei bastante tempo andando por l? observando o Rio de v?rios ?ngulos e fotografando o Cristo (claro).
Desci no trenzinho das 6 horas. J? estava escuro e o motorista (ou ser? maquinista?) do trenzinho teve a ?tima id?ia de apagar todas as luzes e parar ao lado de uma clareira de onde pudemos apreciar a vista da Lagoa toda iluminada fechando com chave de ouro o passeio tur?stico.
De volta ao passado [23.06 - segunda]
Nesta segunda feira eu me senti como se tivesse emprestado o Delorean do Spielberg para passear no centro. A primeira parada foi h? cerca de 15 anos atr?s na Laranjada Americana na Rua do Ouvidor. Meu pai trabalhava no Ita? da Pio XV e as quando minha m?e queria ir ao centro, n?s iamos junto com ele de barca pela manh?. A parada na Laranjada Americana para tomar um refresco no copinho de metal com refil de papel em forma de cone era obrigat?ria. E eu adorava. A laranjada de l? ? a mais doce do Rio de Janeiro. E sai direto de uma torneira no balc?o, um barato. ? ?mpressionante como nada mudou. O mesmo copinho de metal, os mesmos refis de papel, a mesma laranjada tudo igual. S? o balc?o agora que j? n?o parece t?o alto…
A segunda parada foi um pouco mais ‘distante’. Mais de um s?culo. O Real Gabinete Portugu?s de Leitura ? um Oasis de sil?ncio e tranquilidade ao lado da bagun?ada Pra?a Tiradentes. O espa?o da Biblioteca n?o ? muito grande - acho que d? uns 90m2 (num chute totalmente feminino). Mas ? lindo. O tamanho n?o faz nenhuma diferen?a quando voc? come?a a observar todo o cuidado nos detalhes da constru??o. Todas as colunas s?o esculpidas, e todos os 23m de altura das paredes s?o cobertas de livros velhos (mas bem conservados). Um mezanino com o ch?o todo trabalhado circunda toda a sala. E no topo, para deslumbrar ainda mais os visitantes, uma linda clarab?ia que empresta a luz do sol para iluminar este templo de leitura. Fiquei muito tempo por l? e tirei algumas boas fotos. E para voc?s n?o acharem que eu estou exagerando na descri??o do lugar, um grupo de fot?grafos tamb?m estava por l? registrando a beleza arquitet?nica do gabinete. A ?nica coisa que entregava que eu ainda estava em 2003 eram os computadores usados por alguns usu?rios para fazer buscas pelos exemplares dispon?veis para pesquisa.
A esta altura eu j? estava com fome e voltei um pouco para o futuro - mas n?o muito - uns 6 anos mais ou menos, e fui parar na Confeitaria Colombo. O lugar mant?m o mesmo charme de quando servia de ponto de encontro para as Madames que faziam compras na Rua do Ouvidor. O caf? que fica no primeiro andar fica num sal?o lindo decorado com espelhos de moldura esculpida em Jacarand?. A luz da clarab?ia passa pelo v?o do mezanino onde fica o Restaurante (eu j? mencionei que adoro claraboias?). E o melhor, a comida ? ?tima e muito bem servida. Comi uma “Nossa Ceasar” que ? a famosa ceasar salad com alguns toques diferentes como o frango desfiado e o molho que mistura alcaparras, laranja e vinagre. Uma del?cia!
Depois do almo?o voltei para o futuro e fui passear pelas ruas do Saara. O que tamb?m foi bem divertido. Mas a ‘vida de antigamente’ deixou um gostinho de quero mais….
…
Eu bem que tentei atualizar este blog durante a semana. Mas em duas vezes meu blog estava sendo migrado para o novo modelo pelo pessoal do blogger.com e a? ficou dif?cil. Principalmente por que sentar ao computador ? uma das coisas que eu n?o tenho feito muito frequentemente nas minhas f?rias.
Eu bem que tentei atualizar este blog durante a semana. Mas em duas vezes meu blog estava sendo migrado para o novo modelo pelo pessoal do blogger.com e aí ficou difícil. Principalmente por que sentar ao computador é uma das coisas que eu não tenho feito muito frequentemente nas minhas férias.
