Se ter saudade é ter algum defeito, eu pelo menos mereço o direito de ter alguém com quem eu possa me confessar.

:-) Terceiro dia - Welcome to the jungle! O te…

Posted: October 25th, 2001 | Author: Dani Lima | Filed under: Humores de Dani Lima |

:-) Terceiro dia - Welcome to the jungle!

O terceiro dia seria o mais facil da caminhada. Teriamos mais dois picos para vencer, sendo que o primeiro fica a apenas algumas centenas de metros do nosso acampamento. Vimos um coelho selvagem perto do acampamento!

O comeco da caminhada seria subindo ate atingirmos o segundo pico da montanha onde estavamos acampados e depois seria subir e descer, subir e descer. Mas depois de encarar o desafio do Dead Woman pass eu nao imaginei que teria que encarar outro tao assustado quanto em tao pouco tempo. Umas 3 duzias de degraus muiiiito inclinados, muiiito estreitos e a beira de um precipicio enorme que deveriamos subir para chegar a uma ruina cujo nome em quechua significa: Lugar inacessivel. Se o diabo do lugar e inacessivel por que nos tinhamos que ir ate la? Depois de um pouco de histeria, respirei fundo e subi todos aqueles malditos degraus de uma vez. Engatinhando e claro. Nao tive coragem de ficar de pe nos degraus. Acho que eu nao tinha subido nenhuma escada tao rapido ate entao nesta viagem.

Felizmente o esforco valeu a pena, pois esta ruina era bastante interessante. Ficamos por la mais ou menos uma meia hora. Tirei algumas boas fotos. E entao era hora de encarar os malditos degraus de novo. Desci de bunda o mais rapido que pude! Foi um alivio chegar ao final da escada. O resto do caminho foi mais alivio ainda pois era quase todo reto atraves da mata peruana. Foi muito bonito e pude andar com bastante calma, ja que o Marcelo resolveu correr na frente para poder ser o primeiro a ver mais uma incrivel atracao no segundo ponto de encontro oficial: ‘The second Flushing toilet’ ou ‘Outro banheiro de verdade!’ em portugues! :-)
Depois desta parada tivemos que subir novamente, uma hora mais ou menos ate o terceiro pico onde almocariamos.Foi cansativo mais foi tranquilo. Neste dia tivemos feijao para o almoco. Deste menu eu me lembro pois ja estava bastante saudosa do nosso tipico prato brasileiro: arroz com feijao! Nao foi nenhuma feijoada o que tivemos mas deu para matar as saudades.

A tarde o caminho era so descida. Mais de 3.000 degraus de descida! Ufa! E alguns eram bastante inclinados e algumas partes do caminho eram a beira de precipicios. Nao foi muito cansativo mas algumas partes foram muito tensas para mim.

O proximo ponto de encontro oficial seria na ‘mighty eletric tower’ ou ‘Uma torre eletrica! Vamos ter eletricidade!’ em portugues. La pegariamos um atalho para ver alguns terracos incas e depois iriamos ao acampamento. Os terracos incas eram bem agradaveis apesar de termos que encarar mais degraus! Mas logo estariamos chegando ao acampamento onde poderiamos tomar banho! E quente!

Chegando no camping logo 8 pessoas desceram para tomar banho o que nos deixou apenas a opcao de tomar um cerveja e esperar. No camping do terceiro dia tambem dispunhamos de um bar. Enquanto eu, Celo, Fiona, Graham, Julian, Katherine, Roberto e David esperavamos nossa vez de tomar o tao esperado banho vivenciamos provavelmente algo unico em nossas vidas. As nuvens se abriram um pouco e descobriram a Veronica, um dos picos nevados mais altos das cordilheiras. Terminamos nossas cervejas entao com esta vista maravilhosa.

Como o pessoal do banho demorou a subir, so pudemos tomar banho depois do jantar. Mas foi ate bom pois saimos direto do banho para o ‘ disco bar’ ao lado onde todo o grupo ja estava reunido bebendo e se divertindo. Todo tipo de musica tocava no lugar e finalmente depois de algum tempo alguem se levantou para dancar. Foi a deixa para eu e Marcelo levantarmos e nao sentarmos mais! E daih todo o povo se animou. Ate o casal de sulafricanos resolveu dancar (que ao contrario da imagem esteriotipada que voces possam estar fazendo eram dois branquelos com cara de europeus). Jonathan deu um show com seu molejo de ‘ coqueiro ao vento’ ao som de uma musica local que lembrava lambada.

Roberto, o italiano, foi o homem da noite! Dancou com todas as inglesas malucas que tambem estavam por la. Fiona e Graham provaram que nem so de ‘ fog’ vivem os ingleses e irlandeses. Tocou ate musica brasileira! Nada de qualidade e claro, mas foi divertido inventar passos a la ‘ baianos’ para ‘ A danca do vampiro’.

As 10:30 fomos dormir, ja que bar fechou as 10:15. Roberto, Julio e Dave continuaram mais um pouco na guerra. Mas tambem, quem pode culpa-los? Eles eram os unicos solteiros do grupo.



Leave a Reply