O siamês é um gato muito agitado que precisa de muito exercício e espaço para brincar. O Spot não é diferente. Infelizmente não temos muito espaço para ele correr, mas damos o jeito que dá com ratinhos miúdos e bolinhas para ele se divertir.
Além de agitado, o siamês é um gato muito inteligente e comunicativo. Hoje eu cheguei, cansada da minha caminhada e vim direto pro computador com o intuito de atualizar isto aqui com as histórias das minhas férias. Todas as luzes da casa estavam apagadas exceto a luz do escritório. O Spot estava na sala e daqui a pouco eu ouvi o pestinha enfiando as unhas no sofá. Lá fui eu correndo pra sala. Quando cheguei lá ele estava sob a mesa e ficou me olhando. Sem conseguir pegar o infrator no flagrante, voltei para o escritório. Alguns minutos se passaram e lá vem o barulho de unhada no sofá de novo. Corri novamente para a sala, mas desta vez, ao invés de só me olhar, o Spot pulou nas minhas pernas para deixar bem claro o que ele queria: brincar!
Eu me divirto com a perspicácia desse gato. Apesar de ser um pestinha, ele aprendeu muito rápido e muito bem que não podia afiar as unhas no sofá. Mas aprendeu também que para chamar nossa atenção é só transgredir essa regra. Nada que meu sofá não aguente.
Sexta-feira é o dia que a empregada vem transformar a bagunça que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresentável. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure até umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extensão em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir até a PUC para depois caminhar até o Jardim Botânico.
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis do Rio. Dá para ficar horas caminhando por lá, observando as plantas, vendos os pássaros e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi três tucanos, fui rodeada de borboletas, vi várias galinhas esquisitas (uma ave que tem aos montes no Jardim Botânico agora e eu não sei o que é…). Um programa muito relaxante e saudável.
Depois de visitar o Orquidário, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa saúde? Andando, é claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! Só que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. É muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.
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Bem que eu tentei mas não estou conseguindo atualizar a foto da seção aí do lado de jeito nenhum… Não sei qual o problema, mas parece que meus ‘queridos leitores’ :-p vão ter que aturar as tartarugas por algum tempo ainda.
O siamês é um gato muito agitado que precisa de muito exercício e espaço para brincar. O Spot não é diferente. Infelizmente não temos muito espaço para ele correr, mas damos o jeito que dá com ratinhos miúdos e bolinhas para ele se divertir.
Além de agitado, o siamês é um gato muito inteligente e comunicativo. Hoje eu cheguei, cansada da minha caminhada e vim direto pro computador com o intuito de atualizar isto aqui com as histórias das minhas férias. Todas as luzes da casa estavam apagadas exceto a luz do escritório. O Spot estava na sala e daqui a pouco eu ouvi o pestinha enfiando as unhas no sofá. Lá fui eu correndo pra sala. Quando cheguei lá ele estava sob a mesa e ficou me olhando. Sem conseguir pegar o infrator no flagrante, voltei para o escritório. Alguns minutos se passaram e lá vem o barulho de unhada no sofá de novo. Corri novamente para a sala, mas desta vez, ao invés de só me olhar, o Spot pulou nas minhas pernas para deixar bem claro o que ele queria: brincar!
Eu me divirto com a perspicácia desse gato. Apesar de ser um pestinha, ele aprendeu muito rápido e muito bem que não podia afiar as unhas no sofá. Mas aprendeu também que para chamar nossa atenção é só transgredir essa regra. Nada que meu sofá não aguente.
Sexta-feira é o dia que a empregada vem transformar a bagunça que eu e Marcelo fazemos num apartamento apresentável. E por isso neste dia eu tenho que arrumar um programa que dure até umas 4 ou 5 horas da tarde. Como eu tinha que pegar o certificado do curso de extensão em usabilidade que fiz ano passado resolvi ir até a PUC para depois caminhar até o Jardim Botânico.
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis do Rio. Dá para ficar horas caminhando por lá, observando as plantas, vendos os pássaros e (na maioria das vezes) se perdendo ao tentar achar os lugares que tem no mapa. E foi o que eu fiz, em 3 horas de caminhada tirei 226 fotos, vi três tucanos, fui rodeada de borboletas, vi várias galinhas esquisitas (uma ave que tem aos montes no Jardim Botânico agora e eu não sei o que é…). Um programa muito relaxante e saudável.
Depois de visitar o Orquidário, decidir voltar para casa. E qual a melhor forma de voltar para casa depois deste programa saúde? Andando, é claro! Aproveitei para parar no caminho e saborear um delicioso sorvete de goiaba do Mil Frutas. Afinal eu precisava repor energias! E para guardar energias para o restante da caminhada nada melhor que outra casquinha de sorvete! Só que desta vez de manga :-).
Cheguei em casa, suada com as pernas e costas doendo, mas valeu a pena. É muito gostoso andar pelo Rio, principalmente num dia fresco como hoje.
Minha programação para quinta de manhã era passear pela Lagoa aproveitando o ar livre. Mas em função de um convite para um almoço no centro, resolvi mudar meu itinerário. Vesti minha blusa vermelha estampada com uma girafinha sorridente, minha calça corsário creme e meu tênis vermelhos e às dez horas da manhã peguei o metrô para o Centro sem saber muito bem que monumentos ou museus eu iria visitar desta vez. Saltei na Carioca e fui caminhando em direção à Primeiro de Março com a intenção de visitar o CCBB.
Mas quando cheguei ao final da Sete de Setembro, vi uma enorme faixa no Palácio de Tiradentes anunciando uma exposição fixa por lá. Decidi mudar mais uma vez minha programaçao, já que nunca tinha entrado naquele Palácio. Subi as escadarias que dão acesso à enorme construção, atravessei o enorme portal e, como todas as outras pessoas que estavam por lá, passei pelo detector de metais. Mas diferentemente do que aconteceu com as outras pessoas que estavam por lá, ele começou a apitar. É claro que eu estava carregando minha enorme mochila e, é claro que meu canivete estava comigo. Ele sempre está. Mas desta vez, ao invés de tornar minha vida mais fácil, ele atrapalhou. A segurança do Palácio me fez levar meu canivete até o primeiro andar do palácio, preencher uma fichinha e deixá-lo lá. Pelo visto, um lugar do Rio ainda é totalmente seguro. Se eu não consegui entrar com um canivete, quais as chances de alguém entrar armado?
Voltando à recepção, me registrei e fui finalmente autorizada a passear pelo Palácio. A tal exposição fixa era sobre a história do Rio de Janeiro, mas meu interesse maior era fotografar o Monumento que se revelou uma construção belíssima. Chão de mosaico francês, salão com clarabóia (oba! outra clarabóia!), movéis esculpidos em madeira, lindas cadeiras de veludo… Tudo registrado com minha fiel amiga digital :-). Durante todo o passeio, a girafinha da minha camiseta insistia em sorrir para os ‘embecados’ que estavam por lá a trabalho. Acho que ela não conseguia evitar achar graça do contraste da minha camiseta e tênis vermelhos com os sérios ternos cinzas.
Depois do Palácio, dei um pulo rápido no Paço Imperial. Só para ter um preview do que pretendo visitar na próxima semana, afinal já estava quase na hora do almoço e eu tinha que encontrar meus amigos. Almoçamos num Restaurante árabe perto do Largo da Carioca - muito gostoso por sinal. Mas nem pude aproveitar muito o almoço. Ás 13:30 tive que sair correndo para meu Curso de Velas Artesanais e deixei meus amigos, que ao contrário de mim, estavam adiando ao máximo o final do almoço. O motivo era justo, enquanto eu iria continuar aproveitanto minhas férias, eles tinham que voltar para o trabalho…
O curso é em Ipanema num delicioso estúdio na Rua Barão de Jaguaribe. E depois de 2 horas e meia de aula, saí com minha primeira vela
! Para finalizar meu dia, resolvi aproveitar que estava nas redondezas para conhecer o Museu da H. Stern. Lá fui e minha girafinha sorridente para a chique Rua Garcia D’ávila. Depois de passar por vários carros importados cheguei a recepção da loja que me encaminhou para o terceiro andar onde fica o Museu. O tour é rápido mas bem interessante, mostra a trajetória uma pedra desde o garimpo, passando pelo tratamento e polimento, até sua inclusão numa das maravilhosas jóias. No final do tour encontrei um grupo de mulheres do tipo ‘peruas’ - maquiadas, de cabelo arrumado, unhas feitas, tailler e salto. Mas todo esse glamour não intimidou a girafinha da minha camiseta que continuava sorrindo enquanto eu mastigava meu chiclete. Embarquei no elevador junto com a peruada e fui parar no primeiro andar do prédio da H. Stern. Logo percebi que eu tinha ido parar num evento ‘boca livre’ da H. Stern. Conversando com uma das recepcionistas descobri que era o lançaamento da nova coleção de jóias. Como eu adoro jóias, não me fiz de rogada e fui dar uma olhada nas peças - o que infelizmente, é a única coisa que eu posso fazer por enquanto. Ao contrário do que se poderia imaginar, eu, minha girafinha, meu chiclete e minha mochila gigante (claro que eu estava de mochila nas costas) ficamos muito confortáveis no meio da elite de consumidores da H. Stern e elas não pareciam se incomodar comigo também - ou então estavam muito assustadas com minha presença por lá e preferiram não olhar :-p. Depois de penetrar o evento, dei uma olhada na lojinha de artesanato e tomei um sorvetinho de jabuticaba da Mil Frutas que a H. Stern oferece gratuitamente para os visitantes do Museu. Ótima pedida para terminar meu dia.
O carioca anda sendo bombardeado pela mídia pelas notícias de violência. Todo este estardalhaço imprimiu no carioca um medo muito grande de curtir a própria cidade e lhe roubou a inocência necessária para admirar as pequenas (e grandes) belezas do antigo estado da Guanabara. Não estou dizendo que o Rio esteja tranquilo, mas até agora - tomando todos os cuidados que sempre se deve tomar numa cidade grande - minhas experiência de turista no Rio tem sido bastante positiva.
O Museu Internacional de Arte Naif fica em Laranjeiras, ao lado do Corcovado, e é um ótimo lugar para voltar a ver o Rio sob outra perspectiva. Para quem nunca ouviu falar em Arte Naíf aí vai uma explicação roubada (sem nenhuma má intenção
do site do Museu:
- O adjetivo naíf é o mais empregado para o gênero de pintura chamado também de ingênuo e às vezes primitiva (no Brasil). Os artistas naífs, em geral, são autodidatas e sua pintura não é ligada a nenhuma escola ou tendência e por isso mesmo podem pintar sem regras, nem constrangimentos. Podem ousar tudo. São chamados de “poetas anarquistas do pincel”.
O Museu não é muito grande mas guarda um acervo super interessante que inclui o maior quadro de arte naif já pintado que é intutilado: “Rio de Janeiro gosto de você, gosto desta gente feliz”. Lia Mittarakis retratou no enorme painel de 4m x 7m muito do espírito carioca e da beleza do Rio. No centro da tela o Cristo abre os braços para mostrar a beleza dos quatro cantos de nossa cidade. Lia Mittarakis caprichou nos detalhes e dá para ficar pelo menos uns 15 minutos na frente do quadro descobrindo novos lugares na pintura. E nestes 15 minutos dá para lembrar muito bem porque a gente gosta tanto de morar aqui.
Depois de ver o Rio representado em tintas e pinceladas, fui dar uma conferida no modelo original. Nada como subir de trenzinho até o Corcovado num fresco final de tarde para terminar bem o dia. O ar da floresta e os relances da vista do Rio por entre as brechas da mata deram um sabor especial ao passeio. O Corcovado continua lindo (assim como o Rio
e as obras feitas para incluir elevadores e escadas rolantes ficaram ótimas. A vista é de tirar o fôlego, mesmo sem muita nitidez por causa da inversão térmica. Fiquei bastante tempo andando por lá observando o Rio de vários ângulos e fotografando o Cristo (claro).
Desci no trenzinho das 6 horas. Já estava escuro e o motorista (ou será maquinista?) do trenzinho teve a ótima idéia de apagar todas as luzes e parar ao lado de uma clareira de onde pudemos apreciar a vista da Lagoa toda iluminada fechando com chave de ouro o passeio turístico.
